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Mulheres do mundo todo se unem em relatos de abuso sexual

Bea
Yazar
Bea
Mulheres do mundo todo se unem em relatos de abuso sexual

Usando a hashtag "me too", em inglês, e "eu também", em português, milhares de mulheres estão expondo nas redes sociais situações de abuso que já passaram. A notícia triste é: se você for mulher, tenho certeza que você vai se identificar com os relatos. 

Essa nova onda de protestos online surgiu quando, no começo desse mês, o jornal americano New York Times e a revista New Yorker publicaram reportagens denunciando diversas acusações de assédio sexual e estupro contra o produtor de cinema americano Harvey Weinstein. 

Desde então, mais de 30 mulheres - incluindo Rose McGowan, Kate Beckinsale, Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow - vieram a público relatar casos de assédios sexuais que elas viveram com Weinstein. 

Mulheres no mundo todo também compartilham suas histórias de assédio usando a hashtag "me too" (que significa "eu também" em inglês). A movimentação começou com a atriz americana Alyssa Milano que foi ao Twitter pedir aos seguidores que compartilhassem sua mensagem usando #metoo caso elas também tivessem sido vítimas de assédio, desencadeando uma avalanche de mensagens com histórias pessoais de todos os tipos de mulheres em meio ao escândalo em torno de Weinstein.

"Se você foi assediada ou violentada escreva 'eu também' em resposta a este tuíte", postou Alyssa Milano. Até a manhã desta quarta-feira, a mensagem já havia recebido quase 24 mil retweets e 64 mil respostas. 

No Brasil, muitas mulheres também participam do movimento usando a hashtag em português, #eutambém