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Cansativo, mas ainda ótimo: este é o Masterchef 2016

Daniel Akstein Batista
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Daniel Akstein Batista
Cansativo, mas ainda ótimo: este é o Masterchef 2016

Os chefs Paola, Jacquin e Fogaça estão de volta, e fazem do Masterchef o melhor programa de culinária (e entretenimento) da tevê brasileira. A terceira temporada que estreou nesta terça-feira ainda não escolheu todos os participantes, e este para mim já é um dos seus principais problemas e que deveria ser visto para as próximas edições: é um programa que cansa e enrola muito.

Vou deixar os elogios para depois para começar com as falhas. O horário não é dos melhores. A Band deve fazer de propósito ao esperar a novela da Globo acabar para colocar o Masterchef no ar. E isso, nesta terça-feira, foi às 22h45. Com duas horas de duração, faça as contas a hora que acabou: muita gente deve ter ido dormir antes do término. E, para piorar, o programa ainda entra em rota de colisão com duas estrelas da Globo no mesmo horário: a eliminação do BBB e o ótimo ‘Tá no Ar’.

Cansativo, mas ainda ótimo: este é o Masterchef 2016

Com 25 mil inscritos e 75 selecionados para esta primeira fase, obviamente o programa não mostrou todo mundo na estreia. Na próxima terça continuaremos esta mesma eliminação e ainda deve haver outra fase até que 21 sejam escolhidos para realmente ir para a bancada. Três participantes a mais do que o ano passado, o que deve fazer com que o programa tenha uma duração de 6 meses.

Apesar de cansativo, Masterchef tem todo o seu espetáculo. A estreia mostrou uma Paola mais emocionada (chorou algumas vezes), um Jacquin mais fofo e brincalhão e um Fogaça que tenta fazer papel de mau, mas que todos sabem que não passa de um personagem. Broncas nos participantes também fazem parte do show.

Com milhares de inscritos, me impressiona muito como a produção deixa entrar gente que claramente não sabe o que está fazendo na cozinha. Acredito que há uma cota para divertir o público e fazer com que os jurados peguem no pé dos candidatos. Tivemos a taróloga Drilili que tirou cartas para Jacquin e só não previu sua eliminação. Logo no começo, a carioca Priscila quis grelhar um salmão cru com maçarico, o que obviamente não deu certo. E o que falar da mocinha que levou um violão para cantar uma música própria e se enrolou até na hora de cantar? Foi reprovada logo de cara e também seria expulsa do ‘The Voice’.

Cansativo, mas ainda ótimo: este é o Masterchef 2016

São os personagens que fazem do programa um sucesso, pois são poucos os participantes que sabem mesmo cozinhar com primor. Ao longo da temporada, eles vão aprendendo técnicas, aprimorando seus pratos e conquistando o público. Na primeira temporada, o desajeitado Mohamed fez sucesso até com os jurados, e a vencedora Elisa ganhou os telespectadores (principalmente o público masculino) por seu jeito gracioso. Em 2015, as grandes estrelas foram Jiang e Raul. Esse ano ainda é cedo para dizer quem será o personagem do programa, pois ainda não vimos todos os participantes. Mas a italiana Maria, senhorinha que não escuta direito, parece já ter conquistado o coração dos jurados e do público.

Teremos mais 24 episódios de um programa que deu muito certo na televisão brasileira. A Band só poderia rever seus conceitos e adiantar o horário, para que não ficássemos até tarde vendo Paola e Cia. Afinal, tem momentos que o sono fala mais alto.

#masterchef #tv