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Wendell Lira faz história com gol mais bonito. E Messi segue sua hegemonia

Quem é Wendell Lira? O mundo conheceu esse brasileiro antes mesmo que o Brasil. O atacante do Vila Nova conseguiu um feito que Neymar havia alcançado em 2011, com o prêmio Puskas pelo gol mais bonito de 2015.

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Assistindo ao Globo Esporte poucas horas antes da premiação, Wendell dizia que queria aproveitar a viagem ao máximo, principalmente tietando todos os grandes jogadores que lá estariam. O atacante goiano, de 26 anos, superou os favoritos Messe e Florenzi e ganhou pelo gol anotado quando atuava pelo Goianésia. Um voleio perfeito, como podemos ver no vídeo abaixo.

A votação do gol mais bonito foi aberta ao público. Foram mais de 1,6 milhão de votos no total sendo que Wendel ficou com 46,7% deles; Messi, o segundo, ficou com 33,3%. Será que os brasileiros votaram com força total? Provavelmente sim. Havia uma forte campanha nas redes sociais a favor do desconhecido jogador, que fez questão de tirar uma foto com Kaká.

Wendell Lira faz história com gol mais bonito. E Messi segue sua hegemonia

Mas, sejamos sinceros, isso é o que pouco interessa. Wendell Lira fez história e ganhou um merecido prêmio no evento na Suíça. Foi ou não um golaço? Com certeza agora ele começará a ser mais conhecido aqui no País.

A outra expectativa dos brasileiros era que Neymar ganhasse como melhor do mundo. Mas ainda não foi desta vez. E justamente.

Se perdeu o prêmio Puskas, Lionel Messi fez valer o favoritismo na categoria melhor jogador de 2015, à frente de Cristiano Ronaldo e Neymar.

Foi o quinto prêmio do argentino, que nos dois últimos anos viu Cristiano Ronaldo ser premiado. Neymar ainda terá a sua chance. Em 2007, Kaká foi o último brasileiro a receber tal conquista. Aliás, foi a última vez que um jogador ganhou antes que Messi e Cristiano dominassem a premiação.

Neymar ainda tem muito chão pela frente e com certeza estará entre os finalistas no próximo ano, caso continue com as mesmas atuações que vem tendo. Seu problema é estar jogando na mesma época que outros dois fenômenos. Messi dificilmente terá uma queda de rendimento em 2016. Mas, uma hora, essa hegemonia argentina/portuguesa irá acabar. E o Brasil voltará ao topo.

SELEÇÃO

A seleção da Fifa também contou com brasileiros. Quatro no total. A escolha do time foi a seguinte: Neuer, Daniel Alves, Thiago Silva, Sergio Ramos, Marcelo, Iniesta, Pogba, Modric, Messi, Neymar e Cristiano Ronaldo. Luis Henrique foi o melhor treinador de 2015.

O dia em que marquei um gol no goleiro Marcos

O dia em que marquei um gol no goleiro Marcos
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Era dezembro de 2012.

O goleiro Marcos, do Palmeiras, se preparava para sua despedida dos gramados, no jogo-festa que seria disputado dia 12/12/12, referência ao número de sua camisa.

Era seu último treino, uma atividade repleta de jornalistas. Eu e mais umas dezenas de profissionais da imprensa. E Marcos numa brincadeira com crianças que foram convidadas para o dia: elas batiam pênalti e o goleiro pegava ou deixava a bola entrar.

Eis que um colega brinca, ao lado da trave e no ouvido de Marcos: ‘quero ver pegar as nossas cobranças’. E não é que ele aceitou!

Marcos era um desses jogadores que ele mesmo dizia ‘peça rara’. “Vocês estão ferrados quando eu aposentar, agora só vão ouvir aquele discurso padrão ‘graças a Deus ganhamos’ e ‘perdemos porque infelizmente não deu’, dizia ele para os jornalistas, caindo na risada. Mas dizia sério, pois sabia que ele era um dos poucos atletas que davam uma entrevista sincera, falava o que tinha de ser dito, fugia da mesmice.

Por ter sido setorista do Palmeiras (aquele que acompanha um time diariamente), estive no clube por mais de cinco anos. Acompanhei de perto o final da carreira deste que é o melhor goleiro que vi atuar. E brincava sempre, com o assessor de imprensa: ‘Faz uma competição de pênaltis entre o Marcos e os jornalistas. Quem fizer mais gol ganha uma entrevista dele’. Claro que isso nunca aconteceu.

Mas o pênalti que sempre pensei em bater realmente veio naquele fim de ano de 2012. Marcos topou a brincadeira e a fila de jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas se formou. Homens e mulheres.

Alguns palmeirenses confessaram depois que erraram o pênalti de propósito. Queriam ter uma cobrança defendida por Marcos. Eu não, queria marcar o meu.

Por mais brincadeira que fosse, as pernas tremeram na hora de bater na bola. Marcos cresceu umas três vezes de tamanho, o espaço entre as traves diminuiu. Bati alto, colocado, vi o goleiro encostar na bola e ela cair dentro do gol.

Sei que se fosse sério Marcos defenderia o pênalti. Mas já valeu o momento ter visto ele se esticar e não conseguir a defesa. E só faltou uma coisa daquele dia: uma foto que registrasse o momento. Fica a lembrança, ao menos.

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