OUTROS

A Princesa e o Menino Aranha

Cassiano Neves
Author
Cassiano Neves

Capitulo 1* A princesa e o Reino

Era uma vez uma princesa de sete anos chamada Cris, ela vivia no seu imenso Castelo Snow que tinha no topo da torre uma bandeira branca quadriculada em bordas azul, do mesmo jeito do seu lindo e adorado vestido, mas na bandeira havia um floco de neve azul Royal bordado a mão, era o símbolo do castelo. Toda sua família era respeitada em todo reino Damas, o povo amava a família real, o Rei Cristyan e a Rainha Lênin cuidavam dos cidadãos em qualquer dificuldade em que o reino passasse. Com seu jardim imenso, o Castelo Snow sempre manteve os portões abertos para o povo, a Cris se lembrara daquela época como a melhor de sua vida. Aquele imenso jardim florido cheio de crianças brincando com ela, as arvores enormes, o gramado verde junto com piso quadriculado em cores da bandeira do castelo. A princesa sempre lembrara de quando via um garoto sentado em um banco brincando com um Dragão de brinquedo, enquanto esperava o Velho senhor Assis lhe trazer um pão de sua barraca, o garoto parecia ser mais velho que ela , devia ter 10 anos, da mesma idade que seu primo Isaro. Sua amiga e prima mais nova que sempre a visitava, a Princesa Sarah, do Reino Siara, sempre arrumavam seus cabelos e conversava com ela naquele jardim, viam a pretinha sua cadela que amava tanto perseguir os gatos do reino, lembrava também naquele lugar a Matriarca da Família, mãe do rei, a antiga, Rainha Mari, que dera para ela um Pônei de brinquedo feito de madeira e pintado a mão, todo branco com asas de anjo, era seu brinquedo favorito e, também sempre vira por lá o Patriarca, pai do Rei, o antigo, o ReiToinh, ambos moravam no Castelo , mas sempre visitavam por longos períodos outros reinos próximos. Porem isso de repente acabou. Uma época sombria chegou, o jardim se tornara realmente frio, nenhuma vida se quer esquentara mais aquele lugar, além dos animais selvagens que por Deus, tinha a liberdade de ali esta.

Tudo começou depois da súbita morte da Rainha Lênin, o reino todo entristeceu com o que havia acontecido, a Rainha foi encontrada em seus aposentos sem se mexer, o Rei havia saído para visitar sua irmã a Rainha Tyali que adoecera e que vivia no Reino Jerei, ao Norte de Damas, e quando voltara encontrara sua rainha caída no chão do quarto Real, a mesma estava ha dias doente e de cama. Após a grande perda, depois do funeral, o Rei se trancara em seu quarto e desde desse dia Cris passara a nunca mais vê-lo, toda vez que ela tentava entrar no quarto, era impedida pela a sua megera Tia e Irmã da Rainha, Valéria.

Enquanto a rainha Lênin era gentil, atenciosa, humilde, simpática e bondosa, sua Irmã Valéria era o oposto, ela vivia lá com seu filho Isaro de 10 anos, as cuidados da Rainha, que a acolhera depois que o reino em que Valéria era rainha entrou em ruínas após da misteriosa morte do seu Rei. Logo depois da morte de Lênin, Valéria, se tornou a Rainha do Reino Damas, a pedido do Rei Cristyan, que de repente adoecera e se trancara em seus aposentos e nunca mais saira de lá. Esse por todos foi o maior de seus erros, com a Valéria como rainha e no controle de tudo, o Reino encontrou sua desgraça. A megera fechara as portas para todos os cidadãos, não cuidava do povo, a pobre Princesa Cris que ela nunca gostara, longe dos olhos do Rei foi mandada para aos aposentos dos empregados, sendo muitas vezes obrigada a servir os gostos de sua Tia, por Deus que todos os empregados que vivera com ela desde sempre, a amava, passando assim a cuidar dela ainda como sua princesa.

Dias passavam e Valéria impedira as visitas de quaisquer parentes, e todos do castelo foram mantidos trancafiados pelas suas ordens, ela mantinha guardas e cavaleiros por grande parte do reino, era uma verdadeira prisão para aqueles que a Rainha atual não tinha um menor afeto. A Princesa Cris com a audácia e coragem de sua idade decidira que iria encontrar o seu Pai de qualquer maneira, e em uma noite, fugira dos aposentos dos empregados que se encontrava fora do castelo, mas ainda no jardim. Por conhecer cada pedaçinho daquele imenso castelo, a Princesa facilmente passou pelos guardas e já se encontrava no corredor próximo da cozinha, e ao perceber a luz que vinha do local, ela diminuía seus passos que foram então parados por uma voz que ela reconhecera, decidida então chegar mais perto pra confirmar, ela se aproximou e viu sua tia Valéria vestida em um manto vermelho que cobria todo seu corpo e o longo cabelo castanho e enrolado, em suas mãos havia um pote pequeno e preto, que Valéria fixamente olhava e pronunciava palavras que a princesa não entendia, e enquanto eram pronunciadas essas palavras, um velho que Cris nunca havia visto, coberto de um manto vermelho que também o cobria da cabeça aos pés jogava um pó dentro do pote pequeno, mas em silencio. Depois de um tempo o velho parou de jogar o misterioso pó e limpando suas mãos no seu grande manto falara – Isso deve ser o suficiente para manter o Rei na cama por alguns dias minha senhora. -, sua Tia Valéria com um sorriso que Cris sempre teve medo respondera olhando ainda fixamente para o pote – dias devem bastar, mas pena que ainda não posso mata-lo. –

Após ouvir tais palavras o coração da princesa disparou, vendo aquele temido sorriso, ela compreendeu mesmo com sua idade, que seu Pai estava em perigo e antes que ela pudesse pensar em algo mais, uma mão agarrou seu pequeno ombro e junto com ela uma voz que ela nunca gostou de ouvir a assustou.

-Olha a ratinha que eu capturei mamãe-

Era seu primo Isaro que sempre a incomodava desde que chegou junto com sua mãe no castelo, podia se dizer muito bem que o garoto puxou sua mãe, sempre metido e valentão maltratava a todos e nunca mesmo se fez de inocente, para ele era um orgulho ser daquele jeito. O garoto arrastava pelo braço a princesa até sua mãe, e Valéria com seus olhos negros com bordas vermelhas que Cris nunca havia visto, encarava a pobre princesa, que naquele momento sentia, ouvia e via seu medo na sua frente com um sorriso mais assustador ainda, dissera.

-mas quem sabe posso fazer o mesmo que eu fiz com a mãe-

CONTINUA~

A Princesa e o Menino Aranha