Textos de amor
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Um brinde à pessoa que eu mais amei

deoutromundo
há 2 meses3 visualizações

Venha, se junte ao banquete
Um brinde a você.

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Venha, se junte ao banquete
Por tudo que já passamos.
Um brinde a você

Um brinde a você,
Que prendeu meu cabelo em um rabo
Quando eu vomitei bêbada ou chorei abafado.

Se junte ao banquete por ter me aguentado
Quando comida era pesadelo e eu falava que já tinha jantado.

Aproveite o banquete
Por não ter me abandonado
Quando usufruiram do meu corpo
E logo me deixaram de lado.

Por ter me ensinado
A não aceitar estranhos em nossa casa,
Por ter medo quando eu me apaixono,
Um brinde bem dado.

Aceite esse banquete como um perdão
Pelas vezes que você quis me expulsar.
Não te julgo por sempre usar a emoção,
Mas agora eu finalmente quero aqui ficar.

Querida menina do espelho,
Um brinde a você.
Aproveite o banquete.
(Nosso tempo de inimizade acabou)

ESSE TEXTO NÃO É SOBRE A QUINTAFUNK

Esse texto é sobre o que veio depois dela. É sobre você ter lembrado da vez que a gente pegou um uber depois da SParte e sobre a luz do sol.
Entramos no táxi quando ainda estava escuro. Só saímos dele quando tinha ficado claro. Nesse meio tempo, tudo mudou.
Foi a primeira vez que eu encaixei a minha cabeça no seu pescoço e que você fez carinho na minha mão. A luz do sol trouxe com ela algumas observações, e foi bem naquele táxi que as coisas se esclareceram: eu sabia que a partir daquele momento a nossa relação não era mais só física.
Tudo estava em paz, o que é absurdamente incomum para um horário de pico em São Paulo. Os carros pareciam não fazer tanto barulho, a música ruim que o taxista colocou não parecia mais tão ruim e você não parecia mais apenas uma pessoa que eu conheci havia poucas semanas.
Você se encostou em mim procurando conforto e parecia estar tirando uma soneca. Eu fechei meus olhos também, mas não consegui dormir. As borboletas do meu estômago tinham subido para o meu cérebro e estavam voando por lá a 120 km/hora. Pensei que eu não sabia o que seria de nós agora, já que a partir dali eu nunca mais conseguiria te olhar na aula e não sentir nada. Não conseguiria passar reto por você nos corredores. Nós tínhamos estabelecido uma conexão. Se iríamos alimentá-la ou não só dependia de nós, e isso foi o que me tranquilizou e estressou por muito tempo.

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