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Técnicos exigem mais profissionalismo. Será o fim da linha para os gordinhos?

Fábio Hecico
há 2 anos1 visualizações

O técnico Giampiero Ventura resolveu barrar o atacante Maxi López no Torino por causa do excesso de peso. Com quase 100 quilos, o atacante ficou fora dos relacionados para o jogo contra o Frosinone e terá de emagrecer se quiser retomar seu lugar na equipe. Com passagem pelo Grêmio e contrato renovado até 2018, o jogador precisará perder ao menos 5 quilos se quiser jogar. No mundo da bola, outros ‘gordinhos’ estão perdendo espaço no futebol moderno.

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Técnicos exigem mais profissionalismo. Será o fim da linha para os gordinhos?

Estaria acabando a mordomia dos jogadores que adoram abusar da comida nas férias ou mesmo na temporada e vivem brigando com a balança? Ao que parece, ainda não. Mas eles terão de entrar na linha.

“Faz quatro meses que o espero. Ele tem sorte de estar num clube que o presidente renova contrato por dois anos, que tem um treinador que o espera e companheiros que estão com ele. Todos queremos o Maxi López da temporada passada. Este ano Maxi não está em condições. Mas vou esperá-lo”, disparou, já com pouca paciência, o técnico Giampiero Ventura. O comandante não escondeu mais a frustração com a falta de preparo físico de seu atacante, que ainda sobre com o vício de fumar.

Técnicos exigem mais profissionalismo. Será o fim da linha para os gordinhos?

No Brasil a linha dura também começa a se fazer presente. Recém-contratado do Bragantino, o meia Alan Mineiro faz um trabalho à parte de condicionamento físico no Corinthians. O jogador de 28 anos tem tendência a engordar, chegou acima do peso e treina até em três períodos para voltar à forma.

Um estudo aponta 74 quilos o peso ideal para um jogador de futebol. Com variação de até 4 quilos (entre 70 e 78 estaria nas condições ideais). Por isso alguns são obrigados a ganhar massa e outros a emagrecer. Acontece, que o biotipo de alguns foge à regra. Daí, os preparadores físicos são colocados à prova.

O Corinthians, por sinal, parece um clube acostumado a lidar com ‘gordinhos’. Ronaldo é quem mais se destacou pelo excesso de peso e, por muitas vezes, atuou bem acima dos 100 quilos. Como era um Fenômeno, tinha 10 companheiros que “jogavam por ele”, como frisou na época Jorge Henrique, deixando-o isolado na frente só para decidir. A imprensa sempre frisava seu peso. Até quando decidiu o jogo diante do Cerro Porteño na Libertadores de 2011, virou manchete no Paraguai pelo peso. “Baile do Rei Momo”, era a manchete de um periódico local.

Técnicos exigem mais profissionalismo. Será o fim da linha para os gordinhos?
Técnicos exigem mais profissionalismo. Será o fim da linha para os gordinhos?

Adriano, que agora fala em retomar a carreira, foi outro que passou quase um ano lutando contra a balança no Parque São Jorge. Os vários desfalques nos treinos, aliado a uma recusa de se pesar abreviaram sua passagem no Alvinegro. Douglas passou pelo clube com problemas de peso e o volante Perdigão, também.

Técnicos exigem mais profissionalismo. Será o fim da linha para os gordinhos?

Hoje, o grande nome de peso do futebol brasileiro é o atacante Walter, revelado no Inter e um apaixonado declarado por bolacha recheada. Dia desses ele desembarcou no Recife para assinar com o Sport. Não fechou e a justificativa foi “um pedido da família.” No Recife, porém, dizem que pessoas do clube ficaram assustadas com seu peso e teriam desistido na negociação.

Técnicos exigem mais profissionalismo. Será o fim da linha para os gordinhos?

Walter nunca escondeu que tem problemas com peso. Ele até joga com uma blusa térmica debaixo do uniforme. Mas garante que isso nunca o atrapalhou de exercer a profissão.

Anderson Pico é outro jogador do País que sempre perdeu a luta contra a balança. Fora de forma, ele chegou a ficar um bom tempo desempregado em 2014 até apelar a Luxemburgo, então no Flamengo, uma chance para “se recuperar no futebol.”

Técnicos exigem mais profissionalismo. Será o fim da linha para os gordinhos?

O clube carioca concordou e ele emagreceu 15 quilos para voltar a desempenhar sua profissão. Atualmente está emprestado para o Dnipro e o peso parece não ser mais problema. Por enquanto.

Assim que a Série B terminou, um dos primeiros a deixar o Botafogo foi o meia Daniel Carvalho. O clube nem propôs uma renovação de contrato ao armador ‘gordinho’. Ninguém justificou o motivo da saída, mas ele sofreu muito para aprimorar a forma física no clube. Apenas em agosto do ano passado garantiu estar pronto. “Agora estou 100% fisicamente, mas se perdermos, vão falar que estou gordo”, justificou, na época. Mas não apenas no Botafogo o excesso de peso o colocou em evidência. No Palmeiras, em 2012, todos só falavam de sua forma física.

Outro ‘gordo’ do Palmeiras foi Bruno César, em 2014, que hoje brilha no Sporting, de Portugal. Na passagem pelo clube, a torcida pegava no pé no meia-atacante por causa do excesso de peso. Ganhou apelido de Bruno Cheddar e foi comparado aos lutadores de sumô. “Nunca fui gordo, sempre estive magro”, garantiu, contrariando as imagens.

E quem não se lembra do paraguaio Salvador Cabañas? Mesmo gordo e lento, como definiram os jornalistas em 2008, ele foi o responsável por eliminação do Flamengo, em pleno Maracanã, da Libertadores, com show em vitória do América do México por 3 a 0.

Na quarta divisão da Inglaterra, Adebayo Akinfenwa, do AFC Wimbledon, assombrou em 2015 com seus golaços. Apesar dos 102 quilos, o nigeriano se destacou em diversos jogos da equipe e não se abalou com o excesso de peso. Ele garante que o corpão é por causa do trabalho árduo. “Sou musculoso.”

Técnicos exigem mais profissionalismo. Será o fim da linha para os gordinhos?

Se no futebol os ‘gordinhos’ ainda carregam certa mordomia, no futebol americano, onde os jogadores são verdadeiros brutamontes, o excesso de peso é considerado falha. E os clubes não dão chance. Terrence Knighton, do Denver Broncos, por exemplo, levou multa de R$ 800 mil por causa da falta de preparo físico. No começo de 2015, ele estava bem acima dos 152 quilos habituais.

Técnicos exigem mais profissionalismo. Será o fim da linha para os gordinhos?

Tenistas viram criança antes do Australian Open e brincam com Tartarugas Ninjas

Fábio Hecico
há 2 anos2 visualizações

Novak Djokovic, Roger Federer, Lleyton Hewitt, Milos Raonic, Victoria Azarenka e Caroline Wozniacki voltaram à infância neste sábado, em Melbourne. Ao invés de treino forte para o Aberto da Austrália e golpes potentes, viveram um dia mágico, com a presença das Tartarugas Ninjas, do Bob Esponja e do Patric. Se divertiram e deram alegria às crianças no Kids Day.

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Tenistas viram criança antes do Australian Open e brincam com Tartarugas Ninjas
Tenistas viram criança antes do Australian Open e brincam com Tartarugas Ninjas

O mágico sábado teve uma apresentação de futetênis de brinde do sexteto, jogo com raquete gigante e bolinha e de bola gigante com raquetinha. Também valeu jogar com espada e outros instrumentos de luta das Tartarugas Ninjas.

Tenistas viram criança antes do Australian Open e brincam com Tartarugas Ninjas

A criançada se divertiu e viu que os tenistas também tem seu lado infantil vivo. Foram muitas gargalhadas. A competição começa para valer mesmo apenas na noite deste domingo e aí sim o divertimento dará lugar à seriedade.

Tenistas viram criança antes do Australian Open e brincam com Tartarugas Ninjas

A ação é promovida pela Nickelodeon e contou, ainda, com show de música e dança, pintura no rosto das crianças e muitas fotos com os personagens preferido dos desenhos animados. Leonardo, Michelangelo, Rafael e Donatello, no entanto, não se ousaram com as raquetes.

Tenistas viram criança antes do Australian Open e brincam com Tartarugas Ninjas
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