Anderson Nascimento's story
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A PESTE PERDIDA

A peste perdida buscava seu hospedeiro, flutuando pelo ar, num ritmo ligeiro. Feito ficha sem fliper, feito riqueza sem ladrão, A peste perdida, um muçulmano sem alcorão. Não era amor sem beijinho, nem Buchecha sem Claudinho, quando ela te encontrou, não teve nada de carinho. Glóbulo globalizou, abriu as pernas sem sagacidade, a peste perdida adicionou você em uma comunidade. Te fez cavalo de troia e você nem percebeu, quando guiou teu rumo, num caminho de breu.

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A PESTE PERDIDA

Favela da Rocinha, 90s.

Foto da época de moleque na Rocinha na velha casa vizinha a boca. A parede de tijolos aparentes dava a sensação de proteção, pra receber os amigos, falar sobre a capoeira e sobre o futebol de salão que só comecei a fazer porque dava lanche. Pés descalços no chão de barro, correr pelos becos, lembranças de quase morte nas competições de cipó na mata. A amizade, a saudade. Nos divertimos pra caralho. Nessa parte da favela não tinha saneamento básico nem agua encanada, entravamos na mata pra procurar mina de agua doce, fazíamos a encanação vedando os canos com pedaços de câmaras de ar de bike. Tocava muito amado batista entre os raps, corriqueiramente corriamos de tiroteios e levavamos a vida, a escola, as garotas, os sonhos, os medos, e as incertezas em nossos sorrisos. Saudade de vocês e desse tempo.

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Na foto, Feio, eu, Mauriene e meu irmão mais velho, Carlinhos, deitado sensualmente.

Favela da Rocinha, 90s.
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