MÚSICA

Relembre alguns dos samba enredos mais marcantes da história

Autor
Relembre alguns dos samba enredos mais marcantes da história

(Imagem: Divulgação)

Os principais desfiles das escolas de samba do Brasil começam nesta sexta-feira, com as escolas de São Paulo tradicionalmente no Anhembi na sexta e sábado, e as do Rio de Janeiro na Sapucaí no domingo e segunda de carnaval. Há tempos não temos samba-enredos inesquecíveis como os clássicos dos anos 80 e 90, tão famosos que tocavam em rádios e programas de TV por muito tempo. O que importa é que eles ficam pra história e tocam até hoje em blocos e festas de carnaval. Relembramos aqui alguns dos mais importantes:

Salgueiro - Peguei Um Ita no Norte (Demá Chagas, Arizão, Celso Trindade, Bala, Guaracy e Quinho)

Provavelmente o samba enredo mais marcante de todos os tempos, na época em que tocou (1993), até as torcidas de times de futebol cantavam o inesquecível "explode coração na maior felicidade, é lindo meu Salgueiro, contagiando e sacudindo essa cidade", trocando o "Salgueiro" pelo nome de seu time. Não existe lista de maiores sambas do carnaval sem "Peguei Um Ita no Norte".

Mocidade - Sonhar não custa nada (Paulinho Mocidade, Dico da Viola e Moleque Silveira)

Uma das letras mais bonitas e contagiantes de todos os tempos. É impossível não se deixar levar pelo "delírio sensual, arco-irís de prazer, amor, eu vou te anoitecer, eu vejo a lua no céu, a Mocidade a sorrir, de verde e branco na Sapucaí". O samba-enredo número um no quesito emoção e que fala exatamente aquilo que foi proposto: "sonhar não custa nada".

Império Serrano - Aquarela Brasileira (Silas de Oliveira)

"Vejam esta maravilha de cenário, é um episódio relicário que o artista num sonho genial escolheu para este carnaval. E o asfalto como passarela será a tela do Brasil em forma de aquarela", a homenagem de Silas de Oliveira para o clássico de Ary Barroso é um dos samba-enredos mais clássicos de todos os tempos. A morte Barroso pegou a Império Serrano de surpresa na hora do desfile e a escola acabou em quarto lugar em 1964.

Viradouro - Trevas! Luz! A Explosão do Universo (Dominguinhos do Estácio, Flavinho Machado, Heraldo Faria e Mocotó)

O samba que levou a Viradouro ao único título do grupo especial do do Rio de Janeiro ficou marcado por conta da "paradinha" em ritmo de funk da bateria de Mestre Jorjão. O desfile assinado por Joãosinho Trinta, um dos maiores nomes da história do carnaval carioca, será sempre lembrado pelo "vou cair na gandaia com a minha bateria".

União da Ilha do Governador - É Hoje (Didi e Mestrinho)

Muita gente às vezes nem se lembra que essa música originalmente era um samba-enredo da União da Ilha para o carnaval de 1982. "É hoje" foi regravada tantas vezes e com versões tão famosas, principalmente nas vozes de Fernanda Abreu e Caetano Veloso, que é fácil se esquecer.

Mangueira - Atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu (Fernando de Lima, David Corrêa, Carlos Sena e Paulinho de Carvalho)

Em uma das décadas mais prolíficas para os samba-enredos, os anos 90, a Mangueira também emplacou o seu. "Atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu" embala até hoje blocos de carnaval e festas de todos os tipos. O samba de uma das escolas mais queridas do Rio de Janeiro homenageava os Doces Bárbaros: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa.

Vila Isabel - Kizomba, Festa da Raça (Luiz Carlos da Vila, Rodolpho e Jonas)

A Vila Isabel fez um dos maiores desfiles de todos os tempos no ano do centenário da Abolição, que levou a escola ao primeiro título do grupo especial do Rio de Janeiro, em 1988.