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A Scully, de Arquivo X, voltou - e ela é feminista

Amanda Previdelli
há 2 anos14 visualizações

Apenas que ela está exigindo o mínimo do mínimo. 

A Scully, de Arquivo X, voltou - e ela é feminista
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Não sei se já ficou claro por aqui, mas eu gosto bastante de Arquivo X. 

E a dupla maravilhosa Scully & Mulder voltou com tudo em 2016 para mais uma temporada da série que acabou anos atrás. Um episódio duplo estreou nessa semana. Mas a notícia que me chamou mais atenção não tinha muito a ver com a história da série em si, mas muito mais com os bastidores.

Na época que a série foi ao ar nos Estados Unidos, Gillian Anderson ganhava um salário muito menor do que David Duchovny. Em entrevista para veículos americanos, ela disse que teve de lutar muito para conseguir equiparação salarial com seu colega de tela. "Salário igual para trabalho igual" era o lema. E ela conseguiu.

Mas imagina qual não foi a surpresa dela quando descobriu que, para o retorno da série, ela ia receber METADE do salário pago ao ator que faz Mulder. 

Ah, não! Gillian se recusou. Afinal, ganhadora de vários prêmios e ainda com uma carreira em alta em alguns seriados e muitas peças de teatro na Inglaterra, ela simplesmente não.é.obrigada. 

Em uma bate papo com uma revista gringa, ela conta como responde às perguntas sobre a diferença salarial lá nos anos 1990. "Isso foi naquela época, hoje é hoje". É a resposta dela. Mas aí ela toma uma puxada de tapete: "Mas aí aconteceu de novo! eu nem sei o que dizer sobre isso. É bem triste".

Mas a nossa cientista incrédula favorita não deixou quieto. Gillian e David estão recebendo o mesmo salário pela mesma quantidade de trabalho.

You go, Scully!

#arquivox #xfiles #feminismo #salário

O que aconteceu com o meu corpo depois que larguei a pílula

Amanda Previdelli
há 2 anos49 visualizações

Estou me sentindo uma bruxa maravilhosa com domínio sobre a natureza

Quando eu tinha uns quinze anos mais ou menos, comecei a tomar pílula anticoncepcional. O raciocínio foi bem lógico: ia transar, não queria ter babies, #partiupílula. Passei dez anos tomando a pílula todo santo dia. Dez anos de hormônios a mais no meu corpo, de substâncias que, na realidade, eu não precisava. E eu tomava uma daquelas pílulas mais populares (e mais fortes), tomava a Yaz. 

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Namorei por quase cinco anos, terminei. Namorei de novo, terminei. Estava solteira e com uma vida sexual bem pouco agitada e bastante segura (porque né. camisinha pipow). Em um final de ano qualquer, calhou de eu ir pra praia em uns três finais de semana que estaria menstruada. Por isso, acabei emendando três cartelas de Yaz só para não menstruar nas férias. É muito hormônio e meu corpo jogou na minha cara que era muito hormônio. Menstruei por um mês seguido.

Depois dessa experiência bizarra, decidi dar um tempo de pílula anticoncepcional. Chega. Não estava precisando, bora tentar coisas diferentes. E depois de dez anos tomando algo religiosamente todos os dias, parei. Assim, do nada. Logo de cara, algumas coisas aconteceram comigo...

Primeiramente, a libido. Que coisa louca. Yaz era famosa por cortar libido e eu não sabia. Largar a pílula anticoncepcional te deixa com um tesão absurdo e eu não sabia. Depois, conversando com outras manas que também largaram a pílula, descobri que era isso mesmo. Tesão. Essa fase foi até meio inconveniente (risos).

Aí vem a fase que também remete à adolescência: a fase das espinhas. Foi horrível. Espinhas no rosto e espinhas nas costas (!!!). Me senti péssima e verdadeiramente tentada a voltar com a pílula. Me mantive firme.

Depois você começa a perceber suas flutuações hormonais. Minha tpm ficou mais clara para mim e totalmente manejável porque era sempre igual. Comecei a sentir dores no peito na tpm que não sentia antes. E tinha uma cólica bem forte no primeiro dia de menstruação. Forte, mas tolerável. 

Com alguns meses sem pílula, seu corpo vira uma coisa incrível que você acaba conhecendo cada vez melhor. Uma coisa meio bruxaria. Como a lua, as mulheres também têm fases. Você começa a perceber seu período de ovulação - porque você sente mais tesão e seu corrimento é diferente, mais espesso, do que o normal. Você percebe quando está de tpm no segundo que começa a alteração hormonal. Percebe quando vai ficar menstruada por mil sinais que seu corpo te dá e que tornam impossível que você não saiba a hora de colocar o absorvente (ou, no meu caso, o copinho menstrual <3). 

A vida sem pílula anticoncepcional é bem boa, vou te dizer. E para a saúde também. Já está mais que provada a relação entre a pílula e doenças como AVC e trombose. Além disso há poucos estudos sobre o uso constante e contínuo da pílula. Afinal ela é relativamente recente. Ainda não deu tempo de saber o que ela causa no seu corpo ao longo de 30, 40, 50 anos. 

Eu sei que em muitos casos ela é usada como remédio, mas também sei que existem terapias alternativas para essas condições médicas. O mais importante é você conversar com o seu médico a respeito das suas opções. E não se preocupe com contracepção: o mundo está cheio de excelentes métodos não-hormonais. Camisinha, btw, é o melhor deles - evita gravidez e doenças de uma tacada só.

#pds #saúde #contracepção #remédio #sexo #sexualidade

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aprevidelli
Jornalista