COMPORTAMENTO

MasterChef: Tempo e postura (ou "Vamos ouvir Ravi, galere!")

Diego Edu Fernandes
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Diego Edu Fernandes
MasterChef: Tempo e postura (ou "Vamos ouvir Ravi, galere!")

Encostar o umbigo no fogão e preparar uma comida saborosa é apenas uma das habilidades desejadas em um cozinheiro. Na prova em grupo do terceiro episódio de MasterChef Profissionais ficou claro que a postura de um cozinheiro conta muito. Os doze participantes se uniram para servir um almoço de quatro pratos para 250 convidados, mas decisões infelizes atrapalharam o serviço.

A desorganização se deu por falta de cuidado nos quesitos tempo e planejamento, evidenciado na dupla de pratos principais. O primeiro era um peixe no vapor com gratin de tubérculos, mas os participantes liderados por Mirna não pesaram o total de proteína para calcular o tamanho da porção, um obstáculo superado rapidamente após dica de Fogaça. Para completar, só depois dos vegetais laminados é que se deram conta de que não havia parmesão ou outro queijo duro na dispensa. Foram salvos pelo cream cheese.

MasterChef: Tempo e postura (ou "Vamos ouvir Ravi, galere!")

No caso da carne, a larga experiência de Francisco se confundiu com empáfia. Ele garantiu em diversas oportunidades de que seria possível limpar, preparar e servir 250 porções de carré, apesar das preocupações expressas por Ravi. Quando as coisas apertaram, o veterano cedeu e alterou o plano: servir apenas um pedaço com osso acompanhado por um pedaço de lombo. Mesmo assim, no final muitos pratos seguiram para o salão (e para os chef jurados) sem carré - e com o lombo mal-pasado demais.

Francisco conseguiu até agora fazer suas ideias serem aceitas por causa de sua postura séria e seu tempo de cozinha. No outro extremo está Ravi, que não consegue imprimir credibilidade e vê suas ideias serem descartadas, só para depois serem percebidas como boas soluções. Esse expediente iria se repetir nas sobremesas, quando o chef paranaense expressou sua oposição em assar as frutas vermelhas que seriam servidas com creme. Não fosse a intervenção dos jurados, Ravi seria novamente ignorado e o resultado final seria comprometido - a sobremesa foi o prato mais elogiado.

Na prova eliminatória, com frutos do mar como tema, a síndrome de Cassandra que assola Ravi se manifestou mais uma vez. A vítima foi William, que não deu ouvidos ao amigo e serviu um camarão com cabeça e sem limpar as entranhas. O castigo veio na forma de eliminação.

MasterChef: Tempo e postura (ou "Vamos ouvir Ravi, galere!")

É ponto pacífico que Ravi precisa rever sua postura como cozinheiro, mas também é primordial os competidores não se permitam serem influenciados pela imagem de segurança de Francisco. Deixemos essa questão marinar para os próximos episódios.