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MasterChef: Tempo, temperatura e harmonia

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MasterChef: Tempo, temperatura e harmonia

Na semana passada, viu-se em MasterChef Profissionais situações que dificilmente seriam vividas em uma cozinha da vida real. O episódio de 28 de novembro começou com o oposto. Francisco estava com a mão queimada por causa do ocorrido anteriormente e mesmo assim teve de cozinhar. A dor é companheira do cozinheiro, mas isso é um tema para debatermos em outra oportunidade.

Na semifinal de MasterChef Profissionais 2017, os ensinamentos mais marcantes se deram na prova de eliminação, quando os competidores tinham de preparar um turduken (peru recheado com pato, recheado com frango). Depois das angustias da primeira prova, Francico entrou em campo abalado, mas se calcou na experiência e foi o primeiro confirmado na grande final.

Os outros dois participantes ficaram para trás por falhas pontuais. Pablo quase queimou a pele da ave por teimar em uma forma de preparo que ia contra os outros concorrentes. Francisco deu uma pré-cozida na ave no vapor, enquanto Irina entrou no forno baixo para cozinhar e iria aumentar a temperatura ao final para obter cor. Pablo queria pular etapas e atacar no fogo alto. Faltou ouvir e pensar. Por sorte, o prato não amargou e o mineiro se salvou.

Quem se despediu do programa foi Irina, a favorita do público. Por ter se dado bem na primeira prova, foi presenteada com tempo extra, que foi usado para assar a ave com perfeição e preparar acompanhamentos mais complexos que os demais.

O deslize de Irina foi no conceitual, no planejamento do cardápio. O turduken é um prato estadunidense adaptado da culinária inglesa, mas a cozinheira o pareou com arroz com lentilha e cebola caramelizada. Uma escolha ousada incluir essa nota árabe em um preparo com outro perfil de sabor. O risco não valeu a pena dessa vez, pois os demais cardápios estavam mais harmoniosos.