Coisas sobre as quais precisamos falar
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Precisamos falar sobre a moda dos anos 2000 em 2017

Giovana Penatti
há 7 meses50 visualizações

A gente sabe que a moda é cíclica, que nossas mães adoram falar "eu vestia isso com a sua idade", que o que é cafona hoje será vendido por R$ 500 amanhã e a gente vai desejar muito. E, se ontem a gente olhava para os tapetes vermelhos de filmes teen dos anos 2000 e dava muita risada, hoje já erguemos uma sobrancelha ao ver algumas coisas presentes de novo no nosso guarda-roupa.

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Acho que não vai ser o caso de voltar a usar cristais em volta do umbigo ou óculos de lentes coloridas (ou melhor, espero que não seja o caso), mas tem outras que até dá para encarar sem medo de ser uma releitura do seu eu pré-adolescente. Por exemplo, a gente deveria ter liberdade de usar roupas mais confortáveis, como calça e blusa de moletom - e pode ser de veludo, sim. Inclusive, algumas fast fashion já têm esses conjuntos para vender.

Precisamos falar sobre a moda dos anos 2000 em 2017

Se der para combinar com um brinco de argola, perfeito. Particularmente, sou da opinião de que, quanto mais perto a argola ficar estiver de bater no ombro, melhor.

Precisamos falar sobre a moda dos anos 2000 em 2017

Também temos visto que o futuro chegou pra valer, com muitas roupas metálicas, holográficas e de tecidos emborrachados. Nos anos 2000, esse brilho todo vinha do cetim, especialmente nas calças. Pontos extras para calças tipo cargo feitas de cetim. Qual a lógica dessa invenção??

Precisamos falar sobre a moda dos anos 2000 em 2017

Mas tinha mais brilho também na maquiagem: sombras cintilantes e gloss, que deixava seu cabelo todo grudado na boca. E essas tendências estão voltando de maneira mais discreta: para incorporar um pouco de luz na make sem parecer um enfeite de Natal.

Precisamos falar sobre a moda dos anos 2000 em 2017

Finalmente, minha tendência preferida: o jeans total! É claro que, só de falar em tudo jeans, a gente lembra do maior casal da história do showbiz, em um momento que representa tudo que almejamos tanto em relacionamento como em carreira e em moda:

Precisamos falar sobre a moda dos anos 2000 em 2017

Enquanto não chegamos lá, vamos abraçar o jeans em todas as formas possíveis enquanto é possível, seja na volta dos que não foram, como o jeans-com-jeans, até o revival da jardineira, da mini-saia e da - prepara - calça de cintura baixa!!!

Precisamos falar sobre a moda dos anos 2000 em 2017

Deus tenha piedade de nós.

Mas, enquanto o retorno da moda dos anos 2000 pode causar calafrios em alguns, acho que tem uma maneira melhor de ver: era uma moda muito divertida, de misturar tudo e ver no que dava! Tecidos, texturas, cores, estampas, formatos, tudo valia para montar um look único. Não por acaso, muitos dos looks das celebridades dessa época são icônicos.

É claro que essa moda não vai voltar tão literal - afinal, a moda é cíclica, mas sempre se volta mais como releitura do que como um revival. Mas acrescentar um ou outro elemento dos anos 2000 que tenha a ver com você é uma boa ideia tanto para renovar o estilo e sair do comum quanto para relembrar a adolescência e se divertir um pouco! ;)

Precisamos falar sobre Rita Lobo, Bela Gil e alimentação saudável

Giovana Penatti
há 8 meses31 visualizações

Nos últimos anos, a gente tem visto uma tendência alimentar cada vez mais forte: a de comer tudo natural, pouco processado, sem passar por indústrias, integral, sem açúcar, sem glúten, tudo em nome da saúde. Em meio a essa loucurinha, apareceu a figura da Bela Gil, que apresenta o Bela Cozinha, na GNT, onde ensina quitutes inesquecíveis, como o famoso churrasco de melancia, e a substituir ingredientes por opções mais saudáveis, o que virou até meme.

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Precisamos falar sobre Rita Lobo, Bela Gil e alimentação saudável

Eis que, nas últimas semanas, apareceu uma nova figura nessa batalha de o que comer: Rita Lobo, também apresentadora de um programa de culinária na GNT, o Cozinha Prática, ao falar em um tuíte sobre por que não ensinaria a fazer maionese com óleo de coco e iogurte: "1) porque não é maionese; 2) trate seu distúrbio alimentar". O tal distúrbio existe mesmo: chama ortorexia e é a obsessão em comer de forma saudável.

Precisamos falar sobre Rita Lobo, Bela Gil e alimentação saudável

Rita é contra o que chama de medicalização dos alimentos: encarar a alimentação de maneira puramente funcional, isto é, avaliar o que cada alimento fará com seu organismo; devemos comer por prazer e tomar remédio para curar. Já Bela Gil entende que os alimentos podem ter as duas funções: é possível comer bem e fazer pratos gostosos sem abrir mão da alimentação saudável, que, como todo mundo sabe, pode até prevenir doenças. Então, nos vemos divididos entre #TeamRita e #TeamBela - o que, aliás, é algo que as duas apresentadoras nunca nem falaram, mas vocês conhecem a internet.

Afinal, como deve ser nossa relação com comida? O glúten é um vilão nessa história? Nunca mais poderemos ir num fast food sem nos sentir mal? Num mundo onde temos tanta informação tão fácil de conseguir, podemos nos considerar especialistas em nutrição por ter lido muitos artigos que falam sobre batata doce versus batata inglesa?

Precisamos falar sobre Rita Lobo, Bela Gil e alimentação saudável

O que querem dizer esses números??

Particularmente, acho que podemos nos encontrar em um meio-termo. Afinal, equilíbrio é outra palavra que vem ganhando força, e imagino que será nela que iremos chegar no consenso sobre alimentação saudável.

Costumo lembrar das histórias que ouvia da minha vó, sobre como eram as comidas na casa dela. Minha avó nunca comeu arroz integral ou frango grelhado e sempre fazia um bolo para sobremesa; também nunca teve pressão alta, diabetes, obesidade ou qualquer outra doença que possa ser relacionada à alimentação. Ela também nunca teve carro e sempre andou muito por toda a cidade. Claro que há outros fatores aí, incluindo a genética e vida no interior há algumas décadas, mas essas conversas sempre me serviram de comprovação de que o estilo de vida conta mais do que a tapioca no café da manhã para ser saudável. E, com a ajuda dos profissionais certos, é possível que cada pessoa descubra como ser mais saudável de acordo com suas vontades e sua torina.

Como não dá mais para viver em Itapetininga em 1960, minha saída é encontrar meios de tornar o dia a dia mais equilibrado: fazer mais comida em casa, sim, mas se quiser trocar arroz branco pelo integral também pode porque mal não faz; levar marmita para o trabalho é preferencial, mas fazer um almoço feliz de sexta-feira na hamburgueria com os colegas também está liberado - e a hamburgueria pode ser um McDonald's, porque não como todos os dias e, sem excessos, não vai acabar com a minha saúde.

Enfim, acredito que, aos poucos, podemos deixar de ser tão paranoicos com alimentação saudável e perceber que ser saudável - tanto em corpo, quanto em mente - tem a ver com comida, mas não apenas com isso. E que cada um coma o que quiser, sem julgamentos. ;)

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TheRealGiovana
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