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Manifesto em defesa da Ana Furtado, a substituta oficial do Brasil

Fábio Garcia
há um mês36.4k visualizações

Não importa se vagou um espacinho no Rock in Rio ou um cargo na Presidência da República, a internet sempre vai reagir da mesma forma: coloquem a Ana Furtado como substituta! A suplente oficial do país já até abraçou esse título no qual foi eleita por votação popular, mas ainda me surpreende que exista gente por aí que menospreze as habilidades de Ana Furtado.

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Manifesto em defesa da Ana Furtado, a substituta oficial do Brasil

(Reprodução/ Globo)

Ana Beatriz Furtado Alves Ferreira (seu nome completo, segundo a Wikipédia) é uma daquelas atrizes que já no começo da carreira conseguiu um papel de grande visibilidade, na novela das oito "Explode Coração". Não era a protagonista da trama mas estava diante de nós em todos os capítulos: Aninha era a cigana da abertura que era baixada na casa de um milionário influente que tinha um iPad em 1995.

Seu primeiro papel importante numa novela, entretanto, aconteceu apenas no ano de 1996 em "Caça Talentos". Na trama infantil, Ana Furtado interpretava Drica, a -olha só que coincidência- assistente de vilã Silvana e que tomava as rédeas na ausência da malvadona. Dali pra frente, Ana teve alguns outros papéis em novelas, minisséries e seriados da Globo, mas sua carreira como atriz nunca chamou tanta atenção quanto suas fama de apresentadora substituta.

Durante muito tempo, quando alguma apresentadora da casa precisava se ausentar (seja por uma gravidez ou uma dor de barriga), a esposa do diretor Boninho era escolhida para quebrar um galho. Quase um porteiro Severino do Projac, Ana Furtado já substituiu gente no "Video Show" (que depois ela até passou a ser apresentadora fixa), "Estrelas" e até no "Encontro com Fátima Bernardes" sem Fátima Bernardes.

E você pensa que as brincadeiras e bullying virtual incomodam Ana? Até parece. Após tantas piadas nas redes sociais, Ana Furtado foi espirituosa ao aceitar a carapuça como a substituta oficial da Globo e entrou na brincadeira muitas vezes. Tipo quando Evaristo Costa saiu do "Jornal Hoje":

Mas ao lado das brincadeiras com uma das apresentadoras do "É de Casa" sempre vem alguns comentários com traço de desdém. Muita gente inclusive considera Ana Furtado forçada, ruim e sem carisma. Há quem defenda que ela só consegue vaga para apresentar programas porque é esposa de um diretor importante da Globo. Mas será que a coisa funciona dessa forma?

Eu mesmo já tive um pouco de preguiça de Ana Furtado em algum ponto do passado, mas observando atentamente seu desempenho nos programas eu comecei a considerá-la fascinante. Ana é dotada de uma ausência de amarras única na televisão, não é aquela pessoa comedida. Percebam esse GIF animado em que ela, ao lado de suas colegas Ciça Guimarães e Patrícia Poeta, participam de um número musical no "Domingão do Faustão":

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Enquanto as duas tentam apenas gesticular sem qualquer ritmo, parecidas com os pagodeiros que ficavam ao fundo das apresentações de grupos famosos, Ana Furtado incorpora o espírito do espetáculo, dublando com vontade e ainda encaixando uma coreografia adequada à canção. Não reconheci a música, mas me parece que ela estava bem mais animada que suas companheiras de "É de Casa".

Algumas vezes Ana Furtado pode ser classificada como alguém que tenta aparecer a todo custo, mas eu enxergo como uma mulher que não se impede de demonstrar publicamente o que sente, mesmo que todas as outras pessoas não estejam fazendo isso. Um exemplo disso no finado "SuperStar", quando a plateia inteira estava num marasmo e Ana Furtado decidiu se ebulir de emoção:

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Ok, ela estava meio loucona aí. Mas faz parte.

E não a considero uma apresentadora ruim. Ana Furtado sempre está interessada no assunto da pauta, algo indispensável para a profissão. No "Encontro com Fátima Bernardes", por exemplo, a apresentadora que dá título ao programa costuma passar uma imagem de desconforto e falta de paciência. Quantas vezes não ouvimos Fátima falando "muito legal, mas..." e corta para um assunto nada a ver apenas porque o programa tinha que andar? Fora que todas as vezes em que vemos Fátima ~quebrando a internet~ dançando uma Anitta ou algo assim, sempre parece algo milimetricamente calculado para repercutir nas redes sociais.

Já Ana Furtado, na mesma função, parece ter mais disposição que a dona do programa. Ela veste a camisa do "Encontro", às vezes até literalmente. Como nesse exemplo em que ela se vestiu de Saori Kido de "Os Cavaleiros do Zodíaco" quando o assunto era cosplay:

Manifesto em defesa da Ana Furtado, a substituta oficial do Brasil

(Reprodução/ Globo)

Se ainda tiver alguma dúvida sobre as qualidades de Ana Furtado como apresentadora, convido o leitor a dar uma acordada mais cedo aos sábados e dar uma chance a ela. Garanto que ao menos um humor involuntário vai rolar.

5 programas de televisão nacionais que ganharam games no Brasil e você não sabia

Fábio Garcia
há um mês16.2k visualizações

Quando falamos de games baseados em programas de televisão brasileiros, logo vem à nossa cabeça o clássico "Show do Milhão" com a voz de Silvio Santos lançado no Mega Drive ou então o inoxidável "Pick-Up Express", produzido pelo Gugu para fazer merchandising do "Domingo Legal". Mas e se eu falar que a lista de jogos baseados em programas brasileiros vai muito, mas muito além disso? Separei uma lista com 5 exemplos mais obscuros!

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5 programas de televisão nacionais que ganharam games no Brasil e você não sabia

#01. "Qual é a Música?" (2001).

Se você é novo demais para saber  o que é "Qual é a Música?", se trata de um programa de décadas atrás criado por Silvio Santo que funciona igualzinho o jogo "Song Pop" do celular. Mas muito antes de competirmos com nossos amigos nos smartphones para saber quem identifica a música do Queen primeiro, existiu um game para computador do famoso programa do SBT.

Permitindo que você transformasse o seu quarto no palco do Silvio Santos, o "Qual é a Música?" trazia todos os desafios da televisão para o seu computador. Ok, não tinha o pato que aparecia se você errasse a música. E também não tinha a Ellen Roche com o rosto pintado como numa festa infantil dublando músicas. Faltava também o Silvio... Resumindo, que bom que temos o "Song Pop".

5 programas de televisão nacionais que ganharam games no Brasil e você não sabia

#02. "Sandy & Junior - Aventura Virtual" (2003).

Se hoje o que mobiliza os jovens são YouTubers que enchem banheira com Nutella, lá em idos de 2000 quem tinha a função de ser influenciadores analógicos dos mais novos era a dupla Sandy & Junior. Depois de estrelarem um seriado na Globo, alguém teve a brilhante ideia de transformar os irmãos cantores em aventureiros dos videogames num jogo de aventura no qual eles enfrentam um poderoso hacker que criou um maléfico vírus como TCC de sua faculdade.

"Sandy & Junior - Aventura Virtual" dava a liberdade para o jogador explorar o campus da faculdade com os dois personagens título, só não dava mesmo era a famosa vontade de jogar. Enquanto Sandy ainda dá para disfarçar como uma versão tupiniquim da Lara Croft, o Junior incorporava o jeito de andar do clássico Cadeirudo.

#03. "No Limite" (2002).

O primeiro reality show que estreou no Brasil foi o "No Limite", aquele no qual a Globo enfiou doze pessoas numa região inóspita e que hoje é lembrado pela icônica prova de degustação de coisas nojentas. Esse mesmo programa também ganhou um game de computador, com uma visão em três quartos para simular que a coisa era meio 3D.

O estilo lembra um pouco "Age of Empires", só que em vez de você gerenciar uma nação em busca da conquista de territórios você precisa controlar participantes genéricos em atividades como pesca, gincanas e votações que infelizmente não contam com Zeca Camargo dramaticamente quebrando sua mandala.

#04. "Big Brother Brasil 3D Online" (2003).

"Ah, mas eu lembro do jogo do BBB, era um negócio meio The Sims não era?". Sim, com a estreia do mais longevo reality show de confinamento do Brasil veio um jogo de computador bem ruinzinho, mas estamos falando de outro, lançado no ano seguinte. Dessa vez éramos inseridos na casa mais vigiada do Brasil através de gráficos 3D com qualidade digna de programas de AutoCad dos anos 90, e controlávamos um brother em competição online com outras 11 pessoas.

Quem é "World of Warcraft" na fila do MMO quando temos um jogo do "Big Brother Brasil" como nosso grande representante dos games online? A única coisa que não deve ter ajudado muito na época é a respeito da internet em si: em 2003 a banda larga não estava tão difundida assim e todo mundo devia jogar o BBB depois da meia noite porque cobravam um pulso só.

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#05. "Vampiromania" (2002), o game da novela "O Beijo do Vampiro".

Muito antes da febre das criaturas imortais que brilham, a Globo tentou (re-)emplacar em 2002 a moda dos vampiros sem muito sucesso. A novela "O Beijo do Vampiro" até que é lembrada com certo carinho pelos mais novos, mas todos os outros produtos relacionados afundaram um monte. Inclusive esse game de computador que a Globo mandou fazer baseado na novela.

No jogo você controla o garoto de camiseta roxa, que a gente imagina que é o Kayke Brito, e faz amizades com uma altona (que eu particularmente finjo que é a Claudia Raia) e um espadachim que me parece uma cruza perigosa entre o Alexandre Borges e o Tarcísio Meira. O jogo é bem ruim, inclusive se procurar por vídeos no YouTube só achará matérias o chamando de pior jogo de todos os tempos. Pelo menos a má-fama parece imortal como os próprios vampiros.

5 programas de televisão nacionais que ganharam games no Brasil e você não sabia
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fabio.garcia
Escrevo sobre TV desde 2012. Amo programa bom, e ainda mais se for ruim. @fabiogaj