MasterChef
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
MasterChef
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
MasterChef
ic-spinner
Todo mundo tem uma história para contar
Encontre as melhores histórias para ler e autores para seguir. Inspire-se e comece a escrever grandes histórias sozinho(a) ou com seus amigos. Compartilhe e deixe o mundo conhecê-las.

MasterChef: A segurança do cozinheiro

MasterChef: A segurança do cozinheiro
Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸

“Será que sei mesmo cozinhar?”, disse Mirna em um dos episódios mais lacrimosos de toda a história do MasterChef Brasil, exibido na noite de terça (26). A cozinheira tem grande experiência no Maní, um dos mais badalados restaurantes de São Paulo, e mesmo assim duvidou de suas capacidades depois de ouvir críticas negativas a sua performance ao cozinhar língua de gado. Como em toda atividade criativa, a segurança tem grande impacto no psicológico do cozinheiro e foi crucial no destino de Guilherme, o eliminado da semana. Falaremos disso mais adiante no texto.

Lubyanca também foi vitimada pela pressão da competição. No leilão de tempo para arrematar qual corte de carne seria a estrela de seu prato, ela se confundiu com a dinâmica e investiu mais tempo do que planejava para levar o prime rib. Felizmente conseguiu dar conta, foi mediana e sobrevive na disputa.

No dia a dia da cozinha, não existem as mesmas cobranças esdrúxulas que são apresentadas no reality, porém todo cozinheiro precisa se preparar para atuar sob pressão. Muitos imprevistos podem acontecer (e frequentemente acontecem) para cobrar jogo de cintura do profissional. Nesses momentos, a segurança é um poderosa aliada. Quando em dúvida, devemos relembrar as bases e ouvir a intuição.

MasterChef: A segurança do cozinheiro

Agora o caso sério de Guilherme com a segurança gastronômica. Na primeira prova, teimou que seu prato estava saboroso, apesar de não encontrar eco no retorno de nenhum jurado. Não é a primeira vez que algum candidato culpa a subjetividade, normalmente sem razão. No tira-teima opinativo, quem decide são os jurados e Guilherme foi encaminhado na prova de eliminação.

Depois do leilão de carnes, o paulistano teve de cozinhar fígado bovino e optou por apresentar dois pratos: um patê e um PF. Até aí tudo bem, não fosse o ponto extremamente malpassado da carne na segunda preparação. O cozinheiro se defendeu alegando que ele gosta de comer fígado assim, com o interior quase cru. Problema dele! Gastronomia tem margem para interpretação, como o caso de Monique e o sal na carne, mas existem cânones a serem respeitados. Um dos princípios é não servir fígado malpassado, a não ser que assim seja requisitado pelo cliente. Não há espaço para a segurança do cozinheiro nesse assunto.

Cozinhar é um ato de amor... aos ingredientes e a quem irá consumi-los. Impor a vontade pessoal do chef é possível e pode até trazer resultados positivos, mas não em uma prova de eliminação.

MasterChef: Tempo e postura (ou "Vamos ouvir Ravi, galere!")

MasterChef: Tempo e postura (ou "Vamos ouvir Ravi, galere!")
Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸

Encostar o umbigo no fogão e preparar uma comida saborosa é apenas uma das habilidades desejadas em um cozinheiro. Na prova em grupo do terceiro episódio de MasterChef Profissionais ficou claro que a postura de um cozinheiro conta muito. Os doze participantes se uniram para servir um almoço de quatro pratos para 250 convidados, mas decisões infelizes atrapalharam o serviço.

A desorganização se deu por falta de cuidado nos quesitos tempo e planejamento, evidenciado na dupla de pratos principais. O primeiro era um peixe no vapor com gratin de tubérculos, mas os participantes liderados por Mirna não pesaram o total de proteína para calcular o tamanho da porção, um obstáculo superado rapidamente após dica de Fogaça. Para completar, só depois dos vegetais laminados é que se deram conta de que não havia parmesão ou outro queijo duro na dispensa. Foram salvos pelo cream cheese.

MasterChef: Tempo e postura (ou "Vamos ouvir Ravi, galere!")

No caso da carne, a larga experiência de Francisco se confundiu com empáfia. Ele garantiu em diversas oportunidades de que seria possível limpar, preparar e servir 250 porções de carré, apesar das preocupações expressas por Ravi. Quando as coisas apertaram, o veterano cedeu e alterou o plano: servir apenas um pedaço com osso acompanhado por um pedaço de lombo. Mesmo assim, no final muitos pratos seguiram para o salão (e para os chef jurados) sem carré - e com o lombo mal-pasado demais.

Francisco conseguiu até agora fazer suas ideias serem aceitas por causa de sua postura séria e seu tempo de cozinha. No outro extremo está Ravi, que não consegue imprimir credibilidade e vê suas ideias serem descartadas, só para depois serem percebidas como boas soluções. Esse expediente iria se repetir nas sobremesas, quando o chef paranaense expressou sua oposição em assar as frutas vermelhas que seriam servidas com creme. Não fosse a intervenção dos jurados, Ravi seria novamente ignorado e o resultado final seria comprometido - a sobremesa foi o prato mais elogiado.

Na prova eliminatória, com frutos do mar como tema, a síndrome de Cassandra que assola Ravi se manifestou mais uma vez. A vítima foi William, que não deu ouvidos ao amigo e serviu um camarão com cabeça e sem limpar as entranhas. O castigo veio na forma de eliminação.

MasterChef: Tempo e postura (ou "Vamos ouvir Ravi, galere!")

É ponto pacífico que Ravi precisa rever sua postura como cozinheiro, mas também é primordial os competidores não se permitam serem influenciados pela imagem de segurança de Francisco. Deixemos essa questão marinar para os próximos episódios.

Você leu a pasta de história
Story cover
escrita por
Writer avatar
diego.edu
Chef de cozinha e crítico de cinema nas horas vagas. E vice versa.