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The OA, a série do Netflix que você não sabia que precisava

Júlia Korte
há 10 meses82 visualizações
The OA, a série do Netflix que você não sabia que precisava
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Essa inusitada produção chegou sem muito alarde na plataforma de streaming. Faz quase um ano que rolavam rumores da parceria entre os criadores Brit Marling e Zal Batmanglij, conhecidos no cenário norte-americano de filmes independentes por obras como “O Sistema” e “A Seita Misteriosa”. Mas os fatos se limitavam à dupla estar trabalhando em uma série original do Netflix. Não havia spoilers, rebuliço, trailer, imagens de divulgação e nem elenco definido.

Tanto mistério acabou não atiçando a criatividade ou curiosidade do público, que de nada falava sobre o assunto até o lançamento do trailer. Confira: 

De repente, a série conquistou as manchetes, fãs e teorias loucas na internet. 

Basicamente, a história acompanha a vida de Prairie Johnson (interpretada pela própria Brit), uma garota cega que desaparece por 7 anos e que, quando retorna à sua casa, está enxergando. Ela não fala sobre o que aconteceu ou seu passado ao FBI nem aos seus pais (daí todo mistério). 

Com ares de drama, suspense e ficção científica, “The OA” é um pouco difícil de definir sem estragar a trama. As letras do título são iniciais em inglês de Original Angel (ou Anjo Original). A cada capítulo, uma surpresa diferente. 

Diagnosticada com psicose, a jovem recorre a um grupo de desajeitados da escola, com quem compartilha o seu passado fantástico, que inclui ficar presa em um cativeiro, experiências com vida após a morte, poderes sobrenaturais e dimensões. Mas realmente, só assistindo para se entender.

The OA, a série do Netflix que você não sabia que precisava

Não é à toa que fizeram com que chegasse a ser apelidada de a nova “Stranger Things”....

Admito, é difícil de levar a sério a trama em alguns pontos. Nesse sentido, também tem um quê de Arquivo X — “Eu quero acreditar”. Mas, no fim, você acaba tão envolvido pela protagonista que precisa saber o que acontece, assim como os jovens que a escutam. 

Como essa é toda graça da produção, faz sentido até que o marketing tenha definido não anunciar nada antes. Decisão arriscada pode parecer, mas extremamente inteligente. Por isso, mesmo com esse texto, é extremamente necessário assistir desarmado e aberto às possibilidades. Pois você ficará fisgado e interessado em saber o resultado.

É justamente nesse momento, porém, que a crítica se dividiu. Muitos não gostaram e acharam decepcionante. Lenta até em alguns pontos. Já outros, se juntaram para conspirar teorias, dividindo opiniões sobre os rumos dessas perguntas em aberto. 

A trama é complicada, verdade. Mas seu sucesso é, a meu ver, é justamente pelo fato de ter o aspecto de um longo filme; com cerca de 7 horas de duração, dividido em oito capítulos. Cumprindo a missão que um filme de duas horas não faria. 

Por tudo isso, considero "The OA" a real personificação do storytelling num sistema de vídeo on demand. Assim, tem um começo, meio e fim, sem depender (de verdade) de outras temporadas para se manter de maneira robusta. Essa é beleza. 

Sem mais demora, te convido a dar o play. É, no mínimo, uma experiência única de conteúdo. Depois me diga: você está convencido?

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