MÚSICA

As maiores perdas musicais de 2017

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As maiores perdas musicais de 2017

(imagens Chester Bennington e Chris Cornell: divulgação)

2017 foi um ano de muitas perdas na música nacional e internacional. Nomes consagrados e promissores nos deixaram, mas o legado fica:

Loalwa Braz (Kaoma) - 19 de janeiro

A vocalista do Kaoma, banda responsável pelo grande sucesso da lambada no Brasil no começo dos anos 90, com o hit "Lambada" ("chorando se foi..."), morreu em janeiro de maneira trágica. Loalwa Braz foi assassinada por um dos funcionários de sua pousada, em Saquarema, no Rio de Janeiro, que trabalhava lá há apenas 15 dias.

Chuck Berry - 18 de março

Considerado um dos pais do rock´n´roll, Chuck Berry morreu em março de 2017, aos 90 anos. O mais incrível é que Berry ainda estava na ativa e inclusive lançou um disco de inéditas este ano, intitulado apenas Chuck.

Jerry Adriani - 23 de abril

Um dos pioneiros do rock no Brasil, Jerry Adriani nos deixou em abril deste ano, aos 70 anos, depois de iniciar o tratamento contra um câncer de próstata que se alastrou pelos rins. O cantor trabalhou ao lado de Raul Seixas e foi o responsável pela ida do baiano ao Rio de Janeiro, além de ter feito vários trabalhos como ator na TV.

Belchior - 30 de abril

O cantor morreu em abril deste ano, deixando uma das obras mais cultuadas da música brasileira. No fim da vida estava em Porto Alegre, vivendo em hotéis, instituições de caridade e até em casas de fãs, depois de suas contas bancárias serem bloqueadas por conta de processos judiciais relacionados a pensões alimentícias e um processo trabalhista. Belchior teve o desejo de ser enterrado no Estado do Ceará realizado. Seu corpo foi velado em Sobral, sua cidade natal, e sepultado em Fortaleza.

Chris Cornell - 17 de maio

O vocalista do Soundgarden, Temple of The Dog e Audioslave morreu em maio depois de se enforcar no banheiro do hotel onde estava hospedado, algumas horas depois de uma apresentação em Detroit. O suicídio do cantor causou grande comoção de fãs no mundo inteiro.

Kid Vinil - 19 de maio

Kid Vinil sentiu-se mal durante uma apresentação na cidade de Conselheiro Lafaite, em Minas Gerais, no dia 16 de abril, e foi internado em estado de coma. O estado de saúde do cantor comoveu a interenet que inclusive se mobilizou para levá-lo a São Paulo. No entanto, o vocalista do Magazine e ex-VJ da MTV morreu dia 19 de maio por uma parada cardíaca. A morte de Kid Vinil ficou marcada pela revelação de seu relacionamento de quase 30 anos com o advogado Jaime Gaeta, que disse em entrevista que mantiveram o casamento longe da mídia por não se sentirem confortáveis com a exposição. Além disso, o Brasil inteiro conheceu o cachorro do cantor, Cosmos, que passou o tempo inteiro ao lado do caixão durante o velório.

Chester Bennington (Linkin Park) - 20 de julho

A morte do cantor aconteceu praticamente dois meses após o suicídio de Chris Cornell, grande amigo de Chester, que também sofria de depressão. A mulher do vocalista do Linkin Park, Talinda, falou sobre o histórico de depressão do marido e que ele já tinha tentado se matar. Coincidentemente no mesmo dia, a banda havia lançado o clipe "Talking to Myself", horas antes do anúncio de sua morte.

Luiz Melodia - 4 de agosto

Luiz Melodia faleceu em agosto, deixando um dos maiores legados de soul, blues e samba da música brasileira. Lançando discos desde 1973, quando gravou Pérola Negra, disco com músicas importantes, como "Vale Quanto Pesa" e "Estácio, Holly Estácio", é um cantor que vai fazer falta.

Tom Petty - 2 de outubro

Uma das mortes mais sentidas de 2017. Petty sofreu uma parada cardiorrespiratório em casa, não resistiu e morreu pouco tempo depois no hospital. O compositor é sem dúvida um dos maiores do rock americano e deixa uma coleção de hits que resistiram ao tempo, como "Into The Great Wide Open", "Mary Jane´s Last Dance", "Free Falling" e "American Girl".

Lil Peep - 15 de novembro

Uma das mortes mais chocantes do ano, sem dúvida. O promissor Lil Peep, que fazia o chamado "emo rap", vertente do rap na qual os cantores falam sobre temas como uso de drogas, sofreu uma overdose aos 21 anos, deixando um importante legado, mesmo com pouco tempo de carreira.

Malcolm Young - 18 de novembro

O irmão mais velho de Angus Young e um dos fundadores do AC/DC morreu em novembro de 2017 depois de alguns anos afastado da banda por conta do mal de Alzheimer e demência. Apesar do irmão mais novo ser o membro mais famoso, Malcom foi o responsável pela maioria dos riffs mais famosos do grupo.