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Talvez o melhor para você seja se demitir

Não dá para viver numa mistura de estresse, depressão e desmotivação para sempre

Talvez o melhor para você seja se demitir
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Tudo na vida tem um limite. E nossa capacidade de ser mão-de-obra barata para chefes e empresas exploradoras também tem de ter. Claro que não é assim simples esse negócio de largar o emprego e ~ir ser feliz~. Complica se o mercado tá ruim, complica se você tem pessoas que dependem de você (idosos e crianças por exemplo), complica se você tem dívidas. Mas não é impossível em nenhum dos casos. Às vezes basta só um pouquinho de planejamento, mas com certeza é preciso uma cabeça bem aberta.

Por que cabeça aberta? Ah, só pra contrabalancear a cabeça fechada que a gente tem, mesmo. A gente tem uma cultura muito forte de ~meritocracia~ e de ~status~. Você estuda, entra numa boa universidade, consegue um bom emprego e tem de viver para sempre da renda que esse seu emprego te oferece. Mas e quando as coisas não saem bem assim? E se você odeia essa profissão tradicional que estudou na faculdade? E se gosta da profissão, mas as empresas da área andam exploradoras demais? E se gosta da profissão e das empresas, mas o país está em crise e você está desempregado há mais de ano?

Ainda tem outros questionamentos que podem ser sinais de que você tem mais é que largar esse emprego, mesmo. E daí se você deixou seu trampo de editor e foi colher uva na Itália? Ou se saiu do banco e abriu um petshop no interior de São Paulo? Ou parou de procurar vaga em uma agência que vai te explorar até altas horas da madrugada e foi vender geladinho no nordeste? Ou foi virar bartender em Miami? Estudar inglês na Austrália? A gente está tão acostumado a pensar que só podemos fazer uma coisa na vida, ou seguir um caminho, que fecha a cabeça para possibilidades que, talvez (e, se o que eu vejo é indício de realidade: com certeza), nos façam muito mais felizes (e, sim, nos sustentem). 

Nem podemos nos culpar, como esperar diferente se toda nossa sociedade nos diz que é assim? Se aos dezesseis anos você já tem que decidir o que vai ser quando crescer e o que vai continuar sendo apesar de tudo (afinal, se você mudar de ideia é porque "desistiu" ou "não deu conta")?

Eu trabalho em uma área que glamouriza o sofrimento corporativo. O jornalista é mal pago, trabalha horas e horas a mais todos os dias, trabalha de fim de semana, feriado, vende as férias para trabalhar. Quem passa tanto tempo em um lugar só tem de amar esse lugar, né? Não. O que mais se vê em redações jornalísticas é assédio moral. É a galera achando bonito gritar com o funcionário, gritar uns com os outros. É o chefe em vez de apoiar o funcionário e procurar o crescimento dele, tentar sabotar só pelo prazer do pequeno poder ou porque ele sofreu daquele jeito e não entende como as coisas têm de ser diferentes. Ah, mas se é desse jeito é porque funciona, certo? Errado. É corte de custos, de funcionários, de redações. É baixa produtividade e alta rotatividade. E ainda tem gente que acha bonito isso. Até quando o principal da profissão, informar e ajudar as pessoas, se perdeu no meio disso tudo. Falei de redações, mas poderia estar falando de muitas outras áreas e empresas. 

E a galera continua nisso porque é o que se espera. Que é pra não ouvir que "Fulana desistiu de redação". "Ciclano pirou, coitado, foi virar professor de inglês na Espanha". Aí você percebe Fulana e Ciclano muito mais felizes que seus colegas estressados, saindo de licença assinada pelo psiquiatra e esperando pelo amor de deus por uma oportunidade em outra empresa porque pior que essa não pode ser. Generalizo, claro. Até porque já fui muito feliz em alguns empregos e conheço pessoas muito felizes nos seus. Mas daí para achar que nossa vida é só essa (menos de) meia dúzia de empresas que pagam bem e tratam bem os funcionários? Thanks but no thanks. A vida é muito mais do que isso e não existe vergonha nenhuma em trabalhar numa área totalmente diferente daquela da sua graduação. Brasileiro, por motivos absolutamente compreensíveis, tem vergonha de trabalho braçal, "menos intelectual", mas a realidade é que não só ele é honesto como às vezes melhor até para você.  

Fora do Brasil (e vou tentar ser o menos complexo de vira-lata possível porque sou zero complexo de vira-lata) a galera tem uma visão diferente. Não é incomum você ver jornalistas ou escritores que trabalham como garçons; ou galera que canta em bares na Holanda por seis meses para viajar o mundo por outros seis. E por que não? Se você é do tipo que ama viajar, não quer ficar enraizado (ou pelo menos não tão cedo), por que esperar 12 meses para passar um mês conhecendo um lugar novo? Ainda mais quando você pode passar três ensinando inglês em Portugal, três trabalhando de garçonete na Tailândia, três trabalhando em um hostel na África do Sul e três dando aulas de português para estrangeiros na Bahia?

Ou fazendo nada disso. Mas definitivamente sem sofrer todo domingo porque amanhã é segunda-feira. Sem esperar loucamente pelo fim de semana para lembrar que nesse você trabalha. Sem dizer para uma amiga que não pode ir no aniversário dela porque não deixaram você trocar seu plantão. Sem pensar se gosta mais de Reveillon ou Carnaval porque um dos dois você vai abrir mão todos os anos para o resto da sua vida. Sem viver de cartela em cartela de fluoxetina ou cercada de pessoas que vivem assim. Sem sofrer porque o ônibus de volta para casa só tem colegas falando mal do trabalho e falando o quanto estão desgastadas e desmotivadas. Sem ir para o banheiro da firma e encontrar sua amiga saindo de olhos vermelhos.

Se sua vida está assim, o que é desistir e o que é investir?

#trabalho #emprego #saúde #felicidade #bemestar

Receitas para fugir um pouco do leite

É vegano? Intolerante à lactose? Está a fim de tentar uma nova dieta? 

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De todos os mamíferos, só o ser humano mesmo fica com esse hábito de continuar bebendo leite (no nosso caso, de outras espécies que não a nossa mãe) depois do desmame. Se a gente for pensar bem, é estranho. Além disso, não é a coisa mais saudável do mundo e, para um número cada vez maior de pessoas (não só intolerantes à lactose - coisa que todos somos um pouco - mas pessoas com histórico de Parkinson na família, por exemplo), é até prejudicial.

O jeito é encontrar substitutos para gosto, textura, utilização em receitas e fonte de nutrientes. Por isso, os "leites" vegetais estão cada vez mais comuns e a vantagem é que não precisa ordenhar vaca, não, dá para fazer sem sair da cozinha. E de quebra você ainda ganha uma dose extra de fibras para começar bem o dia. Confira algumas receitas:

Leite de soja

Meça uma xícara de grãos de soja, e lave-os bem. Coloque-os de molho em recipiente de vidro ou cerâmica de 8 a 12 horas, no máximo (ideal deixá-los de um dia para o outro). Passado esse período, lave-os e bata-os no liquidificador em uma proporção de 5 xícaras de água filtrada para cada xícara do grão de soja que ficou de molho. Após bem batidos, coe-os com um pano de algodão reservado especialmente para isso (uma fronha pequena funciona bem). Esprema bem para retirar todo o líquido. Em uma panela, cozinhe a bebida por aproximadamente 25 minutos em fogo baixo, mexendo de vez em quando e tomando cuidado para que a bebida não transborde da panela.

- Para saborizar a bebida, você pode adicionar um pouco de baunilha, canela ou cravo. Conserve em geladeira por no máximo 3 dias.

Leite de aveia

Coloque uma xícara de aveia em pó e duas xícaras de água, e bata no liquidificador. Se preferir, coe. Esta bebida também serve para substituir creme de leite em receitas que vão ao forno, basta acrescentar uma quantidade maior de aveia para que a bebida fique mais cremosa.

Leite de coco

Retire a água de um coco seco, e quebre-o. Leve ao forno por alguns minutos, isso irá fazer com que a polpa se desgrude da casca mais facilmente. Retire a polpa e bata no liquidificador com 900 ml de água. Coe com um pano de algodão. Use a polpa que sobrar no pano para fazer receitas que levem coco ralado.

Leite de amêndoas

Deixe as amêndoas de molho na água, por varias horas. A proporção é 1 xícara de amêndoas para 3 copos de água filtrada. Bata no liquidificador e coe.

Leite de linhaça

Para preparar 1 copo de bebida, meça 2 colheres de sopa de linhaça para cada copo de bebida que irá preparar(para crianças, utilize apenas 1 colher de sobremesa para cada copo); lave os grãos em uma peneira, cubra-os com água e deixe de molho em um recipiente de vidro ou cerâmica, idealmente entre 2 a 4 horas. Após este período, bata-os bem no liquidificador com um copo de água filtrada, e coe-os em uma peneira.

Todas as receitas foram passadas pela minha nutricionista, que tem página no fb e tudo:

muito fina

#saúde #veganismo #vegetarianismo #leitesvegetais #alimentação #bemestar

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aprevidelli
Jornalista