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Sem dinheiro, clubes importam jogadores e Brasil tem invasão de gringos. Bons?

Fábio Hecico
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Fábio Hecico

Não faz muito tempo, os clubes torciam o nariz para os jogadores de fora do País. O limite nos jogos era de apenas três estrangeiros por equipe. Com a valorização do Real em relação às moedas dos vizinhos da América, e com cofres mais vazios, os clubes brasileiros resgataram a tática de importar mão de obra. A famosa invasão gringa novamente toma conta dos gramados verde-amarelos.

Nos quatro cantos deste enorme Brasil, agora é obrigação falar um segundo idioma. Argentinos, equatorianos, paraguaios, uruguaios, colombianos, estão vinda às pencas para cá. E deixando clubes grandes do seu país para atuar no futebol brasileiro, que não goza de tanto prestígio no futebol mundial neste momento.

Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG e São Paulo são quem mais investem em gringos neste início de ano. O Glorioso, de volta à elite nacional, está com quatro caras novas de sotaque espanhol no grupo. Nesta quinta-feira, eles puderam mostrar um pouco da capacidade (ou falta dela) em treino no gramado.

Sob o comando do técnico Ricardo Gomes, os argentinos Joel Carli e Gervásio Núñez, o equatoriano Pedro Larrea e o boliviano Damián Lizio começaram a se enturmar com os novos companheiros. Todos são desconhecidos e terão de convencer a torcida do Botafogo.

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Outro carioca esperançoso com dias melhores é o Flamengo. O clube tem tudo certo com o argentino Federico Mancuello. O meia será o responsável por 'dar' os gols para o peruano Guerrero. Atrás, a direção rubro-negra corre atrás de um outro argentino, Alejandro Donatti, e do paraguaio Bruno Valdez.

O São Paulo treina faz dois dias sob o comando do argentino Edgardo Bauza. Eugenio Mena, chileno, assinou o contrato e já inicia as atividades e o uruguaio Diego Lugano é aguardado. O clube ainda tentou Buffarini e Néstor Ortigoza, sem sucesso, e conversa com Caraglio. Sem contar o colombiano Wilder e o argentino Centurión que permaneceram.

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No Santos, nomes que estavam no grupo devem ter a derradeira chance, casos de Patito Rodríguez e do volante Valencia, que renovou por nova temporada.

Nos lados de Minas a festa gringa é enorme. E haja argentino. O Cruzeiro renovou com Cabral, garantiu a permanência de Arrascaeta e fechou com Sanchéz Miño (foto). O clube celeste ainda tem conversas adiantadas com o hermano Matías Pisano e o colombiano Gustavo Cuellar.

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O arquirrival Atlético-MG conta com Dátolo e Lucas Pratto na equipe titular e agora apresentou os equatorianos Erazo e o promissor meia Juan Cazares. Todos sob a direção do uruguaio Diego Aguirre, outro recém-chegado.

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Acostumado a se destacar com mão de obra vizinha, a prova é o ídolo D'Alessandro, o Internacional foi econômico em seu tour pela América e fechou apenas com o chileno Paulo Cézar Magalhães.

Sem alarde, o Sport fechou com um meia da seleção chilena, Mark González e, de quebra, surpreendeu com um colombiano, Reinaldo Lenis. Todos devidamente apresentados e em ação na pré-temporada.

Até os clubes menores estão vendo oportunidades de reforços sul-americanos. A Ponte Preta assinou com o argentino Martinuccio, figura carimbada no País. O Figueirense promete uma surpresa gringa em breve e a Chapecoense fechou com o uruguaio Martín Alaniz.

Corinthians, com Lodeiro, Palmeiras e sua legião de argentinos Allione, Mouche e Cristaldo (deve sair), além do paraguaio Barrios, Fluminense, Coritiba, Santa Cruz, América-MG, Grêmio, Atlético-PR e Vitória aguardam boas oportunidades para anunciar seu gringo no ano.

Ou os brasileiros abrem os olhos ou vão sumir no futebol chinês. Ricos, é bem verdade, mas esquecidos. E sem prestígio.