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Turistando em Montevidéu: impressões boas e ruins da capital uruguaia

DaniBoy
há um ano14 visualizações

Sempre quis conhecer Montevidéu, a capital uruguaia. Já tinha ouvido falar bem e mal da cidade, e por causa disso resolvi nos últimos anos conhecer outras capitais da América do Sul: a argentina Buenos Aires e a chilena Santiago. Desta vez me rendi a ela.

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Em uma viagem de casal por 5 dias, me encantei com algumas coisas (a boa comida, por exemplo) e me decepcionei com outras (quase tudo muito caro). E aqui vão algumas impressões do que vi por lá:

PREÇO

Já tinham me falado antes: Montevidéu é uma cidade cara. Claro que culpa disso é o nosso real, desvalorizado em relação a muitas outras moedas. Comprar roupa não vale a pena, a não ser que você queira gastar para adquirir um modelo diferente do que encontramos no Brasil. Quer comer barato: vá nos tradicionais fast-foods que os valores serão iguais aqui.

Um café não sai por menos de 7 reais em qualquer cafeteria/lanchonete. Um bom prato sai na média de 50 reais (só a comida). Mas é possível encontrar menus completos (normalmente uma bebida, o prato principal e sobremesa) por 40 reais (pode ser bom pode ser ruim, depende muito do gosto e da sorte do cliente). Refrigerante, suco, água e cerveja costuma ser carinho em restaurantes e, caso esteja em um casal, vale a pena apostar numa garrafa de vinho. Será um ótimo custo-benefício.

Dica 1: pague os restaurantes com cartão, pois isso te dará um desconto de 18% no IVA.

Dica 2: compre vinhos no supermercado, os preços costumam valer a pena.

Turistando em Montevidéu: impressões boas e ruins da capital uruguaia

No supermercado, a cerveja tem quase o mesmo valor que uma água, quase 4 reais 

COMIDA

Come-se bem. Muito bem. A variedade de carnes é grande e boa. Você vai voltar com uns quilinhos extras da viagem. Vá em qualquer restaurante e pergunte qual é o prato tradicional: será a carne. Normalmente o ‘assado de tiras’. Mas coma o baby beef, o ojo de bife, a picanha... Quer chutar o balde? Vá na parrilada, o churrascão deles que vem completo (carnes, miúdos, linguiças). Como todo lugar do mundo, tem restaurantes bons e ruins: você pode entrar em um e dar azar (aconteceu comigo em um almoço). Mas, no geral, você ficará satisfeito com qualquer refeição. Para adocicar a vida (e engordar mais um pouco), vá no doce de leite. Tem também uma ampla carta de alfajor para quem gosta.

Turistando em Montevidéu: impressões boas e ruins da capital uruguaia

Os pratos do restaurante Francis, um dos melhores (e caros) da cidade: cada garfada justifica o alto valor.

TRANSPORTE

Essa era a minha maior preocupação antes. Normalmente gosto de fazer muita coisa a pé, até para conhecer a cidade melhor. E gosto de andar de metrô, que costuma ser o meio de transporte mais fácil e barato na maioria das cidades que já conheci. Montevidéu não tem metrô, e andar de ônibus é sempre mais complicado (afinal, nunca encontramos informações e mapas das linhas e paradas). Mesmo assim, andamos muito de ônibus, sempre vendo o caminho dele em um mapa da cidade. Vá por mim: o mapa será seu melhor amigo. E não tenha vergonha: pergunte sempre no hotel e nos pontos qual é o ônibus que você precisa pegar. Ah, e dá para fazer muita coisa a pé. E pegar o táxi também é uma opção viável e até barata. Uma outra dica: lá tem uber e é mais barato que pegar um táxi. Um detalhe importante para quem for se aventurar nos ônibus: os motoristas (todos os que vimos, ao menos) são carrancudos e mal esperam você entrar no veículo antes de sair (cuidado para não cair ou não conseguir entrar).

MACONHA

A erva é legalizada na capital uruguaia, mas apenas para os locais. Por causa disso, achei que iria encontrar um monte de gente fumando na rua. Mas não: é mais fácil encontrar alguém com um baseado na mão na sua cidade aqui no Brasil do que lá. E também vi poucas lojas especializadas na danada.

Turistando em Montevidéu: impressões boas e ruins da capital uruguaia

PASSEIOS

Montevidéu não é uma cidade repleta de passeios ao seu dispor. Ir à ‘ciudad vieja’ é obrigação, principalmente ao Mercado Del Puerto, onde a variedade de restaurantes é grande e você não irá se decepcionar. Passear pelas ramblas (a ‘orla’ deles) também é legal, desde que o frio não esteja gritante – não será nada legal andar ao lado do Rio da Prata com um vento congelante.

O bairro de Carrasco (perto do aeroporto) também vale a pena ser conhecido. É o local dos ricos, com o hotel mais caro (Sofitel) e seu grande cassino. É bem gostoso caminhar pelas rua principal repleta de lojas e restaurantes.

No mapa da cidade você encontrará vários museus, principalmente no centro e a cidade velha, mas na maioria você nem precisa se preocupar em ir (aliás, diria que museu não é o forte dos uruguaios mesmos). O que vale é pegar a estrada: Punta del Este fica a cerca de duas horas da capital e é interessante um bate-volta para conhecer a cidade dos ricos e milionários. Fora de época (é no verão que o ‘bicho pega’ lá), Punta é quase uma cidade fantasma, mas vale a pena mesmo assim. Tem ainda a boa viagem para Colonia de Sacramento e também para alguma vinícola. A Bodega Bouza é a mais recomendada por causa da distância (cerca de 30min de táxi), mas bastante cara. Se você estiver querendo economizar, já aviso: não faça nenhum desses três passeios e fique apenas na capital.

E para quem gosta de futebol, é mais que recomendado uma ida ao famoso Estádio Centenário, um dos palcos da primeira Copa do Mundo, em 1930, e que conta com um museu bacana.

Turistando em Montevidéu: impressões boas e ruins da capital uruguaia

Passeio na Bodega Bauza: vale a pena se estiver com dinheiro e for fazer ao menos a degustação: apenas a entrada para ver os campos de uva e ouvir uma breve explicação custa cerca de R$ 50 e não recomendo (com a degustação de 4 vinhos e uma tábua de frios esse valor dobra). Tem ainda um restaurante (caro, obviamente) que dizem valer super a pena.

Turistando em Montevidéu: impressões boas e ruins da capital uruguaia

Estádio Centenário: para quem gosta de futebol, é super recomendado.

CIDADE VELHA

Antes de comprar a passagem para Montevidéu, perguntei aos amigos se lá era um bom destino turístico. Muitos responderam: é uma cidade com poucas coisas para fazer, para ir sem pretensões, sem muito agito. Uma ‘cidade velha’, disseram. Concordo. Uma cidade para velhos, eu diria. Você quase não vê crianças na rua, aliás, mas não sei se é culpa do frio ou não (ou se dei azar de não vê-los tanto). É uma cidade calma, sem muito trânsito e que parece estar sempre em paz. Segundo o funcionário do hotel, você pode caminhar tranquilamente à pé durante dia e noite sem correr o risco de ser assaltado, a não ser no centro e na ‘ciudad vieja’ durante a noite. Nem arrisquei.

Turistando em Montevidéu: impressões boas e ruins da capital uruguaia

Um centro vazio: cena comum na capital uruguaia

MATE

Isso me impressionou: se tem uma coisa que os uruguaios gostam é o tal do mate. Já sabia que todos eles tomam essa tal bebida quente, mas não imaginava encontrar em todo lugar. Os locais estão sempre com a cuia e a garrafa térmica em mãos (ou em bolsas especiais). Em qualquer lugar você acha os acessórios para comprar. É tão comum que é preciso até um aviso no ônibus proibindo a tradição: para ninguém correr o risco de se queimar com a água quente. 

Turistando em Montevidéu: impressões boas e ruins da capital uruguaia

O recado foi dado dentro do ônibus

VALE A PENA?

Sim, valeu a pena ter feito essa viagem. Para quem gosta de tranqüilidade, caminhar por ruas calmas e conhecer bons restaurantes, pode ir com a garantia de Montevidéu ser um bom destino. Eu voltaria? Não seria minha primeira opção caso tenha de viajar novamente para alguma país da América do Sul. Ainda prefiro Buenos Aires e Santiago.

Turistando em Montevidéu: impressões boas e ruins da capital uruguaia

A paisagem da cidade é bonita, principalmente nas ramblas com a vista para o rio.

#viagem #turismo #uruguai #montevideu

A Holanda também tem a sua 'Veneza'. Conheça!

DaniBoy
há um ano11 visualizações

A paisagem é deslumbrante. Casinhas que remetem ao século 18, apenas 2600 habitantes e uma curiosidade bem particular: é proibido carros nesta cidadezinha da Holanda.

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A Holanda também tem a sua 'Veneza'. Conheça!

No vilarejo de Giethroon não tem estradas nem ruas, e ela é formada por 7 km de canais. É sobre as águas que a população se locomove, ou então a pé ou de bicicleta: são cerca de 180 pontes espalhadas pelo local.

O chão é macio demais para as ruas serem construídas. Por causa da variedade de gôndolas, barcos a remo e até motorizado, o lugar foi apelidado de ‘Veneza dos Países Baixos’. Obviamente não recebe o mesmo número de turistas da cidade italiana, mas tem lá seus diversos encantos.

Você pode chamá-la de bucólica, romântica ou charmosa. Giethroon fica a pouco mais de uma hora de Amsterdã, e quem resolve visitá-la precisa deixar o carro nas redondezas da cidade. Chegando lá, você pode alugar um barquinho para dirigir ou com um guia. Mesmo no inverno o local é lindo: o rio congela e muita gente aproveita para andar de patins.

A Holanda também tem a sua 'Veneza'. Conheça!
A Holanda também tem a sua 'Veneza'. Conheça!
A Holanda também tem a sua 'Veneza'. Conheça!
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#turismo

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