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Top 10: Cinema Estrangeiro 2017

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Top 10: Cinema Estrangeiro 2017

1. Corra!

O chamado “pós-terror” é a nova onda quando o assunto é manter o espectador grudado na poltrona com tensão pelo que se passa na tela. Alguns representantes do novo gênero trazem um subtexto rico, com reflexões importantes. Ao fazer um retrato do racismo sem deixar de lado a competência de criar um belo suspense, Corra! entrega um pacote muito interessante.

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2. Moonlight: Sob a Luz do Luar

No futuro, vamos esquecer o subtítulo - como normalmente acontece -, mas não iremos esquecer a cena de amor na praia, ou o flerte tenso no restaurante. O longa retrata os desafios de minorias com sensibilidade única, para que possamos entender como aquele homem que chega ao fim do filme cheio de músculos, que funcionam como paredes para proteger um coração vulnerável.

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3. Logan

Por mais que a gente sempre fale que as adaptações cinematográficas devam ser fiéis ao espírito das obras originais, demorou mais de 15 anos para os produtores fazerem um filme com o Wolverine violento que conhecemos nos quadrinhos. De quebra, uma história de alto teor humano, que deixa claro o que os fãs dos quadrinhos procuram: a essência do personagem, para além dos super-poderes.

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4. Mãe!

Em Noé (2014), Aronofsky levou para as telas uma passagem bíblica que sempre o impactou, mas o resultado não foi bem recebido. Agora ele usa de alegorias para recriar conflitos da fé cristã em um manifesto das opressões sofridas pelas mulheres. Se a Santíssima Trindade não tem um lado feminino, a junção dos dois temas escancara absurdos que estão a nossa frente, mas que fazemos questão de ignorar.

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5. Uma Mulher Fantástica

Boas referências são um bom ponto de partida. É com um clima todo hitchcockiano que o longa chileno mostra os apuros de uma mulher trans depois da morte de seu namorado. As questões de preconceito são inescapáveis, mas o filme brilha por ser um thriller robusto, que dá orgulho aos fãs do Mestre do Suspense.

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6. Em Ritmo de Fuga

Todo mundo que curtiu esse filme, lembra dele como Baby Driver, seu título original, mas distribuidoras de cinema têm mais mistérios do que a ilha de Lost. Fora esse escorregão em terras tupiniquins, o filme encontra um local misterioso entre o cinema de ação e o musical, o que é frescor certeiro. Trilha do começo ao fim, cenas de ação altamente coreografadas e até espaço para autorreferência.

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7. La La Land: Cantando Estações

Mais um subtítulo a ser esquecido (sou chato mesmo com isso). Assim como O Artista (2011) está para o cinema mudo, La La Land está para os grandes musicais, ou seja, um prato cheio para cinéfilos. Há ainda uma história de amor envolvente, com um final agridoce memorável, de tirar lágrimas dos corações calejados por desilusões sentimentais.

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8. Eu, Daniel Blake

Reforma de previdência é assunto muito discutido por aqui, mas da Inglaterra podemos tirar algumas reflexões sobre o tema com uma jornada quase hercúlea de um trabalhador simples. Daniel está em busca de seus direitos, mas o sistema tem armadilhas para deixa-lo preso em um labirinto burocrático e brechas que parecem sempre favorecer os já favorecidos.

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9. Frantz

O cineasta François Ozon frequentemente realiza filmes cheios de personalidade e dessa vez se debruça sobre os temas da mentira e da culpa em um drama ambientado na Alemanha pós-Segunda Guerra. O mistério entre os personagens faz com que os temamos pelo futuro das relações entre eles e a carga emotiva é entregue a conta-gotas, com precisão máxima.

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10. Detroit em Rebelião

Como vimos em Guerra ao Terror (2008), Kathryn Bigelow é uma grande orquestradora de tensão, seja na Guerra do Afeganistão ou em solo americano, dessa vez em meio ao período das lutas pelos direitos sociais no final dos anos 1960. A escalada de eventos em uma batida policial deixa os nervos à flor da pele, com personagens fortes que carregam todo o clima desconfortável que transpassa o espectador.