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Paris Hilton, a rainha dos anos 2000, lista as melhores tendências da década

Giovana Penatti
há 5 meses120 visualizações

Se for para escolher um rosto para os anos 2000, provavelmente o escolhido será o de Paris Hilton. A moça estava no auge no início da década, sendo provavelmente a primeira expoente da categoria "famosa por ser famosa".

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Paris Hilton, a rainha dos anos 2000, lista as melhores tendências da década

Paris continua na ativa, ganhando uma fortuna como DJ (sério: são quase US$ 350 mil  por hora do seu set!), com produtos que levam seu nome e seguindo os investimentos da família no ramo de hotelaria.

Mas, olhando de volta para os anos 2000, Paris tem muito a dizer sobre a década na qual fez seu nome. E, com a W Magazine, fez um vídeo - engraçadíssimo, no qual ela tira o maior sarro dela mesma - falando das suas tendências de moda preferidas dessa década. Olha só:

Moletons coloridos, camisetas com frases grosseiras, saias muito curtas, botas tipo Uggs, cor de rosa, vários celulares, melhores amigos, strass, bonés, piercing no umbigo, jeans de cintura baixa... Qual a tendência que você mais ama nos anos 2000?

“O rock acabou porque a MTV acabou”: documentário relembra os melhores momentos

Giovana Penatti
há 5 meses131 visualizações
“O rock acabou porque a MTV acabou”: documentário relembra os melhores momentos
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No dia 20 de outubro de 1990, a MTV Brasil iniciou suas transmissões no Brasil. 23 anos depois, no dia 30 de junho de 2013, o canal encerrou suas atividades na TV aberta. E, 4 anos depois, o documentário A Imagem da Música - os anos de influência da MTV Brasil fala sobre alguns dos momentos mais marcantes da MTV. Ele foi feito pela produtora acadêmica Crua Produções e está disponível no YouTube. O vídeo está no fim deste texto.

Todo mundo que tenha sido jovem nos anos 90 ou nos anos 2000 - ou seja, muita, mas muita gente mesmo - tem alguma relação com a MTV. E, ao utilizar depoimentos de VJs e artistas que fizeram suas carreiras no canal da música, o documentário emociona e traz diversos momentos de nostalgia.

É claro que o documentário não fala de absolutamente tudo que passou na MTV - por exemplo, Hermes e Renato e Verão MTV ficaram de fora; os programas de debates e relacionamentos, também; Acústico MTV e MTV Apresenta são apenas mencionados. Mas o Disk MTV e o VMB aparecem como grandes sucessos e causadores de muitas saudades para todo mundo que viveu aquilo.

A intenção do documentário é a de simplesmente falar sobre a MTV, mas sim de sua importância na construção da identidade do jovem brasileiro dos anos 90 e 2000 e da própria TV brasileira. Tanto que muita gente que foi para outros canais começou lá, como Zeca Camargo, Maria Paula, Sarah Oliveira, Didi Wagner e tantos outros nomes.

“O rock acabou porque a MTV acabou”: documentário relembra os melhores momentos

Ao pensar na MTV, talvez sua referência seja de algo extremamente descolado, com ares de bagunça organizada e uma espontaneidade ímpar que chegava a ser ousada, ainda que despreocupada. E foi justamente essa característica de ser quase experimental, com ideias de programas que nenhuma outra emissora aprovaria nem 23 anos depois, que fez com que ela falasse diretamente com os jovens e se tornasse tão relevante para esse público, inclusive fazendo seu papel no despertar crítico e na informação além da música - quem não lembra das campanhas contra AIDS e “desligue a televisão e vá ler um livro”?

Também foi assim que ser VJ virou sonho de tanta gente, bem como ver o clipe da sua banda passando na TV e subir ao palco para receber um VMB: a MTV Brasil teve um papel importantíssimo em descobrir novas bandas e artistas nacionais enquanto seu foco foi a música. No Jornal da MTV, bandas quase desconhecidas tocavam ao vivo no horário nobre; o Yo! colocou rap e hip hop na TV aberta; e, falando de VMB, foi a primeira premiação do tipo no Brasil, abrindo espaço e criando referências para o Prêmio Multishow, Meus Prêmios Nick e tantos outros que vieram depois.

Até hoje, vendo no YouTube programas antigos da MTV, me divirto horrores, acordo o sonho - agora impossível - de ser VJ e tento pensar em como essa graça toda pôde acabar. A resposta não é tão difícil: o mercado mudou, especialmente com a popularização da internet banda larga, e não era mais necessário ficar plantado na frente da TV por horas para ver se seu clipe preferido ia passar. A MTV não soube se reencontrar nessa nova realidade ou falar com os novos jovens, que já não viam mais relevância no canal, e acabou fechando as portas (inclusive, a parte do documentário que fala da festa final da MTV é muito emocionante).

A frase do título deste texto é dita pelo Beto Bruno, vocalista da Cachorro Grande, no documentário, em um momento que traz uma explicação válida sobre a mudança da MTV: as bandas de roqueiros coloridos que foram lançadas pela MTV mais no fim, hoje, poucos anos depois, não existem mais, enquanto as mais antigas continuam na atividade. Além de não ter mais relevância para videoclipes, a MTV também perdeu credibilidade no papel de curadora de artistas novos. Ou seja, tudo que a tornava especial acabou sumindo, além da inabilidade de se conectar com “novos jovens”.

Agora, a MTV foi completamente reformulada e vive na TV paga, sem foco na música, como já era a MTV gringa quando a nossa respirava por aparelhos na rua Afonso Bovero. Mas o impacto e a influência da MTV das antigas permanece na TV brasileira e, ainda que a audiência fosse ínfima em comparação à de outros canais, é inegável que, se não fosse a MTV Brasil, a TV - e nós mesmos - não teríamos tantas referências de como ser descolados e falar com jovens.

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TheRealGiovana
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