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Lances de Ganso confirmam: ele é o maior desperdício de talento no nosso futebol

Paulo Henrique Ganso vive de lampejos. Se transformasse apenas os momentos em que mostra o que faz com a bola em algo regular, seria um desses gênios do futebol.

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Habilidade ele tem, como mostrou no jogo do São Paulo contra o River Plate, nesta quinta-feira, pela Libertadores. Além de ter feito o gol no empate por 1 a 1, olha o drible que ele deu no rival argentino.

Não é para qualquer um. A calma no lance, mesmo com o adversário marcando forte e com falta, mostra que Ganso é diferenciado.

No começo do 2010, quando apareceu ao lado de Neymar no Santos, muita gente já pediu a dupla na Copa do Mundo da África do Sul. Dunga não os levou por achar que os dois ainda eram muito jovens – e eles tinham acabado de aparecer de vez no futebol. Neymar, como todos sabemos, vingou e está brilhando no Barcelona. Já Ganso continua como uma eterna promessa.

Eu já desisti de esperar algo mais do meia além de um ou outro lance. Tem jogo que ele vai bem, mas tem mais partidas que vai mal. Um jogador irregular que poderia estar muito mais em alta e em um grande clube da Europa se fizesse jogadas e gols como essas que separamos aqui em lances pelo São Paulo e Santos:

São lances inacreditáveis, mas que dá para resumi-los em poucas imagens. Um jogador como Ganso é um desses desperdícios do futebol. Tem mais bola para mostrar do que realmente mostra. E deixo a pergunta: vocês ainda acham que ele pode render aquilo que realmente todos esperam dele ou acreditam que o meia continuará vivendo de lances esporádicos?

#futebol 

10 razões para a queda de Marcelo Oliveira no Palmeiras

Marcelo Oliveira não resistiu a mais uma derrota no Palmeiras. O tropeço em casa para o uruguaio Nacional, na quarta-feira pela Libertadores, causou sua demissão.

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10 razões para a queda de Marcelo Oliveira no Palmeiras

A sua saída, no entanto, não foi surpresa nenhuma. A diretoria só esperava por mais um fracasso para oficializar a despedida. E a última derrota foi a gota d’água.

Claro que não é um tropeço que faz um treinador cair. Por isso listamos alguns fatos que culminaram com a sua saída. Você, torcedor do Palmeiras, concorda com essas razões?

CAMPANHA RUIM

O Palmeiras fez 53 partidas com Marcelo Oliveira, com 24 vitórias, 11 empates e 18 derrotas. Um aproveitamento de apenas 52,20%.

MANDANTE BONZINHO

A torcida não agüentava mais ir ao estádio e passar nervoso com o time. Só neste ano, o Palmeiras perdeu em casa para Linense, Ferroviária e Nacional-URU.

DESGASTE

Não fosse o título da Copa do Brasil, no ano passado, dificilmente Marcelo Oliveira começaria 2016 no Palmeiras. A má campanha no Brasileiro já tinha irritado diretoria e torcedores, mas ele conseguiu uma nova chance após conquistar a Copa do Brasil.

SEM REAÇÃO

O 4-2-3-1 foi um sistema insistente do treinador, um dos principais motivos para a bronca da torcida que via claramente que o time não conseguia jogar assim. “Gosto da forma que o time joga porque dá possibilidade de variação. É produtiva, desde que cumpramos as funções. E temos força para reagir”, chegou a dizer Oliveira. Obviamente, o time não reagiu.

SEM MEIO-CAMPO

Era nítido que o Palmeiras não conseguia trocar bolas no meio, para fazer a bola chegar ao ataque. O time sempre insistia nos lançamentos, na bola aérea. Neste último jogo, mesmo com um jogador a mais, abusou dos chuveirinhos.

MAU-RELACIONAMENTO

Todo mundo sabe que um treinador não deve queimar jogadores. E foi o que ele fez com Leandro Almeida. Oliveira chegou a criticar publicamente o zagueiro por um tropeço do time. E o fato fez o time se virar contra o comandante.

DEFESA FRACA

Leandro Almeida realmente falhou em alguns jogos, mas o treinador não conseguia de jeito nenhum arrumar a zaga. A esperança era que o setor melhorasse com Edu Dracena, mas o jogador logo se machucou.

AS MESMAS DESCULPAS

Desculpas esfarrapadas já não colavam mais. Oliveira chegou a dizer que não teve muito tempo para treinar, que o time ainda não estava pronto (mesmo com a base de 2015) ou que não deu ‘encaixe’ em campo. Arrumava desculpas para o ruim desempenho da equipe nos jogos.

MUDANÇAS MANJADAS

Trocar um atacante por outro nem sempre significa mudar. Engessado no esquema que falamos anteriormente, Oliveira não conseguia dar fôlego pro time no meio do jogo. Nesta última partida, deveria ter feito alterações já no intervalo, mas não mudou nada. E as substituições depois foram as de sempre.

INSTABILIDADE

Desafio um torcedor palmeirense a falar dois jogos seguidos que o time jogou bem. O time era bastante desequilibrado. Quando a torcida achava que as coisas iriam melhorar, vinha uma nova derrota. Deu no que deu.

#futebol #palmeiras

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