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Derrota na Libertadores pode derrubar Marcelo Oliveira do Palmeiras. Será?

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Marcelo Oliveira ganhou dois títulos nacionais pelo Cruzeiro. Chegou ao Palmeiras em junho do ano passado e não demorou muito para sentir a pressão devido aos maus resultados do time. Ganhou sobrevida com a conquista da Copa do Brasil e este ano voltou à corda bamba. E tem uma decisão agora pela frente nesta quinta-feira (3/3), contra o Rosario Central, pela Libertadores. Se não ganhar, dificilmente continua no cargo.

Derrota na Libertadores pode derrubar Marcelo Oliveira do Palmeiras. Será?

A diretoria alviverde tem bancado a permanência do treinador, mesmo após o desempenho ruim no Estadual e a derrota para a Ferroviária no último domingo, em casa. Mas este início de 2016 tem algumas diferenças com o fim de 2015.

No ano passado, mesmo criticado, Marcelo Oliveira tinha uma decisão pela frente. Se perdesse a final para o Santos, aí sim talvez a diretoria não agüentasse a pressão e mandaria o treinador embora. Mas como demitir um técnico vencedor e com contrato? Não dá. E Oliveira continuou, mesmo todos sabendo que com ele o Palmeiras mais fez partidas ruins do que boas.

Agora o panorama mudou. O treinador não tem nenhuma final para ganhar uma sobrevida ou um moral com um possível título. O que vai acontecer é o seguinte: vão ficar no ‘engana que gosto’ caso o Palmeiras vença um ou outro jogo importante, mas a desconfiança sobre o trabalho de Marcelo Oliveira não vai acabar.

Normalmente é preciso uma derrota doída, daquelas vexatórias mesmo, para a mudança acontecer. O Palmeiras não tem um sistema de jogo que agrade à torcida ou que traga bons resultados, e o treinador não consegue mudar esse panorama. Em 2016, o time fez oito partidas: venceu apenas duas vezes, com quatro empates e duas derrotas. E não venceu nenhum jogo como mandante.

Na Allianz Arena, nesta quinta-feira, o Palmeiras entra com a obrigação de vencer o argentino Rosario Central, às 21h45. Esqueçam o Estadual, o que vale mesmo é a Libertadores. E perder em casa na competição mais importante do ano, desta vez, pode ser o adeus de Marcelo Oliveira. Não costumo defender troca de treinadores, mas há momentos em que isso precisa acontecer.

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