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A história da ex-BBB que processou a Globo

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Participar do BBB para muitos é a chance de ganhar a vida ficando milionário, mas para outros é apenas uma exposição enorme que afetará a pessoa por toda a vida (a não ser que seja tipo um Bruno do BBB1 ou uma Samantha do BBB4, pois esses nem eu mesmo lembro e tive que olhar os nomes na Wikipédia). Mas e se a pessoa não quer mais ser lembrada como ex-BBB? É possível?

A história da ex-BBB que processou a Globo

(Reprodução/Globo)

Em 2005 a Globo exibiu o BBB5, e já naquela época as pessoas urubuzavam dizendo que o formato estava decadente. Até parece, durante muito tempo a quinta edição do programa foi um exemplo em quantidade de votos e audiência no IBOPE, e o motivo foi a Globo ter pesado a mão no maniqueísmo e dividido os participantes entre mocinhos e bandidos

Não estou exagerando, uma narrativa semanal era contada trazendo os participantes Jean Willys, Grazi Massafera, Tati Pink, Alan e Dr Gê como integrantes da Liga do Bem e da Liga do Mau. Essa polarização transformou o reality num grande lançamento de filme dos Vingadores. As pessoas começaram a torcer fervorosamente para os mocinhos, e os paredões entre lado bom e lado mau rendiam recordes e mais recordes de votos.

A história da ex-BBB que processou a Globo

(Reprodução/Globo)

Pois bem, uma das participantes (que entrou através de sorteio) era a dona de casa Marielza, que foi retirada do programa após sofrer um AVC num ofurô. Em seu lugar, a Globo escalou a também dona de casa Aline Cristina Tertuliano dos Santos, que logo se viu jogada numa grande tramoia nacional envolvendo duas equipes de super-heróis.

Aline acabou pendendo para o lado do ~mau~ e passou a ser referida na edição como Aline X-9. Quando foi colocada no paredão contra Grazi Massafera, foi um massacre: Aline foi enxotada da casa com 95% dos votos, o recorde de rejeição de TODOS OS TEMPOS.

Após sair do programa, no entanto, Aline tentou ter uma vida normal. Não deu certo, ela ficou eternamente estigmatizada como a X-9 mais odiada do Brasil. Anos depois, em 2016, a Globo chegou a convidar Aline para participar das mesas redondas na internet, mas a moça recusou o convite e falou que não conversaria com Globo alguma. Mesmo assim, o site Ego fez uma matéria sobre a vida de Aline e pegou fotos de sua rede social. Assim, a moça entrou na Justiça contra a Globo e demais veículos por causa dessa exposição sem autorização.

O site Jota Info, um portal jurídico, publicou uma matéria muito interessante relatando todos os trâmites relacionados a esse caso, mas basicamente o relator do processo alegou que Aline abdicou de sua vida pública e, mesmo sendo uma figura de conhecimento geral por ter participado de um reality show, ela tem o direito à preservação de sua vida privada.

O juiz, por sua vez, disse que a Globo não cometeu erro pois as fotos estavam públicas, mas que faltou o famoso bom-senso de respeitar a vontade da coleguinha (esse sou eu traduzindo juridiquês). O caso ainda está rolando porque né... nossa Justiça não é a coisa mais rápida.