Não é fanfic
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Giovana Penatti
TheRealGiovanahá 5 meses

Não é fanfic

Juro que aconteceu comigo, de verdade, em uma dimensão que existe na vida real
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Como viajar com pouca grana e não se dar mal

Giovana Penatti
há 5 meses23 visualizações

Há cinco anos, eu fiz minha primeira viagem internacional sozinha: fiquei um mês passeando nos Estados Unidos, descobrindo novas cidades e tendo experiências incríveis. Sou do time de entusiastas de viagens solo - você dificilmente vai ter outra oportunidade de se conhecer e aprender tanta coisa se viajar em galera.

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Mas esse é assunto para outro post!

Neste, vou te ajudar a aprender com meus erros ao viajar com pouca grana. Porque eu me dei mal, mas você não precisa.

1. Planeje sua grana
Antes de planejar a viagem, saiba o quanto você tem para gastar e adeque os planos a isso, desde cidades que quer ver a passeios que pretende fazer e o quanto gastar com transporte e comida. Esse último tópico é essencial, e falo com expertise: na véspera da viagem, percebi que não tinha guardado dinheiro para comer e fui viajar com cerca de 10 dólares por dia para gastar com comida. Pois é.

Como viajar com pouca grana e não se dar mal

A super fatia de pizza custa apenas 4 dólares e te mantém alimentado o dia todo.

2. Pesquise opções

Converse com quem já foi para saber de truques para economizar uns trocados no exterior. Alguns museus, por exemplo, têm entrada gratuita ou “pague o quanto quiser” em alguns dias. Fazendo isso, economizei mais da metade do ingresso para a California Academy of Sciences, em São Francisco: havia um happy hour toda quinta-feira que deixava a entrada por uns 12 dólares, bem menos que os 30 e poucos iniciais, e ainda tinha DJ e drinks no museu.

Como viajar com pouca grana e não se dar mal

Os drinks eram pagos, conhecer uma estrela-do-mar, não.

3. Faça amigos

Viajado sozinha, eu sempre prefiro ficar em hostels: são mais baratos e têm gente do mundo todo, tambem viajando sozinha. Assim, acabo interagindo com todo tipo de pessoas, fazendo amizades até improváveis e conseguindo companheiros para alguns passeios. Em grupo, dá para economizar em transporte (às vezes, compensa pegar um táxi em vez de cada um pagar uma passagem de metrô), comida (você já viu o tamanho das porções nos EUA??) e até alguns passeios, que têm preços promocionais para grupos.

Como viajar com pouca grana e não se dar mal

Amigas para sempre durante a viagem.

4. Comunique-se

Aprenda a falar pelo menos algumas coisas básicas na língua local e tenha sempre um tradutor no celular ou um dicionário em mãos. Ser turista fará com que muita gente tente te passar a perna e é importante se mostrar turista sim, esperto também. Mas se comunicar faz com que você interaja com mais gente e, além de trazer novas vivências, isso também pode trazer descontos - eu consegui um hot dog por um dólar a menos porque não encontrava meus trocados na mochila e o dono do trailer falou que não ia me deixar passando fome longe de casa por causa de um dólar.

Como viajar com pouca grana e não se dar mal

Eu pretendo devolver esse dólar para o dono do trailer quando for novamente a NY.

5. Crie memórias

Certifique-se de estar sempre em segurança, mas abrace os perrengues - eles com certeza existirão, com ou sem grana, porque viajar para outro país, com outra cultura e outro idioma, não é totalmente tranquilo. Mas é sempre uma delícia e uma oportunidade de ter histórias inesquecíveis para contar na volta para casa!

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Não esqueça das fotos poéticas no por do sol!

As mudanças que aconteceram comigo depois que parei com a pílula

Giovana Penatti
há 5 meses121 visualizações
As mudanças que aconteceram comigo depois que parei com a pílula
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Quando eu tinha uns 15 anos, em uma consulta de retorno com a ginecologista, a médica olhou meu ultrassom e atestou que eu tinha ovários policísticos. Ela explicou, muito rapidamente, que meus ovários tinham pequenos cistos em formação e que, apesar de muito comum, pode causar complicações no futuro, como a impossibilidade de engravidar. Mas era simples de tratar: bastava tomar pílula anticoncepcional. Foi assim que, antes mesmo de ser sexualmente ativa, comecei a tomar hormônios diariamente na adolescência.

Cerca de 10 anos depois, após ler inúmeros relatos de garotas que sofreram efeitos colaterais seriíssimos por causa da pílula, mesmo tomando há muitos anos, e encontrar matérias que apontavam que, de fato, a pílula não deve fazer tão bem - como a recente descoberta de que o uso pode estar associado a doenças mentais como depressão, ou a ironia do anticoncepcional masculino causar os mesmos efeitos colaterais do feminino e, justamente por causa disso, nem ter sido comercializado - , decidi parar.

E parei do nada: um dia, minha cartela acabou e eu não comprei mais. Já tinha pensado em parar antes, mas minha médica falava que não tinha motivo para isso - analisando de outro ângulo, falar que não há motivo para não se entupir de hormônios é uma coisa estranha de se dizer.

Essa decisão de parar com a pílula já tem mais de um ano; eu realmente não lembro quando parei, mas, desde que isso aconteceu, notei algumas mudanças no meu corpo.

Nenhuma mudança foi gigantesca, ou algo que cause arrependimento de ter parado. Inclusive em relação ao motivo pelo qual comecei a tomar pílula: meus ovários nunca mais tiveram cistos e seguem desse jeito.

Percebi três mudanças significativas: em relação à TPM, à acne e à libido. As duas primeiras são inconvenientes, mas não insuportáveis; chatas como espirrar depois de passar rímel ou pegar um resfriado no verão. Já a última é ótima.

Com a pílula, eu não sentia nenhum sintoma de TPM. Sem, fico uns três dias com o pavio curtíssimo, particularmente irritadiça ou curtindo a famigerada bad. Mas, como meu ciclo é bem regular, eu sei que, ao perceber que estou me irritando facilmente ou ficando muito triste do nada, é culpa da TPM - e, sendo uma mulher adulta, não desconto isso em ninguém, afinal, TPM não é motivo para sair dando patada em todo mundo.

Já acne eu nunca tive, e lembro de, quando era adolescente, sentir que essa era a única coisa na qual eu era melhor que meu irmão: ele tinha espinhas e eu não (eu não era cruel e não esfregava isso na cara dele; sei que ter acne pode causar muitos problemas de auto-estima e realmente incomodava meu irmão). Eis que, agora, quem sofre com as espinhas sou eu: todos os dias, encontro novas pelotinhas no rosto, especialmente na testa. E espremo. E ficam cicatrizes que eu nunca tive. Não é nada muito sério e poderia controlar muito bem indo num dermatologista mas, sinceramente, eu morro de preguiça e minha acne não incomoda tanto assim.

Por fim, a libido, que é a terceira mudança e a única que não é uma chatice. Como eu perdi a virgindade quando já tomava pílula, toda a minha vida sexual aconteceu com esses hormônios "extras" e eu não ligava muito para sexo. Nunca sentia muita vontade de transar e não entendia como algumas amigas tinham vontade do nada - falar “essa semana eu quero muito” era uma coisa que nunca acontecia comigo; eu só tinha vontade quando estava com alguém, já no contexto para acontecer. Alguns meses depois de parar de tomar a pílula, comentei com uma amiga que estava com muita vontade de transar e foi ela quem apontou a diferença: “quando a gente se conheceu, você falava que poderia passar o resto da vida sem transar e eu achei esquisitíssimo; foi parar de tomar a pílula que você descobriu que curte sexo”. Essa foi, para mim, a maior mudança, e a que deixou claro como a pílula realmente mexe com o nosso organismo.

É claro que cada pessoa é uma e a pílula - e os diferentes tipos de pílula - atuam de maneiras diferentes em cada um. Esse relato é sobre o que aconteceu comigo: eu realmente não precisava desses hormônios diários e, apesar de algumas chatices, o lado positivo de não tomar pílula para mim é muito maior, desde me conhecer melhor a não ter que colocar um despertador para lembrar do horário de tomá-la (sério, foi uma década com pílula e eu nunca consegui lembrar sozinha!). Sobre os cistos no ovário, eles continuam não existindo.

Esse texto não é para convencer todo mundo a abandonar a pílula, até porque muitas mulheres a usam para fazer tratamentos. Mas, se esse não for o seu caso e você estiver pensando em parar também, marque uma consulta com seu médico para avaliar se é possível utilizar outro método contraceptivo.

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TheRealGiovana
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