RESENHAS CRÍTICAS
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“IGREJA PERMITIU ABUSO DE PADRES POR ANOS”

Davi Benseman
há 3 meses3 visualizações

Boston, MA – 1976: dentro de uma delegacia de policia, o prefácio da narrativa abre com a conversa entre dois policiais, comentando o estado das vítimas recém-chegadas à delegacia, a conversa indica o envolvimento de um padre que estava a “ajudar” dois garotinhos, filhos de uma mãe divorciada, o policial novato ao ouvir e presumir o eufemismo de seu parceiro, expressa asco. Entrando com certa pressa na delegacia, Dr. Burke é cumprimentado pelo chefe de polícia como se já o conhecesse de outras ocasiões, o assessor pergunta se alguma imprensa compareceu à delegacia, o chefe de policia nega, dizendo que chegou a dispensar um jornalista, o promotor segue para a sala de vizitas afirmando que “é melhor que continue assim”. Assim que Burke deixa a recepção da delegacia, o novato afirma que será difícil esconder a queixa das vítimas da mídia e dos jornais, o chefe policial responde em tom jocoso “que queixa?”. Por ultimo, vemos através de uma persiana o Padre Geoghan, rezando; seguido do mesmo, indo embora de carro com aquele que consolava a mãe momentos antes: o próprio Bispo.

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Assistido uma única vez, este prefácio quase nos passa batido ao imagetificar de forma magistral o estopim para o decorrer da narrativa, o infortuno caso de pedofilia e abuso moral praticado pelo padre Geoghan em 1976 é o marco polo para identificarmos toda a sua patologia, não só psicológica, mas estrutural no que diz à maior estrutura religiosa existente. Pelo contexto mais realista e sóbrio, a cena não nos deixa claro se aquele fora o primeiro caso de abuso moral por Geoghan, a dúvida vem nos assolar ao ouvirmos os dizeres do Bispo, na sala de espera da delegacia, que conforta a mãe das vítimas dizendo que irá afastar o Padre da paróquia onde frequenta, e que aquilo nunca mais irá acontecer. BULLSHIT.

Boston, julho de 2001: é o primeiro dia de trabalho para o novo editor-chefe do jornal Globe, Marty Baron, que reúne editores do jornal para discutir as pautas semanais. Após algumas apresentações ao novo chefe, Baron indaga interesse na coluna que leu final semana passado, sobre o Caso Geoghan, perguntando sobre o seu proceder de investigações e pesquisas (suíte). Respondem-no que não há mais investigações, era apenas uma coluna; Baron justifica: “Parece que esse padre molestou crianças em seis paróquias nos últimos 30 anos”. Alertam Baron, retrucando que aprofundar uma pesquisa maior, envolveria arquivos sigilosos da igreja e que isso será visto como um processo, uma acusação à igreja. (daí o Baron faz uma cara de foda-se) Baron insiste que essa matéria lhe parece essencial para aquela cidade.

Todos parecem acatar. Eles encerram a reunião um pouco atordoados com a polêmica, mas algo estava claro: Haveria uma pauta especial e aprofundada sobre o Caso Geoghan.

É quando Baron chama Robby e Ben para explicar como foi a investigação para o caso Geoghan; Ben diz que tiveram que seguir certos limites judiciários para não invadir a privacidade da igreja, e então Baron pede a Robby para que ele cubra essa reportagem com sua equipe Spotlight, mesmo que Robby hesite num primeiro momento, ele aceita cordialmente ao pedido do editor-chefe. A pauta então decidida é designada à Spotlight.

A equipe de investigação jornalística do Globe, Spotlight, passa trabalhar no caso, realizando entrevistas com vítimas molestadas, conversando com advogados de padres pedófilos; consultando um psicólogo especializado, eles descobrem que aquele comportamento (behavior) pedófilo e/ou homossexual em comum com alguns padres e pastores era na verdade um fenômeno que representaria 6% de todos os membros cartesianos. Enquanto isso, é descoberto que mais de 80 padres foram inocentados, com a ajuda de advogados criminosos como MacLeish, então Robby e sua equipe notaram logo que existia uma estrutura que acobertava e protegia, que subornava famílias de crianças molestadas, e assim tudo era silenciado.

Com persistência e aprofundamento, a pauta toma outro objetivo, mira em outro alvo, o sistema, é ele quem deve ser denunciado, e sustentar esse tiro com os nomes de cada um deles, seu número de vítimas, quantas vezes se safou de ser preso, de sujar a imagem santa igreja.

A pauta sobre: alguns padres pedófilos, muda para: o sistema e sua forma de acobertar todos os padres pedófilos.

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davi.benseman
muita coisa