CURIOSIDADES

Não se esforce para parecer competente, mas sim para ser digno de confiança

Sheila Vieira
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Sheila Vieira
Não se esforce para parecer competente, mas sim para ser digno de confiança

Se tem algo que fascina igualmente todos os seres humanos é saber como as pessoas nos veem, especialmente a primeira impressão que passamos. Quando há um emprego em jogo, a necessidade de tentar ser o novo Mark Zuckerberg acaba dominando muita gente e nem sempre provocando a melhor resposta.

Não se engane: é melhor fazer todos acreditarem que podem confiar em você do que eles pensarem que você é o mais competente para aquela posição. Quem diz isso é Amy Cuddy, professora da Escola de Negócios de Harvard.

Não se esforce para parecer competente, mas sim para ser digno de confiança

Ela realmente parece ser uma pessoa confiável.

Por mais de 15 anos, Cuddy estudou a “ciência” das primeiras impressões com os psicólogos Susan Fiske e Peter Glick. As perguntas que as pessoas geralmente perguntam quando conhecem alguém são: “posso confiar nela?” e “eu a respeito?”. Sim, nesta ordem.

Em um mundo ideal, você deve dar a entender que é confiável e competente. Mas se tiver que escolher, vá com o primeiro.

Vejam só o David Luiz, que fez um punhado de besteiras, mas é amado pela galera.

“De uma perspectiva de evolução, é mais crucial para nossa sobrevivência saber se uma pessoa merece nossa confiança”, afirma Cuddy ao Business Insider. Ou seja, quando o chefe se sente ameaçado por você, seu currículo vai contar muito menos.

“Se alguém que você está tentando influenciar não confia em você, você não vai muito longe. Na verdade, vai despertar suspeitas porque pode parecer manipulativo”, acrescentou a professora.

Minha impressão sobre o mundo corporativo sempre foi a inversa: que a racionalidade do “é a melhor pessoa para este emprego” fosse mais valorizada do que a personalidade do candidato. No caso, o que ela consegue transmitir de sua essência em uma situação extremamente formal e desconfortável. Pelo jeito, estava errada. Deve ser porque assisti muito a "O Aprendiz".

Agora, se você é aquele ser humano atrapalhado, que não consegue ser você mesmo, tenta demonstrar que é forte e falha miseravelmente, sinto muito. Torça para que gostem de você no segundo, terceiro ou quarto encontros.

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