OUTROS

Jogadores não abandonam a bola nunca. Até no videogame amam o futebol

Fábio Hecico
Author
Fábio Hecico

Pode ser apenas a gravação de um comercial, mas se tem algo que um jogador de futebol gosta de fazer quando não está em campo é desfilar seu próprio talento num videogame. Capa do Fifa 16, o meia Henderson, do Liverpool, convocou três companheiros para um desafio nesta semana.

Jogadores não abandonam a bola nunca. Até no videogame amam o futebol

Ao lado de Clyne, ele desafiou José Enrique e Alberto Moreno. Os times, óbvio: Liverpool x Liverpool e todos apostando em gols do centroavante Benteke. A tática de ambos era isolar o companheiro na frente e cruzar para a área. Daí surgiu o gol da vitória. Cabeçada do artilheiro e triunfo dos ‘visitantes.’

Como Henderson consegue perder no dia de divulgar o jogo em que é capa? Ele e o parceiro, claro, tiveram de aguentar a gozação. “Nós esperávamos algo melhor deles para ser honesto”, Enrique brincou. “Clyne é um cara solteiro, jogando o tempo todo e nós esperávamos algo melhor dele.”

Jogadores não abandonam a bola nunca. Até no videogame amam o futebol

"Eu acho que eles tinham a vantagem porque estavam falando em espanhol e nós não pudemos entender o que eles estavam dizendo”, justificou Clyne, levando Henderson às gargalhadas.

O time mais bagunceiro no quesito videogame, contudo, é o Barcelona. E, apesar de ser fera dentro de campo, mesmo com alguém nos controles, Messi sofre com as provocações dos companheiros, como Neymar, por não ser “um craque” com o joystick em mãos.

Ano passado os craques do Barcelona é quem apresentaram o jogo, a versão Fifa 2015. E, ao lado de Neymar, Messi se soltou. Foi uma tiração de sarro sem tamanho e, diferentemente do jogo Liverpool x Liverpool, o confronto entre Barcelonas teve muita bola na rede.

Craque, Messi não teve dúvidas e escolheu o time de Neymar, um viciado assumido dos jogos de futebol. Vira é mexe ele aparece desafiando algum companheiro de clube ou nas concentrações da seleção brasileira. Como na vida real, o camisa 10 do Brasil é atrevido.

Jogadores não abandonam a bola nunca. Até no videogame amam o futebol
Jogadores não abandonam a bola nunca. Até no videogame amam o futebol

O videogame é apontado pelos jogadores como uma válvula de escape para o estresse e a apreensão pré-jogo. Alguns, como o atacante brasileiro Hulk, porém, resolve descontar a ‘raiva’ de sofrer um gol no controle. O joystick foi parar longe e furou a parede para riso da galera. Claro que tudo faz parte da brincadeira. Mas ele mantém o estilo durão do Incrível Hulk.

Após a conquista do Prêmio Puskas pelo gol mais bonito de 2015, até Wendell Lira entrou na onda de bater uma bolinha nas telas planas. E não deu moleza para o saudita Abdulaziz Alshehri, vencedor, em maio, do Fifa Interactive World Cup 2015, campeonato oficial do jogo de videogame. O Brasileiro fez 6 a 1 no campeão.

Jogadores não abandonam a bola nunca. Até no videogame amam o futebol

Até os lutadores do UFC se distraem jogando um videogame. Anderson Silva, por exemplo, não foge de um desafio. Antes da revanche com Chris Weidmann, há dois anos, Spider passou a madrugada do Natal, em Las Vegas, relaxando com seus joguinhos. “Feliz Natal. Minha ceia no quarto será a base de videogame."