MUNDO

Metrô

Yazar

Lisbeth lembrava-se perfeitamente daquele incidente no metrô.

Ela estava voltando para casa da sua família adotiva temporária em Hägersten. Na estação Rådmansgatan, um homem que ela nunca vira mais gordo subira no trem e pusera-se imediatamente a espreitá-la. Quando o vagão ficou meio vazio, sentou-se ao lado dela e começou a assediá-la. Pusera a mão em seu joelho e tentara iniciar um papo do tipo: “Eu te dou 200 se você for até a minha casa.” Como ela o ignorasse e não respondesse, ele foi ficando mais insistente e a chamara de vadia.

O metrô estava chegando a Gamla Stan quando ele a abraçou por trás e enfiou as mãos debaixo de sua blusa, cochichando em seu ouvido que ela era uma puta. Lisbeth Salander não gostava de ser chamada de puta por perfeitos desconhecidos dentro do metrô. Ela respondeu com uma cotovelada no olho, então se segurou com firmeza numa barra de ferro e lhe enfiou o salto na base do nariz. O cara sangrou abundantemente.

—A Menina Que Brincava Com Fogo, Stieg Larsson

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