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RADIO GARDEN, UMA VIAGEM MUSICAL PELO GLOBO VIA STREAMING

Por Juliana A. Saad @jusaad1 #peopleandplaces

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Curioso pra saber o quê os moradores de Orocovis (Puerto Rico) ou Bratske (Rússia) ouvem quando ligam o rádio? Clique nos pontos verdes acima e rode o globo embarcando nos sons das rádios locais.

Uma das iniciativas mais interessantes dos últimos tempos, a Radio.Garden faz streaming de cerca de oito mil emissoras de todo o mundo e as mapeia em um atlas interativo - que nos leva a explorar os recônditos do planeta através da música.

SIGA OS PONTINHOS VERDES

Além das estações de rádio mundiais que piscam na tela via live streaming, o site oferece as opções de "History", onde se pode escutar as transmissões históricas de rádio; "Jingles", com os jingles das estações; e "Stories", onde os ouvintes poderão oferecer suas experiências.

INVENÇÃO GENIAL

“Ao trazer vozes distantes para perto, o rádio conecta pessoas e lugares," diz o líder do genial projeto de pesquisa transacional que resultou na criação da Radio.Garden, o PhD Golo Föllmer, professor do Departamento de Mídia e Comunicação da Martin-Luther University em Halle-Wittenberg, Alemanha.

Ah, em Puerto Rico a onda do streaming tocava mambo, já em Brastke o rock comia solto no dial.

Quer saber mais? Se joga no link acima!

NATAL NOS CASTELOS DO VALE DO LOIRE

Por Juliana A. Saad @jusaad1

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NATAL NOS CASTELOS DO VALE DO LOIRE
NATAL NOS CASTELOS DO VALE DO LOIRE
NATAL NOS CASTELOS DO VALE DO LOIRE

Sinta o gostinho da alegria de Natal que invade os castelos (os famosos châteaux) e cidades do Loire - que têm programação especial para a data, com mercados natalinos, grandes árvores de natal, corais, ruas iluminadas e visitas especiais. Todos os châteaux se enfeitam para a temporada e viajar para essa região da França nessa época do ano adquire contornos especiais - com os aromas e mesas de festa, lareiras crepitando e uma nostalgia que faz bem. Entre no clima da viagem e Boas Festas!

1 - O Château de La Ferté Saint-Aubin foi construído no século 16 em meio à Floresta de Sologne. Dos amplos jardins aos cômodos internos decorados com móveis de época, uma profusão de enfeites recebe os visitantes. Fica a 18km de Orléans, a capital do Loire e porta de entrada para uma das regiões mais encantadoras da França. Saint-Aubin tem uma gigantesca cozinha onde se podem fazer degustações (ah, as pequenas madeleines acompanhadas de chocolate quente!) de produtos e delícias, além de aulas. No Natal há programação e decoração especiais e visitas guiadas com Papai Noel. chateau-ferte-st-aubin.com

2 - Château de Chambord é uma visão. Um dos mais belos do Vale do Loire, com suas torres assimétricas, colunas, fosso e jardins, o castelo renascentista foi construído pelo Rei Francisco I, no séc 16. Leonardo da Vinci projetou a engenhosa escada em dupla hélice que adorna o poderoso hall principal. Fica dentro de um parque, na Floresta de Sologne. Foram necessários 150 anos para erguer Chambord, e esse castelo magnífico - e o maior do Loire - vale cada segundo. chambord.org

3 - Château Royal de Blois - Inserido na paisagem urbana de Blois, cidade real de dois mil anos nas margens do Rio Loire - foi residência de sete reis e de dez rainhas da França. Espetáculos de luzes e cores, encenações de época e visitas noturnas são alguns dos destaques na programação natalina desse monumento histórico que também abriga o Museu de Belas Artes da França. Com sua arquitetura mista (com alas que vão da Idade Média ao Renascimento) e história, o Chateau de Blois representa a síntese dos castelos do Loire. chateaudeblois.fr

4 - O Château de Cheverny está na mesma família há seis séculos e fica em um parque cercado pela floresta de Sologne. Hergé, o criador de Tintin, apaixonou-se pelo lugar e, por isso, o castelo, um dos mais bem-preservados e bonitos do Loire, aparece nos quadrinhos do personagem. Não deixe de visitar as cavalariças e passear pelo verdejante parque. chateau-cheverny.fr

5 - O Château de Valençay foi erguido entre os sécs 16 e 17 e serviu de residência a Charles-Maurice de Talleyrand-Périgord, o nobre ministro das Relações Exteriores de Napoleão. Ele adorava receber e teve Carême (o chef dos chefs franceses) como chef residente. O castelo foi palco de histórias de política (com direito até a ter um príncipe espanhol como prisioneiro deluxe ali, no início do séc. 19), traição, amor e guerra. Construído no séc 16, é um dos mais preservados do Loire, com seu mobiliário de época, grandes jardins, cozinhas impecáveis e teatro que recebe festivais locais. No Natal, a programação fica ainda mais animada com degustações, almoços e encenações especiais. Simplesmente adorável! chateau-valencay.fr

6 - O Château de Chenonceau, erguido entre 1514–1522, é considerado um dos mais incríveis do mundo, com seus arcos e galerias dependurados sobre as águas do Rio Cher. Duas mulheres importantes da história da França - Diane de Poitiers e Catarina de Médicis - disputaram a propriedade dada pelo rei Henrique II à Diane, sua preceptora e amante. A rainha Catharina o retomou da rival após a morte do marido. Chenonceau serviu de hospital durante a 1a Guerra e foi moradia de vários personagens interessantes. Seus jardins, em estilo francês, são famosos. Catarina de Médicis adorava-os. As cozinhas ficam no porão, com janelas que se abrem sobre o Rio Cher com seus vários e amplos cômodos. Grandes lareiras, salas de carne (açougues com resfriamento de carnes com água do rio e mesas de corte) e centenas de utensílios de cobre, ferro, madeira e cerâmica. Daqui, saíam refeições para cerca de 200 pessoas. Todos os châteaux do Loire se enfeitam - e têm uma programação especial - para o Natal. A diferença é que em Chenonceau, as flores, folhagens e frutas são naturais, trocadas duas vezes por semana. Cascatas de orquídeas, rosas, gérberas etc são um festim para os olhos. chenonceau.com

7 - O Château de Amboise foi o primeiro castelo renascentista a ser construído no Val de Loire pelo Rei Carlos VIII. Após a sua morte, Ana da Bretanha, a rainha viúva, casou-se com o sucessor e primo do marido, o Duque de Orléans, que se tornou o Rei Louis XII. Ela foi rainha duas vezes. Tudo isso para que a Bretanha continuasse a pertencer à França. A vista do castelo - situado em um promontório sobre a cidade - abrange toda Amboise e o Rio Loire e ganha ares de conto de fadas com a paisagem do grande parque com seu jardins geométricos que circundam o château. Leonardo da Vinci foi enterrado na capela externa do castelo. Ele morou na cidade de Amboise nos últimos anos de sua vida, a convite do Rei Francisco I. Quartos enfeitados com brinquedos antigos, grandes presépios evmesas postas como nos séculos passados são alguns dos destaques da programação natalina de Amboise, que ganha reforços de luzes e personagens caracterizados de época no Natal. As doçuras locais são necessárias, em especial as do charmoso Salon de Thé Bigot, confeitaria / restô que existe desde 1913 no mesmo local, comandado por uma mesma família. As receitas secretas de bombons, tortas e doces (a éclair de chocolat é uma loucura!) atraem gulosos como abelhas ao mel. Almoçar aqui - e se fartar com os patês, rilletes, quiches e mil folhas salgados - é deliciosamente obrigatório. chateau-amboise.com / maisonbigot-amboise.com

8 - Castelo de Clos-Lucé - A cidadezinha de Amboise é uma graça e foi aqui que Leonardo da Vinci passou os últimos anos de sua vida, a convite do Rei Francisco I. Ele veio da Itália a pé trazendo consigo 3 obras primas, entre as quais a Monalisa. Chegou na corte do rei (que o admirava profundamente) em 1516 e recebeu o Castelo de Clos-Lucé de presente. E foi nesta casa que ele morreu, em 1519, aos 67 anos de idade. Em 2016 houve uma grande retrospectiva de Da Vinci em Clos-Lucé, em homenagem aos 500 anos de sua morte. As rosas do jardim são da variedade Monalisa, nada mais apropriado a esse verdadeiro "Renassaince Man". vinci-closluce.com

9- O Château de Chaumont foi erguido no início do séc 16 sobre um um castelo do séc 10. No séc 19 já tinha eletricidade, água encanada e aquecimento, graças aos seus últimos proprietários privados, os ricos e excêntricos Príncipes de Broglie, que receberam tout le grand monde no castelo em festas memoráveis entre 1875-1938. Antes disso, Chaumont pertenceu a Catarina de Médicis, que usava o château para receber astrólogos (como Nostradamus) e depois enviou para cá Diane de Poitiers, a amante do seu marido, Henrique II (lembra o post do Château de Chenonceau?), após a morte do rei. Bem conservado e muito bonito, o Château abriga um famoso festival de jardins, além de exposições de artistas como El Anatsui e Henrique Oliveira, que trazem obras contemporâneas para dentro do castelo. Estufas exibem plantas exóticas em antigos estábulos e velas iluminam o parque e o castelo em ocasiões especiais. O clima é mágico. domaine-chaumont.fr

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