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A grana de um clube desconhecido ou uma vaga na seleção. Qual sua escolha?

Estava eu em um desses (vários) churrascos no final de ano quando a conversa que surgiu foi se valia a pena o jogador trocar uma estabilidade de um bom time brasileiro e a chance de vestir a amarelinha da seleção pela alta grana de um clube sem grande expressão da China ou Arábia, por exemplo. E o teor daquela conversa voltou essa semana com algumas novas transferências.

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Não há certo ou errado neste assunto. Você, se fosse jogador de futebol, o que ia preferir? A certeza de uma bolada e a poupança garantida ou a chance se disputar uma Copa do Mundo?

Penso em muitas coisas quando me fazem essa pergunta. Primeiro: será que o salário do jogador é baixo aqui no Brasil? Normalmente não. Mas a chance de ganhar 10 vezes mais não te seduziria? Provavelmente sim. Fazer um pé de meia é sempre um bom negócio.

Mas e a seleção? Se o cara fosse realmente bom – bom mesmo, craque -, ele não estaria na China, né? Algum Barcelona, Manchester, PSG ou Milan o compraria, ou estou errado? E qual a certeza de que um atleta que hoje foi convocado para a seleção amanhã seja de novo? Vamos lembrar que a Copa é só daqui dois anos.

Jadson e Renato Augusto, do Corinthians, recentemente aceitaram atravessar o mundo para jogar no futebol chinês. De lá, tentam a contratação também de Ralf e Gil. E um time turco ainda quer o goleiro Cássio. E aqui só falamos do Corinthians, heim. 

Alexandre Pato também foi procurado pelo futebol chinês. Disse não. Seu sonho, como há muito tempo ele diz, é voltar para algum país da Europa e para a seleção. São escolhas próprias, que frustraram um Corinthians que pretendia vendê-lo.

Em sua despedida, Renato Augusto disse que "tem horas em que não se pode dizer não". Se ele pensasse na seleção (vinha sendo titular), poderia muito bem falar 'não'. Sabe que agora corre o risco de perder a vaga na seleção de Dunga, mas as cifras falaram mais alto. E está errado? Queria eu que um clube chinês me chamasse pra jogar lá também....

Motivos para a torcida são-paulina acreditar – e desconfiar – na volta de Lugano

Motivos para a torcida são-paulina acreditar – e desconfiar – na volta de Lugano
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O zagueiro Lugano está de volta ao São Paulo. O jogador uruguaio, que ganhou quase tudo com a camisa tricolor entre 2003 e 2006, deixou o Cerro Portenõ e já anunciou seu retorno ao time do Morumbi. Deve assinar contrato até o final do ano.

Por sua raça e atuações, ganhou idolatria no clube paulista. Já fazia tempo que o São Paulo ventilava a sua volta, e a torcida sempre torceu pra isso (menos eu).

Mas será que o retorno de um ídolo vale mesmo a pena? Listamos aqui alguns motivos para desconfiar da volta de Lugano, e outros para acreditar que sua contratação pode dar certo:

PARA DESCONFIAR

- Zagueiro já está com 35 anos. Não é nenhum garoto e está longe de sua melhor forma física.

- O jogador ficou 10 meses sem jogar, por causa de ume lesão no joelho sofrido durante a Copa do Mundo, em 2014. Depois disso, foi defender o Hacken, da Suécia, até ir para o Cerro Porteño.

- Alguém se lembra das últimas atuações do atleta? Ele não foi nem convocado para defender a seleção uruguaia na Copa América, ano passado.

- Nome não ganha jogo. Lugano tem uma bela história no São Paulo, mas são outros tempos. Muitos torcedores esperam aquele zagueiro campeão mundial de 2005, mas já se passaram mais de 10 anos desde aquela conquista.

- Lugano é lento. O São Paulo vai precisar de um outro zagueiro mais ágil (ou jogar com três defensores) para que o sistema funcione.

PARA ACREDITAR

- Muito torcedor são-paulino gosta de falar que Lugano é melhor que qualquer zagueiro do elenco. “Até velho e cansado ele é melhor que esses aí”, dizem, referindo-se a Edson Silva ou Luiz Eduardo, por exemplo. O que realmente pode ser verdade.

- Mesmo fora de forma, Lugano traz experiência ao grupo, principalmente agora com a aposentadoria de Rogério Ceni.

- Ele é ídolo da torcida. Como dito antes, nome não ganha jogo e em muitos casos pode atrapalhar. Mas idolatria aliada à experiência é uma fórmula que pode até funcionar.

- É um jogador ‘de raça’. E tem gente no Morumbi que acredita que com ele outros atletas começarão a jogar melhor, como Ganso. É o estímulo que faltava ao grupo.

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