Ângela Mesquita's story
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8 de março

Eis o sonho que o 8 de março me inspira:
"Nascerá uma menina que se fará mulher e morrerá velha sem ser chamada "puta" por pensar, sentir ou agir conforme sua vontade." #MenosFloresMaisRespeito
#NiUnaMenos

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Os "mimos" como bombons e flores e os "parabéns" que recebo, me mostram como tanta gente pensa que o dia internacional da mulher foi criado para satisfazer egos frágeis de mulheres vaidosas que querem ver o mundo parar para enaltecê-las.
Me mostram quanta gente pensa ou gosta de disseminar a noção de que feminismo é sobre mulheres que querem ser superiores a homens.

A quem pensa assim, esclareço os dois pontos:

1 -Feminismo é sobre igualdade de direitos civis. Se você conhece mulheres que lutam para ter mais direitos que homens ou se julgam superiores ou odeiam homens, entendam: isso não é feminismo.

O desejo por privilégios e os complexos de superioridade são manifestações de personalidades autocráticas (como qualquer vontade de estabelecer e viver num regime hierárquico e nele ser superior).
Já o ódio aos homens muito provavelmente decorre de alguma neurose ou trauma, que são experiências pessoais.

Ainda que mulheres que pensam assim possam ser, também, feministas, esses pensamentos e comportamentos decorrem de fatores alheios ao feminismo. Quem luta pelos direitos das mulheres xingando não é "feminista hardcore"... É apenas uma feminista sendo grossa. Mulher que quer dizimar "os ômi", não é feminazi, é tao somente nazista mesmo. Pessoas que querem dizimar outras são psicopatas. Mulheres que tem os homens como inimigos pensam assim por outras causas e usam o feminismo como desculpa, armadura e plataforma.

Por favor, me poupem de frases como: "Você é feminista, mas não odeia homens, não, né?"
Eu tenho uma causa, um ideal de mundo igualitário onde as pessoas se respeitam e não dominam nem discriminam ninguém por sexo, gênero, orientação, cor da pele, religião, time de futebol ou espectro politico. Essa causa, o feminismo, é completamente desvinculada de quaisquer virtudes, defeitos ou possíveis transtornos de personalidade que eu possa ter.

2- O dia internacional da mulher não é uma data comercial. Não foi criado pra fomentar a venda de rosas e bombons, mas pra fomentar o pensamento crítico generalizado sobre problemas REAIS como a opressão machista nos lares, nos templos e congregações religiosas, nas escolas, nas empresas e nas ruas.

Pensamento crítico sobre COMO essa opressão começa quando se ensina crianças que mulheres devem "se valorizar" abrindo mão de certos pensamentos, comportamentos, gestuais, vestuários, horários e lugares.
Quando são delimitadas linhas imaginárias dentro das quais as mulheres estarão seguras e fora das quais algum grau de violência contra ela se justifica. Quando homens, ainda pequeninos, veem o exemplo de homens mais velhos assediando mulheres aleatórias com "inocentes" fiu-fius e palavras como "gostosa", "delicia", "ô lá em casa" ou até palavras de baixo calão, gestos obscenos e perseguições pelas ruas e não ensinados que - por serem fisicamente mais fortes - essas condutas são, na verdade, intimidadoras.

Pensamento crítico pra entender que quando estamos expostas à força física de homem, estamos indefesas. E que - no contexto dessa nossa cultura machista - tememos, sim, que possamos descobrir em cada um deles um potencial estuprador. E que esse temor é justificado e reforçado a cada vez que uma mulher é agredida ou estuprada e a sociedade procura alertar pra qualquer comportamento da vítima que possa ser usado para responsabiliza-la pela violência que sofreu.

Pensamento crítico pra entender que o que há a ser "celebrado" nesta data não é a condição feminina (que, se não é demérito, também não é mérito). Tampouco é o fato delas terem gerado ou cuidado de homens. Não é o fato delas duplicarem suas jornadas de trabalho, por um lado ganhando o pão e, por outro, cumprindo afazeres domésticos pra cuidar das crias e de um homem qualquer.

O que há a ser celebrado, são as conquistas das mulheres. Conquistas de coisas tão simples quanto a representatividade política (via voto e elegibilidade). E outras conquistas muito mais simples, como poder andar na rua vestida como quiser sem medo da truculência masculina que se manifesta desde a cantada até o homicídio. Ou surpreendentemente mais complicadas, como ganhar o mesmo dinheiro quando desempenhar a mesma função.

Quer estar à altura da data?
Dou dicas:
- Procure uma atitude machista em você mesmo e assuma um compromisso interno de melhorar/superar.
- Consiga de uma mulher informação sobre como o machismo a afeta, e passe a se policiar.
- Se comprometa a nunca mais dizer que você ajuda sua mulher em qualquer tipo de afazer doméstico
- Se comprometa a nunca mais atribuir valor a mulher segundo seu comportamento sexual.

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É um começo.

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angela.mesquita
VOCÊ precisa saber sobre MIM: Moderada radical de extremo centro. Livre pensadora fundamentalista.