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Pelé, mito a ser imitado. Apanhava muito e respondia com soco. No ar, festejando

Fábio Hecico
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Fábio Hecico

O zagueiro chega, encosta, e lá está Neymar gritando e chorando com tanta dor que dá até pena. Coisa feia de se ver a simulação do jogador a cada faltinha. Fingimento que parece ter infestado muitos outros jovens que ainda buscam espaço no futebol. Todos deviam ver mais os vídeos de jogos de Pelé para terem vergonha na cara.

O rei do futebol encantou a carreira toda. Gols de tudo quanto é tipo. Um mais belo que o outro. Mas também apanhou muito. Preferia peitar o rival, encará-lo, a ficar se contorcendo de dor como os "gênios" de hoje fazem até quando levam um arranhão ou um assopro.

A final da Libertadores de 1963 devia servir de bíblia para todo brasileiro que sonha em ser um mito. Ou mesmo um jogador de respeito.

Nele, em jogo disputado em uma Bombonera lotada ( mais de 60 mil hinchas de azul e amarelo), vemos uma aula de futebol e de comportamento de Pelé.

O rei apanha sem dó dos argentinos do Boca Jrs. Não baixa a cabeça, não se rende às provocações. Nada o intimida. Cada grito, cada vaia, servia de motivação.

Vem a trombada e rapidamente o maior de todos está de pé. O calço por trás não o impede de continuar na jogada. A tesoura no meio das pernas, a cotovelada, a rasteira... Tudo só fez engrandecer ainda mais o triunfo santista por 2 a 1, calando uma das mais barulhentas torcidas do planeta.

Os gols, óbvio, ambos com a genialidade e frieza de Pelé. O Boca precisava vencer e fez 1 a 0 já no segundo tempo. Mas havia um camisa 10 precioso do outro lado. E ele fez a diferença. Primeiro, após assistência entre os zagueiros precisa para Coutinho empatar. Depois, após dar caneta no marcador e garantir a virada. A vitória. O título.

A resposta para tanta provocação e pontapés veio com socos. No ar, para festejar. Aprenda molecada.