POLÍTICA

Estado dos EUA aprova sem querer lei que permite que grávidas cometam homicídio

Sheila Vieira
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Sheila Vieira

Leia antes de aprovar.

Estado dos EUA aprova sem querer lei que permite que grávidas cometam homicídio

Os deputados republicanos do estado de Nova Hampshire, na costa leste dos EUA, passaram por um papelão digno de sitcom nesta semana. Tentando passar uma lei que restringisse o direito a aborto, os congressistas acabaram aprovando um texto que permitiria que grávidas cometessem homicídio contra qualquer pessoa.

A proposta inicial era definir um feto de mais de 20 semanas como uma pessoa, legalmente. A intenção oficial é proteger a mãe caso um acidente de carro mate a criança, mas especialistas alegam que isso pode se voltar contra uma mulher que tiver um aborto espontâneo ou fizer um procedimento para retirada do feto sozinha. Enfim, coisas de republicanos.

Para não revoltar demais os críticos, os deputados quiseram livrar médicos e mulheres que querem abortar de forma segura adicionando uma parte em que "qualquer ato cometido por uma mulher grávida ou médico" não se aplicaria como assassinato de segundo grau, homicídio culposo ou homicídio por negligência. Qualquer ato

Mesmo se as grávidas de Nova Hampshire fizessem as loucas e saíssem matando geral, o estado ficaria seguro por um preceito legal de que leis não podem ser interpretadas literalmente caso tenham um "resultado absurdo". De qualquer forma, os congressistas resolveram não arriscar e arrumaram a frase.

Fica pra próxima, mulherada!