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Viajei por uma companhia aérea baratíssima da Colômbia - cuidado com armadilhas

Amanda Previdelli
há 2 anos13 visualizações

Sim, eu caí em algumas delas, infelizmente

Fui trouxiane que é para você não ser.

Aqui na Colômbia tem uma companhia aérea maravilhosa chamada Viva Colombia. Bem naquele estilo baratinha e ordinária porém que todos amamos. É essa belezinha aqui:

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Para viajar para dentro do país, por exemplo, é uma maravilha. Você pode comprar uma passagem de última hora de Bogotá para Medellin, só ida, por cerca de 125 mil pesos colombianos - algo em torno de 150 reais. Só queria dizer que já vi muita passagem para o Rio de Janeiro bem mais cara que isso. 

O problema é que você precisa ficar esperto. Na hora de fechar a compra, eles cobram por absolutamente tudo. E da maneira mais malandra possível. Olha essa coisa linda:

Viajei por uma companhia aérea baratíssima da Colômbia - cuidado com armadilhas

Primeiro que já está tudo ticado "sim". Então você tem que ir serviço por serviço vendo o que não vai querer. Eu, por exemplo, ia viajar com uma mochila e despachar o mochilão. Por isso, tive que cancelar o "equipaje a bordo" (mas teria que pagar 5k pesos se estivesse levando uma bolsa além da mochila) e checar se estava tudo ok com o "equipaje documentado".

Em seguida rolou isso (e nesse fui trouxiane):

Viajei por uma companhia aérea baratíssima da Colômbia - cuidado com armadilhas

Sem querer, deixei passar esse "fila rápida". Acabei pagando 5 mil pesos colombianos nem sei por qual serviço porque quando cheguei para fazer checkin era a única da fila. Um inferno esse negócio, se você não presta 100% de atenção, já era. Nesse também te outra coisa muito interessante. O "grupo de abordaje". Normalmente eu não ligo para isso, porque sei que vai estar todo mundo sentado e com lugar marcado mesmo, então dane-se. Mas não é bem assim, não. Simplesmente não tem lugar marcado nesse avião! A galera entra estilo busão, mesmo. O último grupo chamado (no meu caso, o 4), faz uma fila gigantesca para poder escolher os melhores lugares. Acabei sentada no fundão.

Mas em frente.

Viajei por uma companhia aérea baratíssima da Colômbia - cuidado com armadilhas

Essas para mim são as grandes pérolas da página. Verdadeiros tesouros. Seguro de viagem de DOZE horas antes e doze depois. E aí ele muda o esquema de respostas. O box já ticado é o "no, viajaré protegido". É um não que na verdade quer dizer sim, porque a pergunta tá lá do outro lado "vai perder esse benefício"? Para não ter que jogar no lixo esses 15 reais, você tem que ir lá e ter sangue frio para escolher a opção "vou viajar desprotegido". Maravilhoso, né?

Para fechar com chave de ouro, se você se distrair capaz de comprar um CALENDÁRIO DA COMPANHIA. Sério. Sem brincadeira. Capaz de você gastar uns 22 reais sem querer num calendário.  

Hoje, não, demonho!

Depois de tudo isso você vai para a sala de embarque, e espera mil horas para começar o embarque alguns minutos atrasado. Sem entender o motivo da fila gigantesca que se forma, você finalmente olha seu cartão de embarque e percebe que não tem seu lugar. Yep, é cada um por si nesse rolê. 

Viajei por uma companhia aérea baratíssima da Colômbia - cuidado com armadilhas

Mas uma vez dentro da -lotação- quer dizer avião, já tudo fica tranquilo. O percurso Bogotá-Medellín levou menos de 40 minutos. <3

#viajaprevidelli #viajaprevidellicolombia #colombia #dicasdeviagem #vivacolombia #medellin #bogotá #dicasdeviagem

Conheça o Transmilenio, o transporte público de Bogotá

Amanda Previdelli
há 2 anos19 visualizações

Ganhou prêmios, reduziu o tempo de viagem do colombiano e é bem interessante

Conheça o Transmilenio, o transporte público de Bogotá
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Parece os terminais brasileiros, mas não é, não.

Há muitos e muitos anos atrás, em uma galáxia muito distante... eu entrevistei o ex-prefeito de Bogotá, um cara chamando Enrique Peñalosa, responsável por reestruturar (alguns diriam revolucionar) o transporte público na capital da Colômbia.

Quase três anos depois desse encontro telefônico maravilhoso, tive a oportunidade de viajar para Bogotá e finalmente conhecer esse sistema de transporte que inspirou os BRTs no Brasil. 

Só para relembrar: "Em Bogotá, entre 1998 e 2001, [Peñalosa] foi responsável por medidas que seguem esta visão [de priorizar o transporte público em vez de carros]: construiu mais de 300 km de ciclovias, restringiu tráfego de carros em horários específicos, proibiu o estacionamento em calçadas e o restringiu no centro da cidade, além de construir vias exclusivas para trajetos de ônibus. Para os pedestres, as calçadas foram alargadas e mais de mil parques foram construídos ou totalmente reformados." O sistema reduziu, em dez anos, o tempo de viagem de 2h15min para 55min em um trajeto de 30km.

Fui lá usar o tal do Transmilênio, saindo do sul de Bogotá para chegar ao centro. Estávamos até que longe, não era horário de pico, levamos 40 minutos em um percurso de cerca de 20 quilômetros. Ele funciona como um metrô acima da terra. Os ônibus têm vias próprias para eles (a polêmica ~faixa exclusiva~), você paga com um cartão recarregável igual ao bilhete único na estação. Mesmo fora do horário de pico, ele lembra demais o metrô paulistano - é lotado, tem empurra-empurra na estação na hora de entrar no busão, mas uma vez dentro do veículo, as coisas andam mais rápido. 

Conheça o Transmilenio, o transporte público de Bogotá

Como ele para nas estações determinadas no maior estilo metrô (com a diferença de você poder respirar ar de verdade, poder olhar para as ruas - em vez de viajar no subsolo feito ratinho), uma voz vai te avisando qual é a próxima parada. Fica mais difícil de se perder assim. Outra coisa legal é que além desses ônibus articulados gigantes, há ônibus menores que atendem as vias mais periféricas. Eles levam, de graça porque o pagamento é sempre feito nas estações, as pessoas do ponto na rua até uma estação. Tecnicamente, se você for fazer um circuito local de bairro, sem precisar pegar o Transmilenio, o percurso sai de graça.

Andando pela cidade no Trans (já estou íntima) dá para perceber os outros investimentos para pedestres e veículos sustentáveis. A cidade é cheia de ciclovias, e elas são bastante usadas. As calçadas são espaçosas, e há faróis para os pedestres nos principais cruzamentos por onde passei.

Mesmo assim, tem trânsito por lá. Especialmente do aeroporto para o centro. E os moradores reclamam dos horários de pico. Em Bogotá, o rodízio funciona como o paulistano, nos horários de pico, a diferença é que carros com placas final número par entram no rodízio nos dias pares, e final número ímpar, nos dias ímpares. Ou seja, você pode andar com seu carro (no horário de pico) dia sim, dia não. Parece puxado, mas ainda é pouco para resolver o trânsito na cidade.

#viajaprevidelli #viajaprevidellicolombia #bogotá #transportepúblico #transmilenio #colômbia

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aprevidelli
Jornalista