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Dicas para gastar menos na hora de viajar

Amanda Previdelli
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Amanda Previdelli

Vamos combinar que viajar está definitivamente entre as três melhores coisas do mundo? Yep, combinado. Dito isso, não sei como está a situação de vocês, mas a minha (e, dizem, do país) está horrível. Nem por isso vamos deixar de bater nossas asinhas por aí, né? Como se tem algo na vida que eu sei fazer é me virar, seguem algumas dicas bem básicas para conseguir viajar até nos momentos de menos bonança, por assim dizer.

1. Confira promoções de passagens aéreas

Elas existem! A pilarmag​ já até compilou pra gente uma lista ótima com destinos nacionais por menos de duzentas pilas. Cadê sua desculpa agora?

Para destinos nacionais e internacionais também, existem apps que rastreiam os preços e te avisam quando as passagens para aquele trecho/período que você quer estiverem mais baratas (ou mais caras). O SkyScanner é um bom exemplo.

Além disso, é importante saber lidar com possíveis milhas que você tenha para usar. Cheque se seu cartão de crédito tem um programa de milhas, se suas viagens anteriores foram proveitosas nesse sentido... E pesquise em sites agregadores, como o Decolar.com.

2. Já pensou em não ir de avião?

Outras formas de transporte podem sair mais baratas e compensar as horas a mais. Já conferiu a passagem de ônibus ou de trem? Os veículos overnight são confortáveis o suficiente e viajam à noite, assim você não perde um dia da sua viagem (e dependendo do roteiro, pode até poupar uma grana com hospedagem). 

Outro tipo de viagem cada vez mais comum é a compartilhada. Alguém tem um carro, onde cabem cinco pessoas, e teve a brilhante ideia de dividir os custos da viagem com mais quatro estranhos, por exemplo. Sites como o BlaBlaCar e TripDa ajudam motoristas a encontrar caronas e vice-versa. Uma viagem para o Rio de Janeiro, por exemplo, pode sair por 80 reais.

Lembre-se: não existem perrengues em viagens, só boas histórias! :)

3. Não preciso nem falar de hostel, né?

Na hora de se hospedar, eles são uma ótima opção. Tem quarto compartilhado, que costuma ser infinitas vezes mais barato do que hotel, mas muitos já têm aposentos individuais, também por preços mais em conta. Uma coisa que vale a pena checar se o orçamento está apertado é se o hostel oferece trabalho em troca de hospedagem. Muitos estabelecimentos fazem essa troca: você trabalha quatro horas por dia (normalmente ajudando os hóspedes e fazendo o café da manhã) e pode dormir lá de graça.

4. Já ouviu falar em couchsurfing?

Algumas pessoas iluminadas no mundo se dispõem a hospedar viajantes de graça - ou em troca de experiências culturais. No site Couchsurfing você pode ver as opções em cada uma das cidades. Preciso falar que é importante ser em educado? É importante. 

Cada host do couchsurfing oferece o que pode: alguns têm um quarto de visitas, mas o mais provável é que você vá acabar dormindo num sofá ou colchão de ar. Muita gente pergunta se é perigoso, eu só ouvi falar de ótimas experiências - todos os hosts são "avaliados" pelos hóspedes, que deixam reviews. Para entrar no site, participar e deixar review, você precisa comprovar sua identidade. 

Tive duas experiências com couch. Da primeira vez que fui para o Rio de Janeiro, fiquei no sofá-cama de um casal super gente boa. Me avisaram que estariam em um bar, mas a chave do apartamento deles estaria na portaria, pra eu subir e se quiser ir tomar uma cerveja com eles depois. Subi tinha brigadeiro para mim em cima da mesa, o sofá cama com lençol, travesseiro... Depois fui para o bar, onde me apresentaram para os amigos e me deram várias dicas do Rio, foi ótimo. Na segunda, fui para Brasília e fiquei na kitnet de um menino. Dormi em um colchão de ar do lado da cama dele e ele foi um gentil, me levou para cima e para baixo de carro naquela cidade de transporte público que deixa a desejar.

5. Troque hospedagem por trabalho voluntário

Tem todo tipo de trabalho. Um nativo posta no site que tipo de serviço ele está procurando e você pode se candidatar (não precisa ser especializado naquilo, nem nada..., mas é legal ter algum interesse ou aptidão). Aí você trabalha de 4-5 horas por dia (tudo especificado no anúncio) e ganha acomodação e as principais refeições. Esse eu nunca fiz, mas amigos meus fizeram, é bem comum entre os gringos e todo mundo que eu conheço que fez teve ótimas experiências. Lógico, assim como o couchsurfing, tem que pesquisar o host, dar uma olhada nas recomendações... Costumo fuçar esse site aqui:

Ou nesse também:

6. Para quem quer conforto, mas sem gastar muito

No site AirBnB pessoas normais como você e eu podem alugar um quarto (ou uma casa, apartamento, o que quiserem) e geralmente o fazem por um preço mais em conta do que um hotel. Não vai sair mais barato do que nas opções acima, mas se você quer economizar sem abrir mão de privacidade/conforto, é uma boa ideia. Além de a acomodação geralmente ser muito mais barata do que os hotéis, a vantagem é que você está numa casa de verdade e pode cozinhar - juro, fazer sua própria comida ajuda demais a guardar grana nas viagens. No meu caso, como eu não sei cozinhar, isso configura fazer meu próprio ovo mexido ou então lavar a louça da galera que cozinhou rs. 

Já usei o site para alugar uma casa na praia durante o Carnaval e poupei uma grana. Recentemente meu irmão fez uma viagem pra Europa e também ficou em AirBnB em algumas cidades (como Paris). Ele deixou de gastar muito dinheiro e amou a experiência.

7. Faça sua própria comida

Não só em AirBnB, mas em todas as opções de hospedagem que citei você pode cozinhar seu próprio almoço. Comer em cidades turísticas é muito caro. Se quer evitar esse gasto, vale a pena achar um mercado e aproveitar a cozinha do host do couchsurfing (que tal cozinhar algo típico da sua região pra ele?), da casa alugada no AirBnB e do hostel (uma grande diferença entre hostel e hotel é esse: hosteis costumam ter cozinhas compartilhadas e você pode usar à vontade, desde que lave sua sujeira depois). 

Esse é o GIF da expectativa na cozinha. Minha vida é o GIF da realidade.