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“O rock acabou porque a MTV acabou”: documentário relembra os melhores momentos

“O rock acabou porque a MTV acabou”: documentário relembra os melhores momentos
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No dia 20 de outubro de 1990, a MTV Brasil iniciou suas transmissões no Brasil. 23 anos depois, no dia 30 de junho de 2013, o canal encerrou suas atividades na TV aberta. E, 4 anos depois, o documentário A Imagem da Música - os anos de influência da MTV Brasil fala sobre alguns dos momentos mais marcantes da MTV. Ele foi feito pela produtora acadêmica Crua Produções e está disponível no YouTube. O vídeo está no fim deste texto.

Todo mundo que tenha sido jovem nos anos 90 ou nos anos 2000 - ou seja, muita, mas muita gente mesmo - tem alguma relação com a MTV. E, ao utilizar depoimentos de VJs e artistas que fizeram suas carreiras no canal da música, o documentário emociona e traz diversos momentos de nostalgia.

É claro que o documentário não fala de absolutamente tudo que passou na MTV - por exemplo, Hermes e Renato e Verão MTV ficaram de fora; os programas de debates e relacionamentos, também; Acústico MTV e MTV Apresenta são apenas mencionados. Mas o Disk MTV e o VMB aparecem como grandes sucessos e causadores de muitas saudades para todo mundo que viveu aquilo.

A intenção do documentário é a de simplesmente falar sobre a MTV, mas sim de sua importância na construção da identidade do jovem brasileiro dos anos 90 e 2000 e da própria TV brasileira. Tanto que muita gente que foi para outros canais começou lá, como Zeca Camargo, Maria Paula, Sarah Oliveira, Didi Wagner e tantos outros nomes.

“O rock acabou porque a MTV acabou”: documentário relembra os melhores momentos

Ao pensar na MTV, talvez sua referência seja de algo extremamente descolado, com ares de bagunça organizada e uma espontaneidade ímpar que chegava a ser ousada, ainda que despreocupada. E foi justamente essa característica de ser quase experimental, com ideias de programas que nenhuma outra emissora aprovaria nem 23 anos depois, que fez com que ela falasse diretamente com os jovens e se tornasse tão relevante para esse público, inclusive fazendo seu papel no despertar crítico e na informação além da música - quem não lembra das campanhas contra AIDS e “desligue a televisão e vá ler um livro”?

Também foi assim que ser VJ virou sonho de tanta gente, bem como ver o clipe da sua banda passando na TV e subir ao palco para receber um VMB: a MTV Brasil teve um papel importantíssimo em descobrir novas bandas e artistas nacionais enquanto seu foco foi a música. No Jornal da MTV, bandas quase desconhecidas tocavam ao vivo no horário nobre; o Yo! colocou rap e hip hop na TV aberta; e, falando de VMB, foi a primeira premiação do tipo no Brasil, abrindo espaço e criando referências para o Prêmio Multishow, Meus Prêmios Nick e tantos outros que vieram depois.

Até hoje, vendo no YouTube programas antigos da MTV, me divirto horrores, acordo o sonho - agora impossível - de ser VJ e tento pensar em como essa graça toda pôde acabar. A resposta não é tão difícil: o mercado mudou, especialmente com a popularização da internet banda larga, e não era mais necessário ficar plantado na frente da TV por horas para ver se seu clipe preferido ia passar. A MTV não soube se reencontrar nessa nova realidade ou falar com os novos jovens, que já não viam mais relevância no canal, e acabou fechando as portas (inclusive, a parte do documentário que fala da festa final da MTV é muito emocionante).

A frase do título deste texto é dita pelo Beto Bruno, vocalista da Cachorro Grande, no documentário, em um momento que traz uma explicação válida sobre a mudança da MTV: as bandas de roqueiros coloridos que foram lançadas pela MTV mais no fim, hoje, poucos anos depois, não existem mais, enquanto as mais antigas continuam na atividade. Além de não ter mais relevância para videoclipes, a MTV também perdeu credibilidade no papel de curadora de artistas novos. Ou seja, tudo que a tornava especial acabou sumindo, além da inabilidade de se conectar com “novos jovens”.

Agora, a MTV foi completamente reformulada e vive na TV paga, sem foco na música, como já era a MTV gringa quando a nossa respirava por aparelhos na rua Afonso Bovero. Mas o impacto e a influência da MTV das antigas permanece na TV brasileira e, ainda que a audiência fosse ínfima em comparação à de outros canais, é inegável que, se não fosse a MTV Brasil, a TV - e nós mesmos - não teríamos tantas referências de como ser descolados e falar com jovens.

O que é body neutrality e por que isso é importante?

A gente vem passando por momentos interessantes no que diz respeito à aceitação de nós mesmos, à celebração de nossas características e, o primeiro passo de tudo isso, à desconstrução de padrões. E é ótimo, porque tira uma pressão que sentimos desde que nos lembramos: a de se encaixar em um padrão - um padrão que é, para muitas pessoas, inalcançável.

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Mas essa onda de aceitação também coloca uma nova pressão: a de amar o corpo. A ponto de quem não ama o corpo se sentir, mais uma vez, fora do padrão.

É nesse espectro que surge uma nova tendência: a body neutrality - em tradução livre, neutralidade do corpo; em tradução melhor, neutralidade em relação ao corpo.

O que é body neutrality e por que isso é importante?

A intenção do body neutrality é tirar totalmente a pressão - e a importância - da preocupação com o corpo. Não é sobre amar ou tentar fugir dos padrões; é sobre simplesmente aceitar que você é como é e não deixar que isso cause algum efeito negativo sobre você.

É claro que isso não é uma tarefa fácil, ainda mais quando nascemos e fomos criadas com a certeza de que, para sermos bonitas, temos que nos encaixar em um layout. Desfazer essa concepção não é simples, nem algo que ocorre de um dia para o outro. Mas a ideia de não sofrer com a pressão de mudar seu corpo para agradar outras pessoas é, no mínimo, sedutora. Imagina o quanto de tempo e energia a gente economizaria se não se importasse tanto com o nosso corpo? Imagina redirecionar tudo isso para coisas que nos trazem satisfação, nos fazem feliz - mesmo que essa coisa seja comer bem e fazer exercícios, mas sem a pressão de fazer isso para emagrecer?

Para mim, o body neutrality é o último estágio na linha sucessória da auto-aceitação: você começa abraçando suas diferenças e particularidades como parte do que te faz ser quem é; então, ama essas características justamente por serem parte de você e se recusa a deixar que as expectativas e padrões dos outros te afetem; e, eventualmente, essa aceitação chega no ponto de neutralidade, em que você sabe que tem um corpo, que ele te possibilita fazer várias coisas, funciona de uma maneira incrível e tem suas limitações, e é esse respeito consigo mesma que importa.

Para saber mais sobre body neutrality, separei alguns links, em português e inglês. Olha só:

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TheRealGiovana
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