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MasterChef: Pablo, vamos fritar esse preconceito?

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Apesar de ser um reality culinário, MasterChef é mais do que apenas um programa sobre gastronomia. No segundo episódio da temporada atual, exibido em 12 de setembro, foi possível tirar uma lição sobre preconceito elitista.

Tudo começou quando o competidor Pablo expressou certa preocupação durante seu depoimento. Ele disse que uma prova que tinha frango como protagonista seria uma chance para cozinheiros menos tarimbados não sentiram tanta dificuldade diante de adversários mais competentes. A problematização foi impulsionada diante da prova eliminatória, na qual cada cozinheiro tinha de destrinchar um frango inteiro para depois preparar um prato com a proteína.

Frango realmente não é dos ingredientes mais complexos da gastronomia. Exatamente por isso serve como bom parâmetro para mensurar a perícia de um cozinheiro, como foi registrado no episódio do reality.

A grande vencedora da prova foi Irina, que apostou nos sabores típicos do Nordeste. Antes disso, saiu-se muito bem na etapa técnica da competição e separou com perfeição os dez cortes de frango requisitados. Irina explicou que praticou muito essa tarefa em sua vida pessoal, pois frango foi uma constante no cardápio de sua família, de origem humilde.

E Pablo? Ele foi quase eliminado por ter servido um prato de peito de frango ressecado, sem a companhia de um molho. Só foi salvo porque Berta foi pior, pesando a mão no gengibre. Talvez com proteínas mais exóticas Pablo se desse melhor, mas antes precisa checar suas bases para não falar mais besteiras.’

MasterChef sobe o nível

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No ano passado, quando a Band lançou a primeira edição do MasterChef disputada por profissionais de gastronomia, provavelmente não se esperava competidores tão experientes. Por isso, em sua segunda temporada nesses moldes, o reality mostrou um novo nível de exigência dos participantes.

Em seu primeiro episódio, o programa trouxe três provas em categorias distintas. Para começar, metade dos candidatos foi desafiada a fazer uma releitura da clássica e brasileiríssima feijoada. Depois, a outra metade fez uma prova de técnica com meio leitão e a missão de preparar um prato com ao menos dois cortes da proteína. Para terminar, os piores classificados nas etapas anteriores seguiram para uma prova de serviço, em um jantar para trinta clientes.

Só pelo início da temporada e o teaser do próximo capítulo foi notável que o programa se atentou ao nível dos competidores, e suas fraquezas. Depois da prova do leitão, na próxima semana será a vez de executar cortes de frango. A tática é inteligente, pois na temporada passada ficou claro que as habilidades de açougueiro é o ponto fraco de muitos dos cozinheiros na contenda.

Ainda com muitos personagens, não dá para se aprofundar nas características pessoais de cada um. Assim, o episódio elencou alguns personagens que dão pistas do que esperar: o irritante bilinguismo de Luby, o jeito desleixado de Ravi e talvez uma intromissão no trabalho alheio por Francisco.

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Fora esses, houve apenas aprofundamento em Bárbara, a última eliminada do capítulo. Com 21 anos de idade, ela tem menos tempo no planeta Terra do que muitos concorrentes têm de cozinha. Isso ficou evidente nas escolhas feitas por ela e em uma ânsia de chamar a atenção.

Na primeira prova, a chef quis esbanjar conceito com um prato fine dinning inspirado na feijoada, mas que não tinha sequer carne suficiente para que cada jurado desse uma garfada digna. Na prova de serviço, cujo objetivo final era não ser o pior, ela se atirou em preparações desafiadoras, mas o tiro saiu pela culatra. Era melhor ficar invisível, como fizeram Luby e Guilherme.

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diego.edu
Chef de cozinha e crítico de cinema nas horas vagas. E vice versa.