O inferno somos nós
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Atmosfera da Nação

Alex Gutenberg
há 7 meses26 visualizações

Por Alex Gutenberg

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O inferno somos nós.

Generalizar é sempre ruim. Quase todo mundo concorda com isso. Mas no Brasil, generalizar é um dever. Chegamos a esse ponto e é preciso que todos assumam isso. O brasileiro não presta e ponto final. O brasileiro comete contravenções diariamente, pior, gosta disso.

O brasileiro mente na cara dura, no trabalho, nas relações amorosas, nas sociais, até na igreja. Alguém poderia dizer, ah, todo mundo, qualquer nacionalidade mente. Sim, mas não com a intensidade e amor com a qual os brasileiros se dedicam. Chega a ser uma patologia. (além disso, acrescente o resto do pacote enunciado abaixo). O brasileiro não tem a menor noção de princípios de moral. O brasileiro compra CD e DVD pirata. Compra roupas piratas, comete pequenos furtos, perde horas procurando notas fiscais de valores mais altos, em médicos e escolas, para abater no imposto de renda. Arruma dependentes mortos. Vivem buscando aposentadorias antecipadas do INSS por causa de problemas na coluna ou dor de cabeça. Essas coisas não existem no resto do mundo. O brasileiro para em vaga de deficiente, em abertura na calçada para cadeirante, mas estaciona em locais proibidos o tempo todo, fura o sinal vermelho, faz contornos nas avenidas, tenta subornar o policial de trânsito, dirige como um louco, costurando nas avenidas, ultrapassa os limites de velocidade, usa drogas profissionalmente para entregar cargas pelas estradas, o brasileiro é sem noção quando está dirigindo, sem respeito ao próximo (60 mil mortes anuais no trânsito), e faz questão de não colaborar com o motorista ao lado.

O brasileiro está sempre procurando uma maneira de armar algo contra o próximo, aplicar um golpe, dar um jeito para ele pagar a cerveja no bar, enganar o cunhado, pedir dinheiro emprestado ao sogro. O brasileiro como cliente é um desastre, troca etiquetas, experimenta produtos e os suja, rasga, coloca defeito em tudo, buscando, claro, um desconto. E os patrões, bem, esses então, estão sempre tentando diminuir os custos utilizando formatos para-legais (Os bancos pagam uma miséria de imposto de renda, graças aos 200 ou 500 advogados que contratam só para isso - e dizem que aplicam na Cultura). Os patrões americanos ou europeus, quando descobrem que a empresa deu lucro, reinvestem tudo na mesma, contratando e ampliando seu negócio. Os patrões brasileiros pegam o lucro e colocam em bancos europeus, americanos, off shores e Caymanns da vida, financiando a Economia dos gringos. Gênios. O brasileiro quando comete um crime ou uma contravenção, procura sempre um amigo para ver se ele tem um amigo que pode "aliviar" o caso na delegacia. Paga-se muito por isso. Não assume o erro e vai procurar o advogado certo.

O brasileiro é o rei da carteirada (sabe com quem vc está falando?) O brasileiro abre bares e restaurantes e clubes noturnos fora do padrão, sem consultar bombeiros e prefeituras, ou propinando os dois. O que, invariavelmente, causa desastres e mortes. O brasileiro suborna engenheiros para conseguir alvarás para isso ou aquilo. O brasileiro sempre procura um médico para um atestado fajuto a fim de se livrar do trabalho ou da aula de Educação Física (sim, a molecadinha começa cedo). O brasileiro não devolve o troco errado no bar, na praia, no supermercado (salvo exceções de sempre). O brasileiro SIM dirige bêbado quase todas as semanas. O brasileiro ouve "sertanejo universitário" (que coisa é essa?), axé, forró eletrônico e pagode com o Belo. O brasileiro agora, de uns 10 anos para cá, cismou com o Funk porque agride a sociedade e ofende a polícia. Mesmo o brasileiro bem formado, acadêmico, sonha em ter um ladrão semianalfabeto como presidente. E aprova o fim da Policia Militar (cada uma).

O brasileiro adora novelas da Globo que influenciam a formação moral das crianças e jovens - estes dormem as 10, 11 da noite - uma aberração em qualquer país do mundo. O brasileiro é porco, sujo, as ruas são imundas em qualquer cidade de norte a sul, leste a oeste. As praias são vergonhosas, sejam elas em São Paulo, Rio de Janeiro ou no Nordeste. O brasileiro não tem respeito pelo ser humano (60 mil homicídios anuais). O brasileiro corrompe e é corrompido, os políticos querem apenas se locupletar e melhorar a vida dos parentes. Quem entra para a política, como assessor de político, ganha um cargo comissionado, ótimo salário (daqueles que nem precisa assinar o ponto) e acha isso honesto e decente. O brasileiro vai para o exterior e fala alto e grita em praças, restaurantes, museus e até em sítios arqueológicos. A mulher brasileira, na Europa e nos EUA tem fama de prostituta, uma pena, mas é verdade. Toda uma geração se paquitizou no Brasil por assistir programa da Xuxa pelas manhãs e ser influenciada por ela. Aí é que a porca torce o rabo. Os pais pararam de educar os filhos  que ficaram a cargo das emissoras de TV e das empregadas domésticas, coitadas. A lista tem mais 139 itens, e nem falei de futebol e torcidas em estádios, não esqueci das religiões televisivas que extorquem os pobres com promessas de riqueza e cura de qualquer doença. E os pobres? Conheço pedreiros, marceneiros, eletricistas que recebem bons salários, vivem bem, mas estão todos inscritos nos diversos “Bolsas” e faturam uma grana preta por mês em cima dos nossos impostos. Conheço outros pobres de periferia mesmo, alfabetizados, mas que frequentam o curso de alfabetização duas vezes por semana (são quatro dias) apenas para receber a bolsa de 200 reais mensais. Os pobres sabem todos os golpes para tirar o máximo do governo, principalmente os ilegais.

Mas falo uma máxima que pode caracterizar o brasileiro - ele nunca é culpado de nada, nunca assume erros ou crimes, a culpa é sempre do outro, vide a família Odebrecht, vide todo o quadro do PT, muitos tesoureiros já na cadeia. Para encerrar, de uns 30 anos para cá o brasileiro, todo brasileiro, acha que tem direitos e não deveres. Quer levar vantagem em tudo. Por isso estamos nessa lama, apesar de produzirmos muito em qualquer setor - menos nas áreas de moralidade e educação. (lembre-se, com as exceções de sempre). Existe solução? Sim, Educação. Não a educação escolar, mas os novos pais começarem a inculcar nos filhos bons princípios de moral, boas maneiras, espiritualidade, conviver em sociedade, civismo, coisas assim. Para isso eles precisam pensar menos em suas carreiras, deixarem um tico de ego e egoísmo para trás e se dedicarem as novas gerações, porque as atuais, já estão mortas.

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