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A Força do Querer virou Tropa de Elite (e estamos amando isso!)

Fábio Garcia
há 3 meses59.6k visualizações

Todo mundo lembra que o Brasil é líder na exportação de carne e de memes, mas poucos se recordam que nosso país também é campeão em vender para fora bons filmes de polícia contra bandidos ambientados em comunidades (talvez porque só a gente faça isso). Faltava só uma novela que conseguisse abordar esse tema de uma forma decente (ou seja, estamos excluindo as vezes que a Record tentou fazer isso, tá?), e A Força do Querer apareceu em nossa vida para nos alegrar com uma boa batalha de mocinhos contra bandidos.

A Força do Querer virou Tropa de Elite (e estamos amando isso!)
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(TV Globo/ Montagem)

A ideia da novela A Força do Querer era mostrar a história de três mulheres fortes, mas a autora Gloria Perez havia conseguido completar apenas dois terços da tarefa: na primeira metade da trama basicamente vimos Ritinha (Isis Valverde) com seus amores e a policial Jeiza (Paolla Oliveira) se revelando mais versátil que uma impressora multifuncional, a terceira perna do tripé era Bibi (Juliana Paes) que não via sua história de envolvimento com o tráfico de drogas ser desenvolvido tanto quanto suas colegas de Projac.

Na verdade, essa demora acabou sendo meio proposital. O brasileiro é um povo que rejeita assuntos controversos nas novelas com muita facilidade (vide a rejeição pelo casal de lésbicas da terceira idade em Babilônia), então a autora de A Força do Querer pareceu ir com calma até apresentar direito Bibi e toda a situação ao redor dela. A autora, fã assumida de narconovelas (aquelas tramas latinas biográficas sobre grandes traficantes de drogas como La Reina Del Sur), quis fazer a personagem cair no gosto do público antes de colocar um revolver em sua mão e chamá-la de Bibi Perigosa.

A Força do Querer virou Tropa de Elite (e estamos amando isso!)

(Reprodução/ TV Globo)

Depois de pequenas ações (vamos fingir que Bibi incendiando um restaurante foi uma pequena ação, tá bom?), finalmente vimos o "nascimento" de Bibi Perigosa quando ela acertou uma latinha com um único tiro e foi muito elogiada pelos traficantes. E como toda Nina precisa de uma Carminha e todo bom bandido precisa de um mocinho, o papel de policial incorruptível que combate o tráfico de drogas e ainda dança carimbó caiu como uma luva nas mãos de Jeiza.

A policial lutadora de MMA invadiu o Morro do Beco procurando o estoque de fuzis dos bandidos em uma operação que foi resolvida basicamente pelo cachorro Aron, e isso foi o ponto de partida para o começo da guerra entre Jeiza e Bibi Perigosa. Para dar aquele toque de novela e aumentar ainda mais a rivalidade entre as duas, a autora Gloria Perez até já articula uma mudança de interesse amoroso para as personagens colocando o advogado Caio (Rodrigo Lombardi) dividido entre as duas.

A Força do Querer virou Tropa de Elite (e estamos amando isso!)

(Reprodução/ TV Globo)

O resultado de tudo isso é que A Força do Querer vem ganhando mais ação, mas sem perder o romance característico da novela que vem conquistando recordes e mais recordes de audiência. As cenas de invasão policial no Morro do Beco foram impecáveis no quesito direção, parecia realmente que estávamos vendo um filme como Tropa de Elite. A única diferença que em vez de Wagner Moura aparecer na nossa TV gritando desnecessariamente, a batalha era entre duas belíssimas mulheres e um cachorro que fareja fuzis.

Se um dos maiores problemas das novelas é que as histórias vão se esgotando quando chegam na metade, podemos garantir que A Força do Querer ainda tem muito chão pela frente com o fortalecimento de Bibi Perigosa. E por se tratar de uma personagem baseada em uma pessoa real, ficamos ainda mais curiosos em ver quais serão as diferenças mostradas na novela.

Momentos das novelas do SBT que não traumatizaram as crianças por pouco

Fábio Garcia
há 3 meses109.6k visualizações

Quando um pai quer distrair uma criança, a melhor ideia atualmente é colocar o pequeno ser sentado na frente de alguma novela infantil do SBT. Só que ninguém imagina que esses folhetins coloridinhos escondem tramas pesadíssimas, até mesmo para o padrão das histórias mais densas da Globo! As crianças se salvaram de um trauma por pura sorte. Brincadeiras à parte, o SBT é mestre na arte de deixar até a mais pesada história em algo leve, selecionei alguns exemplos que podem chocar quem acha que novela infantil é só paz e amor.

Momentos das novelas do SBT que não traumatizaram as crianças por pouco
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(Reprodução/SBT)

Racismo. Uma das principais histórias de Carrossel (2012) era o drama do menino Cirilo. O aluno da Escola Mundial era apaixonado por Maria Joaquina, mas a garota o detestava porque ele era negro. No remake brasileiro da novela não chegava ao tema tão descaradamente, mas na versão original da trama (exibida aqui no começo dos anos 90) tínhamos uma Maria Joaquina tão megera que Cirilo chegou a passar um produto no rosto para ficar branco. Pesadíssimo.

Momentos das novelas do SBT que não traumatizaram as crianças por pouco

(Reprodução/SBT)

Drogas. Essa história foi tão pesada que nem chegou a aparecer na versão produzida pelo SBT, só na original mexicana. E mesmo assim, o SBT cortou só exibiu isso uma vez, cortando nas demais reprises que a novela teve. A história era essa: Um estranho abordou Cirilo na rua e lhe deu um chocolate de graça que vinha com uma espécie de tatuagem aplicável com água. Acontece que aquilo nada mais era que LSD, e tanto Cirilo quanto a gulosa Laura sofreram efeitos alucinógenos. Os anos 90 eram outra coisa mesmo, heim?

Momentos das novelas do SBT que não traumatizaram as crianças por pouco

(Reprodução/SBT)

Seita maléfica. Um dos momentos mais esperados das crianças nos anos 90 era quando surgia um novo clipe de Chiquititas. Porém, no dia que estreou o clipe de Bruxas Malvadas aposto que muita criança não conseguiu dormir, porque o negócio era ASSUSTADOR. Nesse clipe, as vilãs Carmen e Matilde encarnavam bruxas em um cenário quase satânico cheio de gelo seco e adereços de Halloween. Durante a música, as duas soltavam magias feitas em computação gráfica dos anos 90 e torturavam as pobres crianças, que estavam vestidas de religiosos orando para que aquilo acabasse logo. Hoje parece engraçado, mas na época foi traumatizante.

Momentos das novelas do SBT que não traumatizaram as crianças por pouco

(Reprodução/SBT)

Vilã psicopata. Como já disse no item anterior, a versão dos anos 90 de Chiquititas tinha uns momentos bem perturbadores. Esse, entretanto, aconteceu no remake feito pelo SBT em 2013. A novela contava com a presença de uma vilã mirim chamada Marian que não é flor que se cheire. Inclusive se você buscar por "marian chiquititas" no Google, o primeiro vídeo a aparecer é um em que Marian sai no tapa com a Pata. Mas a quase psicopatia de Marian ficava apenas com a protagonista Mili, pois a vilãzinha já tentou matar Mili eletrocutando a garota e até empurrando de um penhasco! Por sorte Marian aprende sua lição e logo ficou todo mundo juntinho dançando Coração com Buraquinhos.

Momentos das novelas do SBT que não traumatizaram as crianças por pouco

(Reprodução/SBT)

Sequestro. A música de abertura da novela Cúmplices de um Resgate (2015) era uma canção mostrando como as crianças são cúmplices ao resgate do amor, mas a origem do título da novela não foi tão bonitinha assim. A trama tinha esse nome porque uma das gêmeas protagonistas (interpretadas por Larissa Manoela) sofria um sequestro (!!!) na novela e as outras crianças se uniram para ir salvá-la. Depois de resolvido esse crime relâmpago, todo mundo se unia para formar uma banda juvenil porque, né... é isso que acontece logo após sermos sequestrados.

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fabio.garcia
Escrevo sobre TV desde 2012. Amo programa bom, e ainda mais se for ruim. @fabiogaj