A vida como ela é
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Consumidor (da GVT e em geral), preste bem atenção no que você está pagando

Sempre tenho calafrios quando ouço alguém falar em mudanças. Mudou o chefe da empresa, mudou o síndico do prédio, mudou a senha do cartão de crédito (sempre esqueço a nova)... Uma mudança pode sim ser muito boa, mas fica a tensão inicial e a pergunta: será que vai dar certo?

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Sempre fui cliente Unibanco e, de repente, ele foi comprado pelo Itaú. Perdi benefícios e odiei a mudança. Agora, é a vez de a GVT se transformar em Vivo. E já começa meu temor.

A mudança oficial será dia 15 de abril, e o comunicado da Telefônica Vivo no final de fevereiro foi o seguinte: ‘Com a mudança da marca, haverá benefícios adicionais para clientes convergentes das duas empresas que serão comunicados em breve’.

Percebeu bem a palavra ‘benefícios’? Não é bem o que eu imaginava quando abri minha conta de março e vi um aumento de quase 20% no valor. Mas sabe como é, né: depois de um ano realmente teria um reajuste. Eu só não esperava tanto.

Para minha surpresa, fui ao site da GVT para procurar um plano mais em conta e olha o que encontrei: um combo (telefone, internet e tv) melhor que o meu e muito mais barato. Eu estava pagando 40% a mais que um plano que eles oferecem a novos clientes. Absurdo!!!!

Consumidor (da GVT e em geral), preste bem atenção no que você está pagando

Infelizmente, não é anormal uma empresa só beneficiar clientes novos e esquecerem aqueles que já são fidelizados. Um grave problema, pois basta o cliente prestar um pouquinho mais de atenção para perceber como está sendo enganado. E só fui me tocar ao ver o aumento na conta. Não fosse isso, eu ainda estaria pagando mais caro por um plano pior do que eles andam oferecendo.

Consegui, após duas ligações e três atendentes, mudar o valor do meu plano. Só não digo que fui 100% feliz porque não me deram a internet mais rápida que prometiam aos novos clientes, mas o preço ganhou um reajuste para baixo (só espero a próxima fatura agora para confirmar), o que já é algo a ser comemorado nesses tempos.

O que vai vir dessa fusão entre Vivo e GVT ainda não sabemos na prática, mas a pulga está atrás da orelha. E fica a dica para que todos olhem sempre a sua conta detalhadamente e, mais que isso, vejam se o que você está pagando está de acordo com o que eles andam oferecendo por aí. Ser exigente nos seus direitos só vai lhe custar um pouquinho de tempo e paciência, mas o dinheiro a economizar no final do ano vai valer a pena, pode ter certeza.

Rodrigo Hilbert ensina que carne não dá na prateleira do mercado e povo pira

Escancarar a realidade nem sempre é visto por bons olhos. E a estreia da nova temporada do ‘Tempero de Família’, do GNT, causou uma polêmica que ainda está repercutindo e que nos traz algumas reflexões sobre o assunto. No programa, o apresentador Rodrigo Hilbert ajuda a matar um filhote de ovelha para fazer churrasco. E uma série de indignações e reclamações inundou a internet, inclusive com um abaixo-assinado para tirar o rapaz do ar.

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Rodrigo Hilbert ensina que carne não dá na prateleira do mercado e povo pira

Quem assiste ao programa desde o começo já sabe como ele funciona. A sua essência é mostrar como o alimento final chega a sua mesa. Hilbert já pescou peixe na praia e, ali mesmo na areia, improvisou um fogãozinho e fez uma receita. Já colheu verduras e legumes da horta, já matou galinha e também escolheu um porco que viraria a sua refeição.

Neste programa de 2013, Hilbert escolhe um porco ainda vivo e, depois de morto, o coloca no seu carro. Já em sua casa, separa o animal em partes. “Se você não tiver um porco desses no seu chiqueiro, você pode ir ao supermercado e comprar os pedaços”, diz ele.

Qual a diferença deste episódio para o atual? Desta vez, o programa exibiu o animal sendo morto. Algumas cenas mais fortes, como os gritos do borrego (o cordeiro em fase de amamentação), foram editadas, mas vimos o sangue escorrendo e até Hilbert cortando o pescoço do bicho e tirando sua pele. E o apresentador ainda disse que os pelos do animal são bastante macios, sentando sobre o couro.

Foi o que bastava para a polêmica se instaurar e um abaixo-assinado ser criado. Até a manhã desta terça-feira, mais de 13 mil pessoas já haviam assinado a lista virtual pedindo para que o GNT tirasse Hilbert do ar.

Mas por que uma cena dessas choca tanto? Ninguém sabe que para se comer uma carne é preciso matar o bicho antes? Ou será que só os vegetarianos ficaram assustados e indignados com tal fato? Não. Teve muito carnívoro que também se irritou, e as mensagens no Twitter e Facebook não pararam desde quinta-feira, quando o programa foi pela primeira vez ao ar.

Rodrigo Hilbert ensina que carne não dá na prateleira do mercado e povo pira

Diante de tanta repercussão, o apresentador escreveu em seu Facebook avisando que essas imagens mais fortes foram retiradas do ar. Mas foi bem sincero em sua resposta. “Venho de uma família grande, igual a muitas outras nesse Brasil, que tem como tradição plantar e criar o próprio alimento que consome. Foi com esse espírito que a nova temporada do “Tempero de família” se ergueu, com o objetivo de documentar a vida desses pequenos produtores, que cultivam e criam para o autoconsumo. Não tínhamos a intenção de incitar qualquer violência contra animais, mas apenas de registrar o dia-a-dia desses trabalhadores que lutam para criar e alimentar suas famílias”, registrou. “Ao mostrar o abate do animal em uma pequena fazenda, eu acreditava estar chamando a atenção para se conhecer a procedência dos alimentos, para se entender como é a cadeia produtiva do que consumimos.”

O pedido de desculpas é válido, mas não podemos ser hipócritas. Quem come carne tem de saber a sua procedência. Na hora do abate da ovelha, Hilbert já tinha dito algo do tipo: ‘precisamos matar o animal para que a carne chegue em sua casa’.

Como começamos este texto, escancarar a realidade nem sempre é visto por bons olhos. E foi o que Hilbet fez, talvez por inocência ou por ser algo comum para ele. A maioria das pessoas não quer saber qual a procedência daquela picanha ou paleta que ela vê na gôndola do supermercado ou já dentro da churrasqueira. O que vale, para ela, é saber apenas o gosto da carne.

Somos todos hipócritas? Talvez sim. Mas vamos ser sinceros: Hilbert não fez nada diferente do que muita gente que produz e consome seu próprio alimento ainda faz. E o que todos os frigoríficos do mundo, numa escala ainda maior e talvez mais cruel, também o faça. Talvez o único erro do programa, no mundo politicamente correto de hoje e onde qualquer coisinha ganha uma imensa repercussão, tenha sido mostrar o animal sendo abatido. Não fosse isso, acho que ninguém falaria nada. Mas será que alguém vai parar de comer carne depois de ter assistido a uma cena dessas? Eu não.

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