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A Record continua cometendo o mesmo errinho nas provas de "A Fazenda"

Fábio Garcia
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Fábio Garcia

Após descansar por um ano da televisão brasileira, o reality show "A Fazenda" está de volta para oferecer uma nova chance a ex-participantes de outros programas (alguns de outros canais). Infelizmente, a competição rural da Record ainda comete o mesmo erro que deixava as edições anteriores meio intragáveis.

A Record continua cometendo o mesmo errinho nas provas de "A Fazenda"

(Reprodução/Record)

Não, não estou falando nem da controversa seleção de participantes (composta até por Marcos Härter, expulso do "BBB 17" por ter agredido a namorada de confinamento Emilly) e nem da completa falta de traquejo de Roberto Justus tentando parecer descoladão no programa (até porque é um desconforto que nos diverte). O erro cometido pelo pessoal de "A Fazenda" é transformar as provas em testes de resistência para o público.

No programa de estreia todos se reuniram no campo de provas (aquele lugar cheio de feno e com tochas incendiárias que reagem aos acontecimentos) para a definição do primeiro fazendeiro da edição (o equivalente ao líder da semana). A prova foi dividida em duas longas etapas que levaram séculos para terminar: na primeira, cada um precisava usar um maçarico para queimar uma corda que revelaria uma placa, na qual havia uma indicação se o participante estava eliminado ou poderia eliminar alguém. Na segunda etapa, as duas pessoas restantes precisavam usar suas energias para construir algo e assim disputar o chapéu de fazendeiro.

A Record continua cometendo o mesmo errinho nas provas de "A Fazenda"

(Reprodução/Record)

Lendo assim no parágrafo anterior até parece algo visualmente interessante e rápido, mas não foi. O tempo em que cada participante demorava para se levantar, pegar o maçarico e arrebentar a corda na primeira etapa era enorme, potencializado por Roberto Justus explicando TODA SANTA VEZ o funcionamento da prova. "Você sabe que tem que passar o maçarico no meio, né?", perguntava Justus para cada um dos peões.

Na segunda etapa, as duas finalistas precisaram construir uma pirâmide de feno com o dobro da altura dela, para só então escalarem e pegarem o chapéu. Bem, nem preciso mostrar o resultado a brincadeira que levou a ex-BBB Flávia Viana à vitória:

A Record continua cometendo o mesmo errinho nas provas de "A Fazenda"

(Reprodução/Record)

Sim, ISSO deveria ter sido uma pirâmide. Talvez a inspiração de Flávia tenha sido os destroços de pirâmides do Egito ou algo assim.

Algo que "A Fazenda" não aprendeu em todos esses anos foi a mágica da edição. Não é possível fazer uma prova eletrizante que dura mais de uma hora, chega um momento que enche o saco do telespectador. Ou você grava tudo e exibe editado em poucos minutos para o público ou então planeja umas provas que demorem menos que uma edição completa do "MasterChef Brasil".

Pelo menos o programa ainda está mais ágil que nas primeiras edições. Quem não lembra da caminhada de 20 quilômetros que os participantes faziam do campo de provas até a sede, ou então de Britto Jr contando pela enésima vez que chovia muito em Itu?