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Cuidado com algumas promoções, há sempre uma propaganda enganosa por aí

O Código do Consumidor é uma beleza. Ganhamos e descobrimos direitos que nem sabíamos que tínhamos.

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Lojas são obrigadas a colocar os preços nas peças da vitrine e, se computarem um valor maior na hora de passar no caixa, o que vale é o preço que você viu na etiqueta.

Mas, com ou sem código, tem muita propaganda enganosa por aí. Olha esse exemplo de um anúncio na internet, da própria montadora:

Cuidado com algumas promoções, há sempre uma propaganda enganosa por aí

Sinceramente não sei dizer se esta publicação é contra as regras do Código do Consumidor. Mas faltam alguns dados muito valiosos nele. Tem entrada, e de quanto? São só as parcelas? Em um primeiro momento, me parece fácil e barato comprar esse carro, até deu vontade de trocar o meu. Mas, convenhamos, que bela pegadinha essa. Sei que o carro não custa R$ 23.952, valor das 48 parcelas de R$ 499. E outra: é com ou sem juros?

Quem perguntava como era a forma correta do pagamento recebia a resposta padrão da montadora: ‘Nos envie via mensagem privada seu nome completo, CPF, telefone com DDD, e-mail, cidade e região para que um vendedor possa contatá-lo e apresentar as novidades e valores’. Acho um desrespeito com o consumidor não colocar o correto valor.

Outro dia minha avó viu um anúncio de apartamento aqui em Jundiaí. R$ 110 mil + financiamento. “Nossa, está barato”, disse ela. Mal sabia que o montante do financiamento, que será direto com a construtora ou um banco a sua escolha, era de R$ 250 mil.

Quando eu estava procurando apartamento para comprar, há seis anos, era comum me deparar com essas propagandas enganosas. E ouvia de quem tentava ajudar: ‘você viu, tem um lançamento por apenas R$ 599 por mês’. Sim, eu vi. Mas fora isso ainda tinha a entrada de R$ 20 mil, mais as parcelas anuais de R$ 10 mil, mais R$ 25 mil na entrega das chaves e mais o restante final do financiamento que ia bater nos R$ 150 mil. Quer dizer: aquelas parcelas mensais só iam durar 2 anos e, acredito eu, deve ter feito muita gente comprar sem saber as reais condições de pagamento.

A mesma atenção você deve ter em compras pequenas. Já cansei de ver uma peça de roupa por R$ 59,99. Barato? Não até prestar atenção no pequeno número 4 ao lado do preço gigante. Era 4 x R$ 59,99.

Sempre falo: tenha atenção na hora de qualquer comprar. E pergunte sempre tudo aquilo que pode lhe trazer dúvidas. Afinal, você não vai querer descobrir depois de uma compra que o valor não era aquele que você imaginava. E em alguns casos nem o Código do Consumidor vai poder te ajudar.

Jornalista também torce pra algum time, mas nem sempre demonstra

Mauro Beting é um torcedor fanático pelo Palmeiras, assim como Roberto Avallone. Chico Lang é torcedor de carteirinha do Corinthians, e não esconde de ninguém a paixão pelo clube. Enquanto alguns jornalistas mostram o time pelos quais torcem, outros não falam em público de jeito nenhum. Quem está certo?

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Quando pequeno (e até adolescente), sempre indaguei por que muitos dos jornalistas famosos que apareciam na televisão escondiam seu time. E ficava maravilhado quando Avallone falava com entusiasmo de seu Palmeiras, exclamação.

Já trabalhando como jornalista esportivo fui entender por que muitos são calados, quietos e comedidos. E com certa razão.

Jornalista também torce pra algum time, mas nem sempre demonstra

Torcedor, sem generalizar mas já generalizando, não tem medida. Coloca sua paixão em cima de todo o resto. E acha que um comentarista falou mal do time porque na verdade ele torce para outro. Não consegue separar a razão do coração.

Já vi alguns narradores ou comentaristas serem xingados no estádio quando o jogo era de um time que não o que o profissional torce. Já vi torcedores chutando e depredando carros da imprensa só porque algum jornalista defendeu ou falou mal de algum time no dia anterior - e neste caso não importava quem estava no veículo, a raiva era tão grande que o importante era mostrar o descontentamento com tal empresa.

Por muito tempo preferi não expor meu time ao público em geral. Os colegas de profissão (e até profissionais do clube em que eu estava cobrindo determinado treino ou jogo) sabiam para quem eu torcia. Mas eu não tinha fotos com camisa de futebol no Facebook/Twitter/Orkut, por exemplo, para evitar qualquer problema. Mesmo sendo um jornalista de jornal, sem aparecer na tevê, adotei a cautela. E a maioria, pelo que sei, age assim.

Não vejo problema nenhum em quem fala abertamente para qual time torce, desde que na hora do trabalho não deixe essa paixão florescer. Mas me irrita ver alguns jornalistas torcendo exageradamente, gritando ou falando mal de um time adversário na hora da labuta. 

Outro dia vi no Facebook um jornalista escrever após o jogo entre Corinthians e São Paulo no Itaquerão: 'Voltem sempre freguesas', com uma foto dele na cabine de imprensa. Obviamente corintiano, estava animado após a vitória do sei time. Mas precisava debochar do adversário enquanto trabalhava? 

Jornalista também torce pra algum time, mas nem sempre demonstra

Como jornalistas, estamos sempre sob uma exposição que na maiorias da vezes é injusta. Claro que não precisamos deixar de dar opiniões ou torcer, mas é preciso cuidado. Assim como acontece com algum jornalista político: cada um tem seu voto, cada um tem seu partido. Mas se você está trabalhando lá no Planalto, não é recomendável xingar o político que você não gosta.

A resposta para a pergunta inicial do texto é a seguinte: os dois estão certos, quem torce abertamente e quem esconde seu time do coração. Cada um tem seus motivos. Só é preciso respeito com quem está do outro lado da tevê, internet, rádio ou jornal.

#futebol #jornalista

 

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