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Ator de Borat faz críticas duras ao futuro filme sobre a banda Queen

Amanda Previdelli
Yazar
Amanda Previdelli

Se você não lembra (eu não lembrava) Sacha Baron Cohen saiu do projeto em 2013

Lembra desse cara?

Ele é muito parecido com esse cara:

O primeiro é o Borat, quer dizer, Sacha Baron Cohen, que quando participou do musical Sweeney Todd mostrou para o mundo que além de atuar e fazer piadas, sabia também cantar. Em 2010, foi anunciado que ele interpretaria a lenda Freddie Mercury em um filme sobre o cantor e a banda Queen. A gente adorou porque os dois são realmente bem parecidos e porque Cohen tem um certo jeito de ser, de não se levar nada a sério, que talvez combine com Mercury.

Mas em 2013 ele abruptamente largou o projeto, ~em bons termos~, por causa de diferenças criativas. O mundo (eu) ficou curioso. Nunca soubemos exatamente o que aconteceu até que Cohen se abriu em uma entrevista nessa semana - e falou tudo o que a gente não queria ouvir.

Pelo visto, o filme sobre a banda não vai ser para maiores de 18 anos. Do jeito que ele falou, querem contar a história de uma das maiores bandas de rock do mundo de maneira a preservar e respeitar o legado dela. Basicamente código para: tudo que é politicamente incorreto, cai fora. Confira o que Cohen disse:

"Existem histórias maravilhosas sobre Freddie Mercury. O cara era selvagem. Ele estava vivendo um estilo de vida extremo. Tem histórias sobre anões carregando pratos de cocaína em suas cabeças e andando pelas festas... pelo que eu entendi, eles querem proteger o legado deles como uma banda. Eles querem que seja sobre o Queen e eu entendo completamente isso"

Respeitoso, porém ouch. Um filme sobre um cantor de rock homossexual (pansexual?) e usuário de diversas drogas que morreu de AIDS sem demostrar o nível das drogas e do sexo e das festas e excentricidades... Não sei se quero assistir a esse filme.

Outra coisa que Sacha Baron Cohen criticou foi a escolha dos roteiristas de retratar inclusive os anos pós-Freddie. Adam Lambert que me perdoe, e isso porque eu gosto da formação atual, mas histórias têm de ser sobre pessoas mais do que sobre instituições ou bandas. Cohen tem razão ao dizer que as pessoas não querem assistir a um filme no qual o personagem principal morre no meio e você tem e continuar assistindo as pessoas ao seu redor "seguindo em frente". 

Foram críticas pesadas e que me fizeram repensar a animação toda para ver o filme. Não sei se a versão café-com-leite da vida de um dos meus artistas favoritos me interessa.

O que vocês acham?

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