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4 explicações para a estreia destruidora de Velozes 8 nos cinemas

Tapa Da Pantera
há 6 meses98.6k visualizações

A incrível OITAVA película da franquia Velozes e Furiosos estreou no mundo todo no último fim de semana destruindo as bilheterias. Em três dias, o filmão polarizado por Vin Diesel e The Rock abocanhou assustadores US$ 532,5 milhões. Sim, em três dias. ‘F8”, como vem sendo apelidado, já é o novo recordista de bilheteria em estreia. “Star Wars: O Despertar da Força” tinha a marca anterior, com US$ 529 milhões.

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4 explicações para a estreia destruidora de Velozes 8 nos cinemas

Mas o que explica esse sucesso todo, logo no primeiro filme sem o mocinho Paul Walker, morto num acidente de carro? Ainda é cedo para uma resposta definitiva, mas dá para imaginar alguns motivos.

1. Vin Diesel x The Rock

4 explicações para a estreia destruidora de Velozes 8 nos cinemas

Pela segunda vez na franquia, os personagens de Vin Diesel e The Rock estão frente a frente, um contra o outro. Em F8, Dominic Toretto (Diesel) se volta contra seus amigos de crime. Logo, Hobbs (The Rock), que já foi mocinho e virou bandido, volta a ficar contra Toretto. E é inegável que desde sempre o público gosta de ver dois machos alfa saindo na porrada. É como se Stallone e Schwarzenegger tivessem engolido seus egos gigantes e tivessem feito um filme juntos lá na década de 1980, quando eram os alfas do momento (não, “Mercenários” nem começa a servir de comparação).

2. Mais estrelas

4 explicações para a estreia destruidora de Velozes 8 nos cinemas

Uma coisa que a franquia Velozes e Furiosos fez bem desde o começo foi continuar incluindo atores bons e com força para alavancar interesse. Tyrese Gibson chegou no segundo filme. Mais tarde, The Rock virou uma parte essencial da série. Um pouco depois, Jason Statham e Kurt Russell. Agora, em F8, Charlize Theron e Helen Mirren dão mais peso ao elenco. São duas ganhadoras de Oscar!

3. Calendário

Parte do sucesso de qualquer estreia está na escolha da data. Os produtores de “F8” foram precisos aqui. O fim de semana não tinha nenhuma outra opção forte nos cinemas. A concorrência era composta só por filmes em continuidade, como “A Bela e a Fera”, “Power Rangers” e “Z: A Cidade Perdida” (este ainda vai estrear no Brasil). Foi essencial não estrear junto ou perto de algum filme da Marvel ou da franquia Star Wars.

4. Fãs fiéis

Se uma franquia chega ao sétimo filme, é muito provável que ocorra um dos cenários a seguir: a) a fórmula se esgota, e o público cansa; ou b) a fórmula fica manjada, mas os filmes têm qualidade bastante para criar um público fiel o bastante para ver qualquer porcaria que venha em seguida. Não que “F8” seja uma porcaria, mas essa audiência já está fidelizada há tempos. E se a estreia surpreendeu pelo tamanho do sucesso, a verdade é que todo mundo já contava com bons números nas bilheterias.

Adam Sandler acertou a mão em 'Sandy Wexler' e você deveria ver

Tapa Da Pantera
há 6 meses42.0k visualizações

É bem verdade que a crítica, de modo geral, vem pegando pesado com Adam Sandler. “Trocando os Pés”, “Pixels”, “The Ridiculous 6” e “Zerando a Vida” foram duramente criticados - e com razão. São filmes fracos, com atuações nada inspiradas. Só que, bem ou mal, Adam Sandler vende. Pixels, por exemplo, custou US$ 88 milhões e arrecadou US$ 244 milhões. 

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Adam Sandler acertou a mão em 'Sandy Wexler' e você deveria ver

E existe uma explicação bem simples: Adam Sandler tem um público cativo no mundo inteiro. Muita gente gosta de seus personagens inocentes como o garoto da água Bobby Boucher (“O Rei da Água), o cantor de casamento Robbie Hart (“Afinado no Amor”) ou o espião/cabeleireiro Zohan (“Zohan: O Agente Bom de Corte). Há também quem goste de seus romances água-com-açúcar tipo “Como Se Fosse a Primeira Vez”. Por último, não dá para negar que seus filmes com coadjuvantes de luxo - vide “Gente Grande”, com Kevin James, Chris Rock e Salma Hayek - têm ótimo apelo.

Não é por acaso, então, que a Netflix estendeu contrato com Adam Sandler recentemente para mais quatro filmes. E o primeiro deles, “Sandy Wexler”, acaba de ser disponibilizado no serviço de stream sob demanda. É um filme estranho, mas que tem tudo para atingir em cheio o público-base do ator. Sabe por quê? Porque tem um personagem bem-intencionado-porém-inocente, uma história de amor à la Forrest Gump e um monte, mas um monte mesmo de convidados ilustres. Além disso, a história se passa na década de 1990 - justamente quando Sandler fez mais sucesso de bilheteria.

Sandy Wexler é um empresário da Califórnia com poucos clientes de quase nenhum talento. Ele é ingênuo, fala com voz estranha e tem hábitos esquisitos. De certo modo, é a personificação do humor desconfortável de Sandler. Num belo dia, ele conhece a talentosa cantora Courtney Clarke (Jennifer Hudson, uma das raras pessoas no planeta que já ganharam Oscar como atriz e Grammy como cantora) e decide agenciá-la.

Logo, vê-se que o enorme talento da cantora seria demais para os contatos e a capacidade de Wexler. É aí que vão ficando claras as dificuldades tanto do empresário quanto da cantora. E paremos por aqui para não entrar no campo dos spoilers. Aos poucos, o espectador vai se apegando ao estranho Wexler, que continua vivendo momentos esquisitos com seus outros clientes: Terry Crews, Nick Swardson, Colin Quinn e Jackie Sandler (sim, a esposa de Adam) dão conta desses papéis.

O filme, cuja história é baseada na história real de Sandy Wernick, empresário de Sandler na vida real (vejam no vídeo abaixo), se desenrola por 2h10min, muito mais do que uma média de um filme de Adam Sandler, mas talvez a duração seja necessária para dar a noção de tempo. A trama é bem amarrada e não deixa de ser uma história feliz - do jeito Sandler de ser. 

Quanto às participações especiais, o filme tem pontas de Quincy Jones, Arsenio Hall, Weird Al Yankovic, Babyface, Mase, Rob Reiner, Judd Apatow, Dana Carvey, Jeaneane Garofalo, Jewel, Jimmy Kimmel, Jay Leno, Jon Lovitz, Brian McKnight, Lorne Michaels, Conan O’Brien, Jason Priestley, Chris Rock, Pauly Shore, David Spade, Henry Winkler e até Vanilla Ice. Sim, esses nomes todos estão no filme.

Moral da história? Critiquem Adam Sandler à vontade. Ele já mostrou que vai continuar fazendo seus filmes do jeito que ele sabe fazer - e do jeito que muita gente ainda gosta!

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TapaDaPantera
Equipe Storia Brasil