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MasterChef: Ousadia sem tanta alegria

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MasterChef: Ousadia sem tanta alegria

Fotos: Carlos Reinis/Band

Sou eclético, na cozinha e no gosto musical. Por isso, da primeira vez que ataquei de “DJ” (com muuuuuuitas aspas), toquei de trash a grunge, passando por outros estilos musicais, em apenas duas horas de festa. Coisas da empolgação que vem com a juventude. No episódio de 14 de novembro de MasterChef Profissionais, foi a vez de Raissa “discotecar” freneticamente atrás do fogão.

A primeira prova da noite foi uma preparação com avestruz e técnicas específicas de cozinha. Cega de empolgação, Raissa quis ousar em cada passo do caminho e serviu dois pedaços da ave em preparações distintas. A proteína acompanhava legumes cozidos no vácuo e finalizados na grelha, tudo isso sobre uma chapa de ferro fundido.

A cozinheira foi criticada de note a sul, por trazer muito mais discurso do que gastronomia. As carnes estavam sem gosto, assim como os acompanhamentos. A apresentação não fazia sentido, pois quando se leva uma chapa à mesa, ela deve estar quente e com barulho de gordura fritando. Para completar, o fundo escuro da chapa não valorizou os ingredientes do prato.

Os torcedores da mais jovem competidora da edição esperam que a chef consiga aprender a nunca deixar o sabor fora do campo de visão. É a segunda vez que o tema surge no programa, novamente com Raissa no centro da discussão.

MasterChef: Ousadia sem tanta alegria

A torcida faz sentido porque a paulista se salvou na prova eliminatória. A  missão era reproduzir um prato autoral consagrado: um farfalle com camarão e molho de pistache. Todos participantes entregaram versões mais ou menos semelhantes ao original, mas Lubyanka cometeu o erro básico de passar o ponto do macarrão. Imperdoável. A paraibana se despediu da atração por esse deslize.