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As empresas do Trump estão comprando domínios bizarros na Internet

Amanda Previdelli
há 8 meses187 visualizações

Pode esquecer aquele site www.nomoretrump.com que você queria criar

As empresas do Trump estão comprando domínios bizarros na Internet
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Que o cara é meio auto-centrado demais e tem um culto bizarro pelos eu nome e sua "marca", já sabemos. E até é normal que pessoas famosas (e empresas) comprem domínios parecidos com sua marca para evitar confusões, perdas ou zoeira (rs). Se você digitar www.iphone.com, por exemplo, é enviado diretamente para o site oficial da Apple. 

E se você digitar www.donaldtrumpsucks.com vai encontrar coisa nenhuma porque a empresa do atual presidente dos Estados Unidos comprou esse domínio justamente para evitar sites contrários a ele. Só que assim, uma coisa é comprar uma meia dúzia, vinte, cem domínios, vai. Mas a empresa de Donald Trump comprou e está mantendo nada menos do que 3.643 endereços diferentes de sites. 

Comprar domínios pode custar por volta de 15 dólares e mantê-los, mais uns 10 dólares. É grana pouca para um bilionário presidente dos Estados Unidos, mas imagina que você está pagando mais de cem mil reais por ano só para que ninguém crie um site como www.nomoretrump.com ou www.trumpfraud.org.

Além de endereços negativos, a empresa também investiu em nomes como www.trumpempire.com. 

A zoeira, porém, não tem fim... e já existem sites com nomes maravilhosos como www.trumpyugemisake.com e www.sendtrumptothemoon.com.

Não dá para escapar.

Passou da hora de você deixar de usar o Uber

Amanda Previdelli
há 8 meses227 visualizações

Porque a empresa americana não merece o seu dinheiro 

Passou da hora de você deixar de usar o Uber
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Uma hashtag que volta e meia está entre as mais populares do mundo é a #deleteUber. E há motivos para isso. Quando o aplicativo que conecta galera que precisa se locomover com pessoas que têm um carro e uma carteira de motorista foi lançado no Brasil, ele era visto como algo "chique". Existia apenas a opção do Uber Black (carros sedan pretos, motoristas de terno e gravata, águinha e balinhas de graça e a certeza de que o seu motorista seria respeitoso) e a diferença de valor de uma corrida de táxi para uma de Uber era considerável. 

Mas o app já era problemático. Ou melhor, a empresa que criou o app. Há anos já eram públicas acusações de assédio dentro da empresa, suspeita de uma cultura extremamente machista e muito pouco preocupada com a privacidade dos seus clientes. Um dos fundadores chegou a brincar que poderia fazer um levantamento das corridas feitas por qualquer pessoa que usasse o app - inclusive jornalistas e ex-namoradas de funcionários do Uber. 

Com o tempo, e a concorrência, somaram problemas trabalhistas às polêmicas. O Uber lançou uma nova modalidade, o Uber X, carros comuns que fariam corridas mais baratas. E, de fato, eram bem mais baratas. Uma corrida de Uber pode sair metade de uma de táxi. Além disso, dada a facilidade em se tornar um motorista Uber (especialmente em relação à dificuldade de se conseguir uma licença para táxi), o número de motoristas aumento exponencialmente. Aumentou a oferta, mas a demanda não acompanhou. Com a redução de tarifas e a criação de outras ferramentas (como o Uber Pool - você pode dividir a corrida para uma mesma região com um desconhecido) a grana que os motoristas ganham diminuiu MUITO. Não é mais raro encontrar motoristas cansados, com sono ou sob efeito de substâncias porque para conseguir uma grana decente no final do mês ele precisa ficar doze horas ou mais trabalhando. 

A qualidade do serviço, pergunte a quem quiser, também reduziu muito. Um aplicativo que era vendido como "seguro" passou a receber centenas de denúncias de motoristas assediando mulheres, fazendo corridas ilegais, sendo grosseiros. Carros em má qualidade e até as pequenas coisas que eram vendidas como grandes diferenciais deixaram de existir: foram-se os tempos da águinha, balinha e ar-condicionado ligado. 

Passou da hora de você deixar de usar o Uber

Outras polêmicas como a do preço variável também prejudicam a imagem da empresa. Basicamente, para aumentar o número de motoristas em uma área com muita demanda, o Uber aumenta o valor da corrida (às vezes em até 10x!). Uma atualização do aplicativo tornou esse aumento menos claro e mais difícil de ser identificado. Ou seja, você sai para curtir uma festa e, no dia seguinte, a conta do Uber que era de 20 reais, se tornou 200. 

Para piorar, a empresa tem zero consciência política. No auge da discussão norte-americana sobre islamofobia que veio com o "Muslim Ban" do presidente Donald Trump, taxistas de Nova York se afastaram da região do aeroporto para facilitar e participar de um protesto contra a medida que barrava viajantes de sete países de maioria islâmica de entrarem nos EUA. O Uber, por outro lado, mandou seus motoristas para lá. O CEO da empresa, Travis Kalanick, está em uma lista de 19 executivos que vão aconselhar Trump economicamente. 

Motoristas descontentes, clientes descontentes... a a empresa continua com os mesmos problemas que tinha anos atrás. 

Nessa semana, uma ex-funcionária veio a público falar sobre os problemas que teve com machismo e assédio sexual enquanto trabalhava para o Uber. Susan J. Fowler, em sua página pessoal do Facebook, relatou como assediada por seu gerente. O homem passou a enviar mensagens para ela afirmando que ele estava em um relacionamento aberto e sua namorada conseguia novos parceiros facilmente, mas ele não. E ele estava procurando mulheres para transar. Susan tirou prints da conversa e mandou pro RH do Uber. Aí que a coisa fica pior, porque se vê como é institucionalizado o machismo na empresa. 

Segundo a ex-funcionária, tanto o RH quanto funcionários de alto escalão disseram que o que aconteceu era claramente assédio sexual (duh), mas que era a primeira ofensa do gerente e que eles não fariam nada além de conversar com ele. Além de tudo, o assediador foi descrito como um funcionário de "alta performance" que provavelmente só cometeu um erro inocente.

Susan citou outros casos e o fato de o Uber ser uma das únicas grandes empresas a não divulgar números de diversidade (relatos de que há pouquíssimas mulheres no ambiente de trabalho) só piora a situação. 

Essas revelações fizeram a onda do #deleteUber voltar com tudo. Com tanta merda e com tanta opção por aí (diversos novos apps no estilo já estão no Brasil), está mais do que na hora de você também #deletaroUber.

#uber

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aprevidelli
Jornalista