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10 tenistas geniais da ATP que sempre morrem na praia

Sheila Vieira
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Sheila Vieira

Expectativa:

“Esse cara com certeza será número 1 do mundo um dia”.

“É questão de tempo até ele vencer um Grand Slam”.

“Agora eu acho que ele finalmente se encontrou e vai dar aquele passo a mais”.

Realidade: eterna frustração. 

10 tenistas geniais da ATP que sempre morrem na praia

Há alguns tenistas que nasceram com habilidade e força fora do comum, conseguem de vez em quando vencer um membro do Big 4 e até uma final de Masters 1000 aqui ou semifinal de Grand Slam lá. Mas, no final das contas, eles não conseguem fazer o que Stan Wawrinka conseguiu: deixar o bloco do meio e vencer um Slam. Estes são 10 tenistas do circuito atual da ATP que sempre morrem na praia:

Jo-Wilfried Tsonga

O cara tem um dos melhores saques do circuito, um forehand espetacular, sabe bater o backhand dos dois jeitos, voleia bem e não é tão lento, considerando o seu tamanho. Mesmo com todo este gabarito, Tsonga teve o maior resultado de sua carreira em 2008, com o vice do Australian Open. Já venceu todos os membros do Big 4, tem dois títulos de Masters e está sempre dentro ou perto do top 10. Mas ainda deixa aquela sensação de que poderia ter feito muito mais.

Tomas Berdych

Eu poderia repetir tudo que falei sobre Tsonga. Berdych tem um backhand ainda melhor que o do francês e se movimenta melhor. Uma vez ou outra, desbanca um Big 4 de um torneio grande. É figura carimbada no Finals e no top 10. Porém, uma final de Slam (Wimbledon, 2010) e um título de Masters 1000 é muito menos do que alguém com o seu talento poderia atingir. E lá vem mais uma derrota em quartas de final...

Richard Gasquet

Mais um francês (coincidência?). Claro que não é fácil ter gente te chamando de Baby Federer desde a sua adolescência. Mas o fato é que Gasquet realmente tem um talento acima da média. O backhand é um dos melhores que o circuito já viu. O saque é sólido para alguém não tão alto. Ele é habilidoso e tem boa movimentação. Mas, pior que Berdych, sempre para nas oitavas de final dos Slams, geralmente levando um 6/1 no terceiro set. E jogando quatro metros atrás da linha de fundo.

Gael Monfils

OH, FRANÇA, VOCÊ DE NOVO. Monfils é uma daquelas pessoas que seriam ótimos atletas em qualquer esporte. Ele tem velocidade, força, alongamento e altura. Ainda por cima, é carismático e traz público para o tênis. Sua habilidade não é das melhores, mas também está longe de passar vergonha. Porém, Monfils simplesmente não sabe administrar partidas. Mesmo sendo um jogador de estilo mais conservador, ele oscila consideravelmente e tem picos de brilhantismo que não são suficientes para uma campanha de sete jogos, com cinco sets cada.

Bernard Tomic

Ok, já estou apelando. Tomic é uma bagunça. Mas, convenhamos, ele seria um grande vencedor se encarasse a profissão com alguma seriedade e não tivesse um pai-treinador maluco. O australiano saca bem, tem habilidade, varia bem o jogo e seria uma ótima alternativa para o estilo pancadaria, um pouco como Andy Murray. Mas realmente não vai rolar.

Grigor Dimitrov

Baby Federer 2, amaldiçoado desde quando chegou ao circuito. Claro que ele ainda tem tempo para se recuperar e cumprir seu potencial, mas ele está passando. Dimitrov é realmente o mais próximo que tivemos de um Federer. Forehand matador de todos os jeitos, backhand de uma mão não tão confiável, mas não tão comprometedor, excelente movimentação de pernas e capacidade incrível de improvisar na rede. Estamos esperando, Grigor. Quando você quiser...

Ernests Gulbis

O Leste Europeu também está fazendo muito sucesso nesta lista. Além de talento, força, movimentação e habilidade, Gulbis também tem a falta de “respeito” necessária para enfrentar o Big 4. Em 2013, parecia que ele finalmente engataria, chegando à semifinal de Roland Garros e entrando no top 10. Mas a alegria durou pouco. Ele é atualmente o 83o do mundo, com apenas duas vitórias em 2016. Podemos dar como caso perdido?

Alexandr Dolgopolov

Mais um tenista bem completo. Ótimo saque (com um toss estranho de tão rápido, mas que dá certo), bons golpes de fundo e sabe trabalhar com top spin e slice. Porém, o ucraniano nunca esteve sequer em uma semifinal de Slam e tem apenas dois títulos na carreira, um em ATP 250 e outro em um 500 esvaziado (aconteceu durante a Olimpíada de Londres).

Fabio Fognini

Podemos discutir se Fognini é um jogador completo. Nada em seu jogo é extraordinário, mas o italiano tem golpes mais do que sólidos e boa capacidade de improvisar. No entanto, ninguém é superior a ele no quesito “parar de prestar atenção no jogo e encanar com alguma coisa nada relevante, mas que fará com que ele perca totalmente a concentração”. A esta altura do campeonato, já até podemos prever exatamente em qualquer momento do jogo ele fará isso. Uma pena, já que Fognini seria um bom nome para ter na galeria de campeões de Roland Garros.

Fernando Verdasco

“Fer” é certamente o Rei desta lista. Ele foi semifinalista do Australian Open em 2009, conquistou sete títulos, mas apenas dois ATP 500 (ambos na Espanha) e fez parte de uma equipe multicampeã da Copa Davis, sempre deixando a impressão de que poderia muito mais. Quando está “in the zone”, Verdasco é capaz de fazer jogadas absolutamente impossíveis e disparar forehands que nem Nadal e Djokovic juntos alcançariam. Sua força mental, porém, sempre foi perto da inexistente. Só lamentamos.

Observação importante 1: claro que não estou dizendo que estes tenistas são ‘fracassados’. 99% do circuito matariam para conquistar o que eles ganharam. A questão é que há jogadores menos talentosos que tiveram mais sucesso (e você os verá aqui em breve).

Observação importante 2: por que não há mulheres na lista? Eu cheguei a abrir o ranking da WTA a procura delas, mas os melhores exemplos que achei foram Petra Kvitova e Samantha Stosur, ambas campeãs de Slam. E qualquer pessoa que ganhou um Slam já venceu na vida.

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