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'Alô, o senhor Joseberto está?' Ah, maldito e burro telemarketing

Carta a Joseberto (e contra os serviços de telemarketing):

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"Caro seu Joseberto, prazer! Meu nome é Daniel e eu não te conheço. Não sei se o senhor é baixinho, alto, moreno, pardo ou japonês. Se tem bigode, cavanhaque ou aquela barba de lenhador. Se é casado, quantos filhos tem ou se é um solteiro baladeiro. Mas sei que o senhor está devendo para o Santander.

E como sei? É que o banco gostava de me ligar diariamente três quatro cinco vezes por dia, todo dia, por uns 90 dias seguidos. Olha só, eles achavam que meu número é o seu. Gozado, não? Fico me perguntando se o banco anotou errado, se o senhor passou errado ou se esse número realmente era seu, afinal, o tenho só faz uns três anos.

A verdade, seu Joseberto, é que o senhor deve saber como funciona esses serviços de telemarketing né? É uma empresa terceirizada do banco, que me ligava com um prefixo 41. Deve ser do Paraná, imagino eu. Perguntava pelo senhor. Eu dizia que era engano. Ligavam de novo. “O senhor Joseberto está?”, questionavam. Eu dizia, educadamente, que o número não era dele, para colocarem isso no cadastro.

Não só não mudaram como continuaram ligando mais insistentemente. Acho que o senhor, seu Joseberto, deve estar devendo uma grana alta no banco heim. Porque, olha só, eles não desistiam. E paciência, vamos combinar, tem limite.

E aqui lhe peço perdão, seu Joseberto, caso o senhor seja uma pessoa educada, honesta e que o dinheiro que esteja devendo não seja por alguma maldade ou crime que cometeu. É que eu o ‘matei’. Sim, porque para tentar acabar com as ligações do banco eu falei que o senhor tinha morrido. Acha que adiantou? Me pediram a certidão de óbito como comprovante. E aí, o que fazer?

Ingênuo que sou, tentei falar que eles não respeitavam a dor da família. Uma hora depois outro telefonista me ligou perguntando pelo Joseberto. Usei outra desculpa, não adiantou. Passei a xingar todas as gerações de todos os telefonistas que me ligavam, também não adiantou. Passaram dias, semanas...

Fiz uma reclamação na ouvidoria do Santander. Um, dois, cinco dias sem ligação nenhuma. Ufa! “Trim, trim, o senhor Joseberto está?”. Sim, eles voltaram.

Não bastasse ter te ‘matado’, seu Joseberto, me passei pelo senhor e disse que não pagaria conta nenhuma. Que o banco podia ligar o quanto quisesse que eu continuaria devendo. Qual o valor da dívida, eu perguntava. Mas só falariam esses dados após a confirmação dos dados do Joseberto. É mole? Além de me ligar, ainda queriam que eu falasse abertamente o número dos meus documentos. E se fosse trote?

Só sei, seu Joseberto, que esse tal de telemarketing do Santander não presta (como todos os outros né). Os atendentes dizem que não podem mexer no cadastro e não falam quem pode. Depois de uns três meses, novas ligações no SAC e ouvidoria do banco, consegui finalmente que eles parassem de me ligar. Quase fiz uma festa para comemorar. Mas ainda hoje recebo mensagens no celular me afirmando que o senhor, seu Joseberto, está devendo e ficando com o nome sujo. E peço desculpas se o banco não conseguiu lhe avisar e eu, usando seu nome, falei que não ia pagar dívida nenhuma.

Espero que o senhor, seu Joseberto, consiga limpar sem nome. E que esses telemarketings da vida melhorem o seu sistema. Porque, vou te falar, ninguém merece ligações que começam às 8h e só terminam às 20h, dia após dias, por mais de três meses."

Homem 'constrói' iglu em NY e tenta alugar no Airbnb (que obviamente rejeita)

Está nevando. O que você faz:

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1 – Faz bolas de neve para brincar de ‘guerra’ com os amigos;

2 – Monta um boneco de neve;

3 – Fica em casa porque está muito frio;

4 – Junta os amigos, monta um iglu e tenta alugar para quem quer passar a noite nele.

Homem 'constrói' iglu em NY e tenta alugar no Airbnb (que obviamente rejeita)

Com certeza a última opção não passou pela sua cabeça, mas foi o que fez o diretor de arte Patrick Horton, que aproveitou a nevasca dos últimos dias em Nova Iorque para inovar.

Ele reuniu alguns amigos para juntos construírem um iglu. Em seis horas, a ‘casa’ ficou pronta. Mas não bastou tirar fotos e postar no Facebook. Ele ainda colocou o "Boutique Inverno Iglu para 2" na Airbnb (site de serviço comunitário para as pessoas anunciarem e reservarem acomodações).

Por US $ 200 por noite, Horton estava disposto a alugar o seu iglu, que vinha ainda com um cobertor, travesseiros e uma fonte de luz. Cinco pessoas chegaram a responder o anúncio enquanto ele estava no ar (será que as pessoas responderam sério?), mas o Airbnb logo retirou o post. “Infelizmente o seu iglu, apesar de muito bem construído, não foi capaz de atender aos nossos padrões de ocupação e foi removido dos resultados da pesquisa. Certifique-se de escolher um lugar com água corrente, eletricidade e um telhado que não derrete” foi o comunicado da empresa.

Ao menos a Airbnb tomou uma atitude e o anúncio de Horton não passou de uma brincadeira. Mas que ele foi criativo, isso não podemos negar.  

Homem 'constrói' iglu em NY e tenta alugar no Airbnb (que obviamente rejeita)
Homem 'constrói' iglu em NY e tenta alugar no Airbnb (que obviamente rejeita)
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