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MasterChef: Tempo e postura (ou "Vamos ouvir Ravi, galere!")

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Encostar o umbigo no fogão e preparar uma comida saborosa é apenas uma das habilidades desejadas em um cozinheiro. Na prova em grupo do terceiro episódio de MasterChef Profissionais ficou claro que a postura de um cozinheiro conta muito. Os doze participantes se uniram para servir um almoço de quatro pratos para 250 convidados, mas decisões infelizes atrapalharam o serviço.

A desorganização se deu por falta de cuidado nos quesitos tempo e planejamento, evidenciado na dupla de pratos principais. O primeiro era um peixe no vapor com gratin de tubérculos, mas os participantes liderados por Mirna não pesaram o total de proteína para calcular o tamanho da porção, um obstáculo superado rapidamente após dica de Fogaça. Para completar, só depois dos vegetais laminados é que se deram conta de que não havia parmesão ou outro queijo duro na dispensa. Foram salvos pelo cream cheese.

MasterChef: Tempo e postura (ou "Vamos ouvir Ravi, galere!")

No caso da carne, a larga experiência de Francisco se confundiu com empáfia. Ele garantiu em diversas oportunidades de que seria possível limpar, preparar e servir 250 porções de carré, apesar das preocupações expressas por Ravi. Quando as coisas apertaram, o veterano cedeu e alterou o plano: servir apenas um pedaço com osso acompanhado por um pedaço de lombo. Mesmo assim, no final muitos pratos seguiram para o salão (e para os chef jurados) sem carré - e com o lombo mal-pasado demais.

Francisco conseguiu até agora fazer suas ideias serem aceitas por causa de sua postura séria e seu tempo de cozinha. No outro extremo está Ravi, que não consegue imprimir credibilidade e vê suas ideias serem descartadas, só para depois serem percebidas como boas soluções. Esse expediente iria se repetir nas sobremesas, quando o chef paranaense expressou sua oposição em assar as frutas vermelhas que seriam servidas com creme. Não fosse a intervenção dos jurados, Ravi seria novamente ignorado e o resultado final seria comprometido - a sobremesa foi o prato mais elogiado.

Na prova eliminatória, com frutos do mar como tema, a síndrome de Cassandra que assola Ravi se manifestou mais uma vez. A vítima foi William, que não deu ouvidos ao amigo e serviu um camarão com cabeça e sem limpar as entranhas. O castigo veio na forma de eliminação.

MasterChef: Tempo e postura (ou "Vamos ouvir Ravi, galere!")

É ponto pacífico que Ravi precisa rever sua postura como cozinheiro, mas também é primordial os competidores não se permitam serem influenciados pela imagem de segurança de Francisco. Deixemos essa questão marinar para os próximos episódios.

MasterChef: Pablo, vamos fritar esse preconceito?

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Apesar de ser um reality culinário, MasterChef é mais do que apenas um programa sobre gastronomia. No segundo episódio da temporada atual, exibido em 12 de setembro, foi possível tirar uma lição sobre preconceito elitista.

Tudo começou quando o competidor Pablo expressou certa preocupação durante seu depoimento. Ele disse que uma prova que tinha frango como protagonista seria uma chance para cozinheiros menos tarimbados não sentiram tanta dificuldade diante de adversários mais competentes. A problematização foi impulsionada diante da prova eliminatória, na qual cada cozinheiro tinha de destrinchar um frango inteiro para depois preparar um prato com a proteína.

Frango realmente não é dos ingredientes mais complexos da gastronomia. Exatamente por isso serve como bom parâmetro para mensurar a perícia de um cozinheiro, como foi registrado no episódio do reality.

A grande vencedora da prova foi Irina, que apostou nos sabores típicos do Nordeste. Antes disso, saiu-se muito bem na etapa técnica da competição e separou com perfeição os dez cortes de frango requisitados. Irina explicou que praticou muito essa tarefa em sua vida pessoal, pois frango foi uma constante no cardápio de sua família, de origem humilde.

E Pablo? Ele foi quase eliminado por ter servido um prato de peito de frango ressecado, sem a companhia de um molho. Só foi salvo porque Berta foi pior, pesando a mão no gengibre. Talvez com proteínas mais exóticas Pablo se desse melhor, mas antes precisa checar suas bases para não falar mais besteiras.’

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diego.edu
Chef de cozinha e crítico de cinema nas horas vagas. E vice versa.